Cosan
- Principais riscos que a própria Companhia enxerga e assume

Principais riscos da Companhia

Concluímos a formação da Joint Venture com a Shell para desenvolver ainda mais os nossos negócios de açúcar e etanol e combustíveis em 1 de junho de 2011. Nós não podemos garantir que a Joint Venture será bem sucedida.

Em 1 de junho de 2011, concluímos a formação de nossa Joint Venture com a Shell, uma Joint Venture relativa à produção, fornecimento, distribuição e venda de etanol à base de combustíveis. A Join Venture está sujeita a revisão do antitruste Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ou CADE, para fins de fechamento. Podemos incorrer em despesas inesperadas, não realizar todos os benefícios previstos ou sinergias, romper as relações com os empregados atuais e novos, clientes e fornecedores ou incorrer em endividamento. Quaisquer atrasos ou dificuldades encontradas com a Joint Venture poderia materialmente impactar adversamente nosso negócio e os resultados das operações.

Não incluímos informação financeira relativa a Shell ou os ativos de distribuição de combustíveis da Shell que contribuiu para Joint Venture.

A Joint Venture é uma operação relevante. No entanto, nós não incluímos nenhuma informação financeira histórica neste relatório anual sobre a Shell ou os ativos de distribuição de combustíveis que a Shell contribuíram para a Joint Venture. Além disso, não incluímos quaisquer informações financeiras pro forma sobre esta Joint Venture. Os investidores estão, portanto, advertidos que a natureza dos ativos da Shell contribuíram para a Joint Venture e outros aspectos da Joint Venture pode ter um efeito material adverso sobre nós.

Raízen Energia pode não adquirir ou desenvolver com sucesso a capacidade de produção adicional por meio de novos projetos (projetos greenfield) ou da expansão das instalações existentes.

Raízen Energia espera explorar novos projetos no futuro de greenfield.Não temos outras autorizações ambientais ou de outra natureza, projetos de design ou engenharia, contratos de aquisição e construção relativos a quaisquer projetos potenciais. Como resultado, se não concluirmos esses projetos ou se esta conclusão ocorrer com atrasos ou não ocorrer, poderemos não realizar os benefícios relacionados esperados. Além disso, poderemos não ser capazes de obter o financiamento necessário para esses projetos ou de obter estes recursos em condições satisfatórias. Poderemos, por exemplo, não ser capazes de adquirir todas as terras em relação às quais temos opções de compra no Estado de Goiás ou poderemos não ter pessoal, equipamentos e conhecimento necessários para implementar projetos.

A integração dos projetos greenfield ou a expansão de nossas instalações existentes poderá resultar em dificuldades operacionais não previstas e exigir recursos financeiros e administrativos significativos que poderiam ser de outra forma utilizada para o desenvolvimento e contínua expansão de nossas operações existentes. Os projetos greenfield planejados ou futuros ou a expansão de instalações existentes poderão não melhorar o nosso desempenho financeiro.

Raízen Energia talvez não possa implementar com sucesso planos para vender energia gerada em projetos de co-geração, e a regulamentação do governo brasileiro do setor de energia poderá afetar nossos negócios e desempenho financeiro.

A Raízen Energia produz energia elétrica em suas usinas por meio de processos de co-geração, atualmente com capacidade instalada de aproximadamente 793 MW. Das 24 unidades do grupo, 10 produzem energia em quantidade superior ao seu consumo e comercializam os excedentes no ambiente nacional de energia elétrica. A energia excedente para venda na próxima safra 12/13 será na ordem de 2,220 GWh. Celebramos cinco contratos bilaterais até a presente data, e participamos de leilões governamentais de energia desde o ano 2005.

Não temos experiência anterior significativa em planejamento, desenvolvimento e administração de projetos de co-geração de energia em larga escala. Poderemos ter que investir valores significativos para superar quaisquer dificuldades operacionais. Adicionalmente, o governo brasileiro regulamenta extensivamente o setor de energia elétrica. Poderemos não ser capazes de cumprir com todas as exigências necessárias para celebrar novos contratos ou de outra forma cumprir com a regulamentação brasileira do setor de energia elétrica. Alterações nas regulamentações atuais ou nos programas de autorização federal e a criação de critérios mais rígidos para a habilitação em futuros leilões de energia poderão afetar adversamente a implementação deste elemento de nossa estratégia de negócios.

