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Resumo: Breve histórico, principais fatores de risco e indicadores financeiros da Klabin
Histórico da Companhia

A trajetória centenária de Klabin Irmãos & Cia, controladora da Klabin S.A.teve início em 1899, quando as famílias Klabin e Lafer fundaram a referida empresa, em São Paulo, para comercialização de produtos de papelaria e de artigos de escritórios e tipografia. Os negócios prosperaram e, quatro anos depois, a empresa já entrava no segmento no qual passaria a fazer história: a produção de papel. O arrendamento de uma pequena fábrica permitiu o começo da produção de folhas para impressão.

Em 1909, foi constituída a Companhia Fabricadora de Papel, que nos anos 20 já figurava entre as três maiores produtoras de papel do Brasil. A marca dos empreendedores sempre foi buscar a inovação, o que exigia viagens regulares à Europa em busca de novas técnicas de produção. Dentro desse espírito, a empresa deu seu grande salto em 1934, com a aquisição da Fazenda Monte Alegre, no município de Tibagi, oeste do Paraná, para a construção da primeira fábrica integrada de celulose e papel do País, denominada Indústrias Klabin do Paraná (IKP).

O primeiro projeto de florestas plantadas teve início em 1943, inicialmente com araucária e eucalipto e depois, na década de 50 com o pínus, dando início ao plantio de grandes áreas. Este ambicioso projeto resultou no início das atividades fabris em 1946, com a produção de papel jornal e para embalagem. Pela primeira vez na história da indústria nacional, uma parcela da demanda de mercado interno de papel imprensa foi suprida por uma indústria brasileira.

Outro resultado da preocupação de inovar sempre é o mosaico existente atualmente, onde as florestas plantadas de pínus e eucalipto estão entremeadas com áreas de florestas nativas preservadas. Na área fabril, conquistou o reconhecimento da indústria pela introdução de modernas tecnologias, como as caldeiras de recuperação, integradas a processos que aumentaram significativamente a produtividade e a proteção ambiental.

Desde essa época, já praticava sua cultura de desenvolvimento sustentável.

Hoje, a Companhia é a maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do Brasil. É líder nos mercados de papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais; além de comercializar madeiras em toras. Possui 17 unidades industriais no Brasil – distribuídas por nove estados e uma na Argentina, além de empregar mais de 20 mil funcionários, entre próprios e terceiros.

Em 2007, sua capacidade total instalada foi elevada de 1,6 milhão para 1,9 milhões de toneladas/ano. Em 2008, foi concluído o projeto de expansão da Unidade Monte Alegre, no Paraná, que totalizou um investimento em torno de R$ 2,2 bilhões, posicionando essa unidade entre as maiores fábricas de papéis do mundo e a sexta maior produtora global de cartões de fibras virgens. A companhia também é responsável por volta de 8% de todo o kraftliner comercializado internacionalmente.

Líder brasileira no setor de papelão ondulado, a Companhia possui a maior capacidade de produção do mercado nacional, com sete unidades de conversão de embalagens no país. No segmento de sacos multifolhados e do tipo SOS, a companhia é reconhecida pela liderança, qualidade de seus produtos e atendimento a diferentes mercado, como de a construção civil, alimentos, produtos químicos e agronegócio.

Líder na produção na América Latina de papéis para embalagens, a Companhia desenvolve papéis e cartões de alto valor agregado, produzidos de um mix de fibras longas (pínus) e curtas (eucalipto).

Além de ser responsável pelo abastecimento de matéria-prima – madeira – para todas suas fábricas de papel, a Unidade Florestal da Companhia é a maior fornecedora do Brasil de toras originadas de florestas plantadas para os segmentos de serraria e laminação. Em 2012, a empresa contabilizou 505 mil hectares de florestas, sendo 242 mil hectares de florestas plantadas e 213 mil hectares de mata nativa preservada. Em 1998, a empresa foi a primeira do Hemisfério Sul, no setor de papel e celulose, a receber a certificação do FSC (Forest Stewardship Council) – em português, Conselho de Manejo Florestal, para sua Unidade Florestal no Paraná. Hoje, a Companhia tem suas florestas e todos os seus processos produtivos certificados pelo FSC, confirmando que a empresa desenvolve suas atividades dentro dos mais elevados padrões socioambientais.

A Companhia aderiu, em 2004, ao Chicago Climate Exchange (CCX), organização internacional de intercâmbio de emissões de gases geradores de efeito estufa, sendo a primeira empresa a apresentar a essa entidade projeto florestal de seqüestro de carbono. Com isso, habilitou-se a vender créditos de carbono para empresas integrantes da organização que necessitam tomar medidas para redução e controle de gases causadores do aquecimento global. Desde 2005, a empresa é membro-pleno da organização.

