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Pequena análise simplificada sobre a Cielo – “CIEL3”

A análise de empresas é sempre um tema interessante. Atualmente, com o aumento no número de investidores pessoa física as opções e notícias de empresas de capital aberto tem se propagado muito rapidamente.

Exemplos de excelentes empresas para se investir, com valorização nos preços das ações tem sido frequentes. Talvez o exemplo mais utilizado é o do Magazine Luiza, que vem apresentando seguidos e constantes valorizações no preço de suas ações.

A Cielo também já passou por esse momento.

Infelizmente, atualmente, a Cielo se tornou o patinho feio do mercado de ações. Concorrência num setor que até poucos anos atrás ela reinava absoluta agora se tornou sanguinário. Todo dia surgem mais desafios para a empresa.

E quem sofre e o valor de suas ações. De um pico de R$25,00 (base Jul/2016 do Fundamentus.com.br) atualmente o valor da ação está em R$6,85 (fev/2020) – uma queda de mais de 70%.

O mercado acionário não é justo, verdadeiro ou mesmo imparcial. Quando uma ação sobe, o céu é o limite. Quando ela cai, ninguém sabe ao certo onde fica o piso. Isso é o que acontece atualmente com a Cielo, mas esse movimento já aconteceu com outras empresas e tende a ocorrer cada vez mais.

No entanto, acredito que o maior pecado de quem investe em ações é que a pessoa não investe na empresa. Investe-se muito mais num código, num papel e esquece-se, na maioria das vezes, o que há por trás desse código.

A Cielo está sofrendo um ataque da concorrência em seu mercado de atuação? Sem dúvida que sim.

A empresa vai quebrar? Dificilmente. E é aqui que eu quero me focar. Não existem verdades absolutas. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Sucessos do passado não são garantia de que vão se repetir no futuro. No entanto, a Cielo não está apresentando queda nas suas receitas. Por mais que suas margens estejam sendo pressionadas, o tamanho do mercado também está aumentando. A quantidade de pessoas trabalhando na empresa também não está diminuindo. Quando muito, a empresa tende a ser mais eficiente nas atividades que não fazem parte de seu core business.

Atualmente, e até pelo setor que a empresa atua, tenho certeza que as pessoas estão trabalhando ativamente para reverter essa situação de ataque da concorrência. Recursos para isso ela tem. Não só pessoas, mas recursos financeiros para investir em novas empresas e na exploração de novas tecnologias. Pode ser que dê errado? Sempre pode. Pode ser que dê certo? Tudo é possível.

Mas o que acontece é que nunca, nunca mesmo, o preço das ações vai mostrar o esforço, dedicação e busca constante em reverter situações adversas. Quando os primeiros sinais de retomada começarem a surgir, aí a situação se reverte: os preços das ações em queda começam a subir absurdamente. Como se diz: preço de ação cai de elevador e sobe de escada.

Particularmente, e é apenas uma opinião pessoal, acredito que a empresa consiga reverter esse cenário em que está vivendo. A ponto de voltar ao valor de R$25,00? Acho difícil. Mas um valor tão baixo como o atual, acho que não é justo também. Talvez algo em torno de R$15,00 a R$20,00 reflita melhor o valor da empresa, admitindo-se que a empresa vai retomar o caminho de aumento de receitas, com margens menos pressionadas que as atuais.

Só o tempo dirá.

Aplicar em ações é viver numa eterna esperança de que o futuro será melhor (pelo menos para a ação/ empresa que você escolheu investir.

Prof. Eduardo Silva