Raízen Energia considera realizar operações de hedge, que envolvem riscos que poderão prejudicar nosso desempenho financeiro.

Estamos expostos a riscos de mercado decorrentes da condução de nossas atividades comerciais, principalmente riscos de mercado decorrentes de mudanças nos preços das mercadorias, nas taxas de câmbio ou nas taxas de juros. Como forma de tentar minimizar os efeitos da volatilidade dos preços do açúcar e as taxas de câmbio sobre nossos fluxos de caixa e resultados operacionais, realizamos operações de hedge envolvendo contratos futuros, de opções e swaps de commodities e taxa de câmbio. Além disso, ocasionalmente, realizamos operações de hedge de taxas de juros. As operações de hedge nos expõem a riscos de perdas financeiras em situações em que a outra parte do contrato de hedge não cumpre com suas obrigações contratuais ou existe uma alteração na variação esperada entre o preço subjacente ao contrato de hedge e o preço real das mercadorias ou da taxa de câmbio. No exercício fiscal de 2010, tivemos ganhos de R$ 354 milhões, no exercício fiscal de 2011 obtivemos um ganho de R$ 54 milhões e para o exercício fiscal 2012 obtivemos perda de R$ 4 milhões. Poderemos incorrer em perdas significativas decorrentes de operações de hedge no futuro. Nos protegemos com hedge contra as flutuações de preços de mercado fixando os preços do nosso volume de açúcar exportado. Como registramos os derivativos a valor de mercado, na medida em que os preços de mercado de nossos produtos excederem o preço fixado de acordo com nossa política de hedge, nossos resultados serão inferiores do que seriam caso não tivéssemos realizado tais operações, em razão das despesas com derivativos a elas relacionadas. Dessa forma, nosso desempenho financeiro seria adversamente afetado durante os períodos em que os preços das mercadorias aumentarem. Alternativamente, podemos optar por não realizar transações de hedge no futuro, o que adversamente afetaria nosso desempenho financeiro nos períodos em que os preços das mercadorias diminuírem.

Raízen Energia enfrenta forte concorrência nos nossos negócios, o que poderá afetar de maneira adversa nossa participação no mercado e nossa lucratividade.

Os setores de etanol e açúcar são altamente competitivos. Internacionalmente, concorremos com produtores globais de etanol e açúcar, incluindo Poet, Inc., Archer-Daniels-Midland Company, Cargill, Inc. e A.E. Staley Manufacturing Company (subsidiária da Tate & Lyle, PLC). Alguns de nossos concorrentes são divisões de empresas maiores e possuem mais recursos financeiros que nossa companhia. No Brasil, concorremos com diversos produtores de pequeno e médio portes. Não obstante a consolidação crescente, os mercados brasileiros de etanol e açúcar permanecem altamente fragmentados. Nossos principais concorrentes no Brasil são Louis Dreyfus Commodities - Santelisa Vale (o segundo maior produtor de etanol e açúcar no Brasil), Grupo Guarani (o terceiro maior produtor de etanol e açúcar no Brasil), Bunge, Grupo Santa Terezinha,Grupo São Martinho, Carlos Lyra, Grupo Tercio Wanderley, Grupo Zilor, Grupo Oscar Figueiredo, Grupo Da Pedra e Grupo Irmãos Biagi e outros produtores de etanol e açúcar no mercado brasileiro comercializam seus produtos por meio da Cooperativa de Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo, ou ―Copersucar‖. Não somos membros da Copersucar.