A Companhia é a maior recicladora de papel do Brasil. Associada com a Tetra Pak, TSL Ambiental e Alcoa, a Companhia desenvolveu uma nova tecnologia, inédita no mundo, de reciclagem total de embalagens longa vida. Em 2005, foi inaugurada a EET, uma usina de reciclagem em Piracicaba, São Paulo, que permite separar o alumínio, o filme de polietileno e a fibra celulósica.

A divulgação de informações de maneira consistente, transparente e acurada também faz parte da cultura da Klabin. Desta forma, comprometida com a transparência junto ao mercado e com o tratamento igualitário aos acionistas, integra desde janeiro de 2014 o Nível 2 de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), segmento que lista ações de empresas que adotam práticas diferenciadas de governança.

Em março de 2016, a Companhia iniciou as operações da sua nova fábrica de celulose (“Unidade Puma”), localizada no município de Ortigueira, um marco na história da Klabin pela magnitude do projeto e por praticamente dobrar a capacidade produtiva da Companhia. As obras da nova Unidade foram executadas em 24 meses, dentro do orçamento previsto. O investimento total foi da ordem de R$ 8,5 bilhões, incluindo infraestrutura, impostos e correções contratuais. A Unidade Puma tem capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose, dos quais 1,1 milhão de toneladas de celulose branqueada de fibra curta (eucalipto) e 400 mil toneladas de celulose branqueada de fibra longa (pínus), parte convertida em celulose fluff, sendo a única unidade industrial do mundo projetada para a fabricação das três fibras. A produção da Klabin contribui para a substituição das importações de celulose fluff, importante insumo utilizado em fraldas e absorventes, e representa uma consequente economia de divisas para o país.

Aos 120 anos de existência, a Companhia tem orgulho de ter manter-se sob o controle acionário da família de seus fundadores, e de ser uma empresa brasileira reconhecida internacionalmente pelos altos padrões de qualidade de seus produtos e dotada de um profundo respeito pela natureza.

Principais Riscos Assumidos

A Companhia pode não conseguir executar integralmente sua estratégia de negócios e manter a estabilidade dos resultados operacionais e das taxas de crescimento.

A atividade da Companhia apresenta riscos operacionais relevantes que se materializados podem resultar na paralisação parcial de suas atividades e impactar adversamente os seus resultados e condições financeiras.

A volatilidade e falta de liquidez do mercado de valores mobiliários brasileiro poderão limitar substancialmente a capacidade dos investidores de vender os valores mobiliários de emissão da Companhia, pelo preço e na ocasião que desejarem.

A Companhia pode vir a precisar de capital adicional no futuro e a obtenção de capital adicional por meio da emissão de valores mobiliários poderá resultar na diluição da participação do investidor em seu capital social.

Os detentores das ações de emissão da Companhia podem não receber dividendos ou receber dividendos inferiores ao mínimo obrigatório, definido no Estatuto Social.

A cobertura de seguros da Companhia pode ser insuficiente para ressarcir eventuais perdas, bem como não abrange determinados danos, como aqueles causados por pragas florestais.

A Companhia pode ser afetada adversamente por decisões a ela desfavoráveis em processos judiciais e administrativas em curso.

Os interesses dos acionistas controladores podem ser divergentes dos interesses dos demais acionistas da Companhia.

Negociações realizadas pelos acionistas podem afetar o valor de mercado das ações da Companhia

Elevações no preço de insumos podem aumentar o custo de produção e reduzir a rentabilidade da Companhia

A Companhia é a única produtora brasileira de cartão de embalagens para líquidos (liquid packaging board) e fornece a totalidade no mercado nacional, há mais de 20 anos, para a um único cliente consumidor dessa linha de produto, sendo o maior cliente da Companhia nesse segmento de mercado e adquire grande parte dessa produção, bem como é o único grande consumidor deste tipo de embalagem no Brasil.

A Companhia possui um contrato de exclusividade de vendas de celulose de fibra curta para um único cliente, sendo o maior cliente da Companhia nesse segmento de mercado e responsável pela distribuição da celulose de fibra curta da Klabin em todos os mercados internacionais, com exceção dos países da América do Sul.

O setor de papel e celulose é altamente competitivo. A Companhia poderá perder participação significativa de mercado caso não seja capaz de manter-se competitiva com relação aos principais fabricantes mundiais.

Os preços do papel e da celulose são cíclicos e estão sujeitos a fatores que estão fora do controle da Companhia. A variação dos preços de papéis de embalagem e cartões para embalagem pode afetar as receitas e os resultados operacionais.

O surgimento de novas tecnologias, produtos concorrentes e novos hábitos de consumo podem levar à substituição dos produtos da Companhia por produtos de menor preço ou tecnologia diferenciada.

A Companhia poderá incorrer em custos maiores decorrentes do cumprimento da Legislação Ambiental.

Custos de construção e manutenção maiores do que o esperado podem afetar negativamente a condição financeira da Companhia e os seus resultados operacionais.

Os negócios e o resultado operacional da Companhia podem ser parcialmente afetados pelo desempenho em certas economias.

Evolução Financeira