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Resumo: Breve histórico, principais fatores de risco e indicadores financeiros da Kepler Weber
Histórico da Companhia

Primeiros 70 anos
Em 1925, os irmãos Otto Kepler e Adolfo Kepler Junior iniciaram uma pequena ferraria que se transformou em indústria, fabricando prensas de banha, fumo e óleo vegetal, centrífugas de mel e carrocerias para caminhões e ônibus, entre outros produtos. Em 1939, Paulo Otto Weber é admitido como sócio, surgindo a “Kepler Irmãos & Weber”, e em 1963 a empresa se transforma em sociedade anônima e passa a operar sob a denominação de Kepler Weber S/A – Indústria, Comércio, Importação e Exportação. Em 1972, iniciam as exportações com a venda dos primeiros equipamentos para o Paraguai, e no aniversário de 50 anos da empresa, em 1975, é inaugurado o novo parque fabril, em Panambi/RS.

Em 1976, com a KW Engenharia, tem início a elaboração de projetos, fabricação e montagem de equipamentos especiais, como maltarias, cervejarias, instalações industriais, portuárias e de armazenagem e movimentação de cereais de grande porte. Neste mesmo ano é entregue a primeira bateria de silos metálicos. No início da década de 80, a Kepler Weber ganha novo impulso na área das exportações ao fundar sua trading própria, a GKS – Companhia de Comércio Exterior. Em fevereiro de 1996, seu controle acionário foi adquirido por instituições de primeira linha do mercado financeiro e de investimentos da América Latina, como BB Banco de Investimento S/A, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI, Instituto Aerus de Seguridade Social e SERPROS Fundo Multipatrocinado. No ano seguinte, o Grupo Kepler Weber adquire a empresa Cepem – Centro de Engenharia e Montagem Ltda.

Anos 2000
Em 2003 a razão social da empresa Cepem – Centro de Engenharia e Montagem Ltda. é alterada para Kepler Weber Inox Ltda., com foco para a produção de equipamentos destinados à pecuária leiteira. Em 2004 é inaugurada a nova unidade industrial da Kepler Weber, em Campo Grande/MS, duplicando a capacidade fabril do Grupo Kepler Weber, um marco na história da empresa. Em 2007, é realizada importante reestruturação financeira e de capital, com a entrada de novos acionistas. O free float que era de 4% passou para 65%, sendo que a Previ e o BB-BI, detém, como maiores acionistas, 35% do capital da Companhia. Em 2010 foi aprovada a incorporação da Kepler Weber Inox Ltda. pela Kepler Weber Industrial S/A, ambas empresas controladas da Kepler Weber S/A. A Incorporação foi aprovada no contexto de reduzir custos e simplificar o encerramento das atividades da Kepler Weber Inox Ltda.

Principais Riscos Assumidos

A perda de membros da Alta Administração da Companhia, ou a incapacidade de atrair e manter pessoal adicional para integrá-la, pode ter um efeito adverso relevante sobre a Companhia.

Riscos associados ao desenvolvimento de produtos e tecnologias.

Riscos associados à cobertura de seguros da Companhia para cobrir eventuais prejuízos em caso de interrupção de suas atividades.

As aquisições futuras da Companhia apresentam riscos de execução e a Companhia pode não alcançar suas metas financeiras e estratégicas.

Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro)

Risco de preço das mercadorias vendidas ou produzidas ou dos insumos adquiridos

A Companhia opera basicamente com vendas sob encomenda de clientes, assumidas através de pedidos e contratos normalmente prevendo pagamentos de acordo com os eventos físicos/financeiros. As vendas no Brasil são impactadas diretamente por linhas incentivadas pelo governo, que são viabilizadas por linhas de financiamentos do BNDES, onde a sua controlada, Kepler Weber Industrial S/A, tem e mantém registro de fornecedor habilitado. Nesses financiamentos o tomador é o próprio cliente adquirente, sendo que os recursos são liberados diretamente à controlada fabricante. O restante das vendas no Brasil são realizadas mediante pagamento com recursos próprios dos clientes adquirentes, balizada por eventos fixados em cronograma, de forma que até o momento da entrega final da obra o valor total estará quitado, com raras exceções calçadas na rentabilidade e garantia de recebimento de acordo com análise de crédito realizada. As operações de comércio exterior normalmente são liquidadas até a data do embarque ou suportadas por cartas de crédito irrevogáveis garantidas por banco de primeira linha, liquidáveis contra documentos de embarque. O cuidado na analise e aprovação do crédito nas operações com recursos próprios pode ser visualizado no fato de que a Companhia e sua controlada não têm histórico alto de inadimplências, trazendo valores que podem ser considerados baixos para a provisão de devedores duvidosos.

A Companhia e sua controlada Kepler Weber Industrial S/A atuam no segmento de armazenagem de grãos, mantendo assim importante relação com o setor agrícola, enfrentando reflexamente os sucessos e os insucessos da produção agrícola nacional e dos países em que atua no exterior. O comportamento de preço e disponibilidade de commodities agrícolas tendem a refletir na capacidade de investimento dos clientes dos produtos de fabricação e comercialização pela Companhia e sua controlada.

Decisões contrárias em uma ou mais ações judiciais ou procedimentos administrativos nos quais a Companhia é parte podem afetar de maneira adversa seu resultado

A Companhia atua fortemente na América do Sul. A lentidão das operações com clientes residentes ou domiciliados nestes países está relacionada com a tentativa de redução de riscos de recebimento do preço, através da confirmação das operações comerciais após emissão de carta de crédito internacional irrevogável, irretratável e incondicionada. A prática de operações com pagamento vinculado a carta de crédito emitida antes do embarque tende a evitar riscos de recebimento do preço.

A Companhia busca sempre estar atualizada e oferecendo aos seus clientes equipamentos que atendam as normas de segurança e meio ambiente, por isso, tem investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento, trabalhando de forma preventiva.

Evolução Financeira