Enfrentamos também a concorrência de produtores internacionais, em especial aqueles localizados em mercados altamente regulados e protegidos, como os mercados dos Estados Unidos e da União Europeia. Historicamente, as importações de açúcar não têm representado grande concorrência para a nós no Brasil devido, dentre outros fatores, à competitividade dos custos de produção e logística do açúcar produzido no Brasil. Caso o governo brasileiro venha a criar incentivos para as importações de açúcar, podemos enfrentar um aumento da concorrência de produtores estrangeiros no mercado brasileiro. São muitos os fatores que influenciam a nossa posição competitiva, incluindo a disponibilidade, qualidade e o custo de fertilizantes, energia, água, produtos químicos e mão-de-obra, além da taxa de câmbio. Alguns dos nossos concorrentes internacionais têm mais recursos financeiros e de marketing, maior base de clientes e maior variedade de produtos do que nós. Se não pudermos permanecer competitivos em relação a esses produtores no futuro, nossa participação de mercado poderá ser afetada de maneira adversa. O mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes é altamente competitivo no Brasil. Competimos com distribuidoras de combustíveis nacionais, as quais compram praticamente todos os seus combustíveis da Petrobrás. Existem muito poucos concorrentes nacionais, como nós, que importam determinados produtos para o Brasil. Além disso, competimos com produtores e comerciantes em outros setores que suprem formas alternativas de energia e combustíveis para atender às exigências de nossos consumidores industriais, comerciais e varejistas. Alguns de nossos concorrentes, como a Petrobrás, possuem redes de distribuição de combustíveis maiores, além de refinarias de petróleo verticalmente integradas, podendo ser capazes de realizar custos mais baixos por barril ou margens mais altas por barril de rendimento. Nossos principais concorrentes são maiores e possuem recursos substancialmente mais vastos do que os nossos. Em virtude de suas operações integradas e da maior capitalização, essas empresas podem ser mais flexíveis ao responder à indústria volátil ou às condições de mercado, tais como escassez de óleo cru e outros insumos ou intensas flutuações de preço. As ações dos nossos concorrentes podem resultar em preços mais baixos ou margens reduzidas para os produtos que vendemos, o que poderia causar um efeito substancial e adverso em nosso negócio ou nos resultados das operações.

Práticas anticompetitivas no mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes poderão distorcer os preços de mercado.

Nos últimos anos, práticas anticompetitivas têm sido um dos principais problemas que afetam as distribuidoras de combustíveis no Brasil. Geralmente, essas práticas envolvem uma combinação de evasão fiscal e adulteração de combustíveis, tais como a diluição da gasolina pela mistura de solventes ou pela adição de etanol anidro em proporções superiores aos 25% permitidos pela lei vigente (a tributação do etanol anidro é menor do que a do etanol hidratado e da gasolina). Os impostos constituem uma parcela significativa do custo dos combustíveis vendidos no Brasil. Por essa razão, a evasão fiscal tem sido uma prática recorrente de algumas distribuidoras, permitindo-lhes cobrar preços menores. Essas práticas permitiram que algumas distribuidoras fornecessem grandes quantidades de produtos combustíveis a preços inferiores àqueles oferecidos pelas principais distribuidoras, inclusive por nós próprios, o que resultou em um considerável aumento nos volumes de vendas das distribuidoras que as adotaram. Os preços finais dos combustíveis são calculados com base nos impostos incidentes sobre a sua compra e venda, entre outros fatores. Consequentemente, as práticas anticompetitivas, tais como a evasão fiscal, podem afetar o nosso volume de vendas, o que poderia causar um efeito substancial e adverso em nosso negócio. Se essas práticas se tornarem predominantes, isso poderia resultar em preços mais baixos ou em margens reduzidas para os produtos que vendemos, podendo causar um efeito substancial e adverso em nosso negócio ou nos resultados das operações.

As exportações da Raízen Energia estão sujeitas a uma ampla variedade de riscos associados às operações internacionais.

No exercício fiscal encerrado em 31 de março de 2012, nossas receitas líquidas de exportação foram de R$1.776,9 milhões, correspondendo a 7,3% de nossa receita líquida de vendas total. Durante esse mesmo período, nossas vendas líquidas de exportações de açúcar foram de R$ 1.457,6 milhões, correspondendo a 6% de nossas vendas líquidas totais, e nossas receitas líquidas de exportação de etanol foram de R$ 319,4 milhões, correspondendo a 1,3% de nossas vendas líquidas totais.

No exercício fiscal encerrado em 31 de março de 2011, nossas receitas líquidas de exportação foram de R$ 2.711 milhões, representando 15,0% de nossa receita líquida de vendas total. Durante esse mesmo período, nossas vendas líquidas de exportações de açúcar foram de R$ 2,466.2, correspondendo a 13,7% de nossas vendas líquidas totais, e nossas receitas líquidas de exportação de etanol foram de R$ 244,8 milhões, correspondendo a 1,4% de nossas vendas líquidas totais. Esperamos expandir nossas exportações de etanol no futuro. Expansão das exportações de etanol depende de fatores além de nosso controle, incluindo a liberalização das barreiras comerciais existentes e a criação de sistemas de distribuição para o etanol hidratado em países no exterior. Nosso desempenho financeiro futuro dependerá, em grande medida, em condições econômicas, políticas e sociais em nossas principais mercados de exportação

A maioria dos países produtores de etanol e/ou açúcar, incluindo os Estados Unidos e os países membro da União Europeia, protegem produtores locais da concorrência internacional estabelecendo políticas e regulamentações governamentais que afetam a produção de etanol e açúcar, incluindo cotas, restrições de importação e exportação, subsídios, tarifas e encargos. Como resultado de tais políticas, os preços do etanol e açúcar no mercado interno variam significativamente em cada país. Temos acesso limitado ou nenhum acesso a esses grandes mercados devido a essas barreiras comerciais. Se tais políticas protecionistas permanecerem, poderemos não ser capazes de expandir nossas atividades de exportação à taxa que esperamos atualmente, ou não ser capazes de expandir, o que poderia afetar adversamente nosso negócio e nosso desempenho financeiro. Adicionalmente, se novas barreiras comerciais forem estabelecidas em nossos principais mercados de exportação, poderemos enfrentar dificuldades para realocar os nossos produtos para outros mercados em condições favoráveis e os nossos negócios e desempenho financeiro poderão ser adversamente afetados.

Poderemos não ser capazes de manter os direitos de uso das fórmulas de mistura e marcas fornecidas pela ExxonMobil.

Nós, por meio da nossa subsidiária CCL, somos a fabricante e distribuidora exclusiva de produtos lubrificantes no Brasil com base nas fórmulas que nos foram fornecidas nos termos de uma licença da ExxonMobil de acordo com o Contrato Principal de Lubrificantes, que expirará em 1º de dezembro de 2018. Também recebemos uma licença para usar a marca ExxonMobil para comercializar combustíveis de acordo com o Contrato de Licenciamento de Marca, o qual expira em 1º de dezembro de 2013. O término de qualquer dessas licenças, ou a falha por parte da ExxonMobil de manter e proteger adequadamente os seus direitos de propriedade intelectual, poderia afetar substancialmente e adversamente os nossos resultados de operações ou poderá exigir significativos investimentos não planejados por nós, se formos forçados a desenvolver ou adquirir tecnologia alternativa. No futuro, poderá ser necessário ou desejável a obtenção de outras licenças de tecnologia de terceiros com relação a um ou mais dos nossos produtos ou com relação a atuais ou futuras tecnologias para melhorar as nossas ofertas de produtos. Entretanto, poderemos não ser capazes de obter os direitos de licença para a tecnologia ou os componentes necessários em termos comercialmente razoáveis ou de forma alguma.

A expansão do nosso negócio por meio de aquisições e alianças estratégicas apresenta riscos que poderão reduzir os benefícios que esperamos obter com essas operações.

Temos crescido substancialmente por meio de aquisições. Pretendemos continuar a crescer adquirindo, de tempos em tempos, outros produtores ou usinas de etanol ou açúcar no Brasil ou em outro local que complementem ou ampliem nossas atuais operações de açúcar e etanol. Além disso, planejamos adquirir e construir, de tempo em tempo, terminais de combustíveis, ativos de produção de lubrificantes, postos para distribuição varejista e outros ativos que complementem e ampliem as nossas atuais operações de combustíveis e lubrificantes e também visem aplicar a nossa rede de postos de serviço por meio de maior branding. A nossa capacidade de continuar a ampliar nossos negócios por meio de aquisições ou alianças depende de diversos fatores, inclusive da nossa capacidade de identificar oportunidades de aquisição ou acessar mercados de capitais em termos aceitáveis. Mesmo se conseguirmos identificar oportunidades de aquisição e obtermos o financiamento necessário para realizar tais aquisições, nós poderíamos nos comprometer financeiramente além de nossa capacidade, especialmente se uma aquisição for seguida por um período em que os preços do etanol e do açúcar forem inferiores ao esperado.

As aquisições, particularmente aquelas envolvendo negócios de tamanho considerável, poderão apresentar desafios financeiros, administrativos e operacionais, inclusive o desvio do foco na administração dos negócios existentes e a dificuldade de integração das operações e da mão-de-obra. A nossa incapacidade de integrar novos negócios ou administrar novas alianças de forma bem sucedida poderá ter um efeito adverso nos nossos negócios e desempenho financeiro. Alguns de nossos principais concorrentes podem também estar em busca de crescimento por meio de aquisições e alianças, o que poderá reduzir a probabilidade de termos sucesso na implementação de aquisições e alianças. Além disso, quaisquer aquisições de maior porte que viermos a considerar poderão estar sujeitas à obtenção de aprovações antitruste e outras aprovações regulamentares. Nós poderemos não ter sucesso na obtenção de tais autorizações necessárias ou na sua obtenção em tempo hábil.

As aquisições também apresentam o risco de exposição da nossa Companhia, na qualidade de sucessora, a responsabilidades relativas a processos pré-existentes envolvendo uma empresa adquirida ou demandas judiciais relativas a fatos ocorridos anteriormente à sua aquisição. O procedimento de auditoria legal (due diligence) conduzido com relação a uma aquisição e quaisquer garantias contratuais ou indenizações que possamos receber dos vendedores de tais empresas adquiridas, poderão não ser suficientes para nos proteger ou nos compensar por responsabilidades reais. Uma responsabilidade substancial associada a uma aquisição, inclusive relacionada a assuntos trabalhistas ou ambientais, poderia afetar de maneira adversa a nossa reputação e o nosso desempenho financeiro, reduzindo os benefícios da aquisição.

Poderemos não obter sucesso na redução dos nossos custos operacionais ou no aumento de nossas eficiências operacionais.

Como parte de nossa estratégia, continuamos com objetivo de reduções nos custos operacionais e aumentar a eficiência operacional para melhorar o nosso desempenho financeiro futuro. Por exemplo, compramos novas colheitadeiras e aumentamos a terceirização da colheita mecânica com o objetivo de reduzir a queima da cana-de-açúcar de acordo com o protocolo agro-ambiental da cana de açúcar. Em áreas que são adequadas para a substituição de uma colheita manual com uma colheita mecanizada, a queima da cana deve ser reduzida como segue: (i) 70% da área colhida em 2010, (ii) 100% da área colhida em 2014 . Para as áreas que não permitirem a substituição da colheita manual com a colheita mecanizada, a queima da cana deve ser reduzida como segue: (i) 30% da área colhida em 2010, (ii) 100% da área colhida por 2017. Podemos não ser capazes de alcançar as economias de custo que esperamos concretizar a partir desta e outras iniciativas. Qualquer dificuldade para realizar economias de custos esperadas pode afetar adversamente a nossa competitividade e desempenho financeiro.

Nosso negócio seria adversamente afetado de forma substancial se as operações em nossas instalações de transporte, terminal, depósito e distribuição sofressem interrupções significativas. Nosso negócio também seria adversamente afetado de forma substancial se as operações de nossos clientes e fornecedores sofressem interrupções significativas.

Nossas operações dependem da operação ininterrupta das nossas instalações de terminal e depósito e dos diversos meios de transporte. Também dependemos da operação ininterrupta de determinadas instalações possuídas ou operadas por nossos fornecedores e clientes. As operações em nossas instalações e nas instalações possuídas ou operadas por nossos fornecedores e clientes poderiam ser parcial ou integralmente suspensas, temporária ou permanentemente, como resultado de circunstâncias que estão fora do nosso controle, tais como:

* eventos catastróficos, inclusive furacões;

* reparos ambientais;

* dificuldades trabalhistas; e

* interrupções no fornecimento de nossos produtos para nossas instalações ou meios de transporte.

Qualquer interrupção significativa nessas instalações ou a impossibilidade de transportar produtos de e para essas instalações ou de ou para os nossos clientes, por qualquer razão, afetaria adversamente, de modo significativo, os nossos resultados das operações e fluxos de caixa.

Incêndios e outros desastres podem afetar nossas instalações agrícolas e propriedades industriais, o que poderia afetar adversamente nossos volumes de produção e, consequentemente, nosso desempenho financeiro.

Nossas operações estão sujeitas a riscos que afetam as nossas instalações e propriedades agrícolas, incluindo incêndio que pode potencialmente destruir parte ou a totalidade de nossos produtos e instalações. Adicionalmente, nossas operações estão sujeitas a perigos associados à fabricação de produtos inflamáveis e ao transporte de matérias-primas e de produtos inflamáveis. Nossa cobertura de seguros poderá não ser suficiente para nos proteger integralmente contra esse tipo de fatalidade.

Interrupção nos serviços de transporte e logística ou investimentos insuficientes na infra-estrutura pública poderão afetar adversamente nossos resultados operacionais.

Uma das principais desvantagens da agricultura brasileira é que as principais regiões de plantio estão localizadas longe dos principais portos. Dessa forma, o acesso eficaz à infra-estrutura de transporte e aos portos é essencial para o crescimento da agricultura brasileira como um todo e para nossas operações em particular. Como parte de nossa estratégia de negócios, pretendemos investir em áreas específicas onde a infra-estrutura de transporte existente ainda está subdesenvolvida. Aperfeiçoamentos na infra-estrutura de transporte provavelmente serão necessários para tornar a produção agrícola mais acessível aos terminais de exportação a preços competitivos. Uma parcela substancial da produção agrícola brasileira é atualmente transportada por meio de caminhões, um meio de transporte significativamente mais caro que o transporte ferroviário disponível para produtores nos Estados Unidos e em outros países. Nossa dependência em relação ao transporte rodoviário pode afetar nossa posição como produtores de baixo custo de forma que nossa capacidade de concorrer nos mercados internacionais poderá ser prejudicada. Embora determinados projetos de melhorias dos sistemas rodoviário e ferroviário tenham sido considerados para algumas áreas do Brasil e, em alguns casos, implementados, investimentos significativos ainda são necessários, os quais podem não ser concluídos oportunamente ou cuja conclusão pode não ocorrer. Qualquer atraso ou não desenvolvimento dos sistemas de infra-estrutura brasileiros poderá prejudicar a demanda por nossos produtos, impedir a entrega de nossos produtos ou impor a nós custos adicionais. Atualmente, terceirizamos os serviços de transporte e logística necessários para a condução de nossos negócios. Qualquer interrupção desses serviços poderá resultar em problemas de fornecimento em nossas usinas de processamento e afetar nossa capacidade de entregar os produtos processados a nossos clientes sem atrasos. Adicionalmente, um desastre natural ou catástrofe poderá afetar os sistemas de infra-estrutura de transporte regional afetando nossos prestadores de serviços de transporte.

Dependemos de terceiros para fornecer aos nossos clientes e à nossa Companhia as instalações e os serviços essenciais aos nossos negócios.

Celebramos contratos com terceiros para o fornecimento de instalações e serviços necessários para a condução de nossos negócios, como o transporte e armazenamento de etanol e açúcar. A revogação ou rescisão de nossos contratos com terceiros ou nossa incapacidade de renovar esses contratos ou negociar novos contratos com outros prestadores de serviços a taxas comparáveis poderão afetar nossos negócios e nosso desempenho financeiro. Nossa dependência de terceiros para nos fornecer serviços essenciais em nosso nome também resulta em um menor controle sobre os custos, eficiência, pontualidade e qualidade de tais serviços. A negligência de um terceiro contratado poderá comprometer a segurança do transporte de etanol de nossas usinas para os terminais de exportação. Acreditamos que dependeremos de tais contratos no futuro previsível e, se entrarmos em um novo mercado, teremos de celebrar contratos semelhantes.

Avanços tecnológicos podem afetar a demanda por nossos produtos ou exigir investimentos de capital substanciais para continuarmos competitivos.

O desenvolvimento e a implementação de novas tecnologias poderão resultar em uma redução significativa nos custos de produção do etanol. Não podemos estimar quando novas tecnologias estarão disponíveis, o nível de aceitação das novas tecnologias pelos nossos concorrentes ou os custos associados a essas novas tecnologias. Os avanços no desenvolvimento de produtos alternativos ao etanol também poderão reduzir a demanda por ou eliminar a necessidade de etanol como oxidante do combustível de maneira significativa. Quaisquer avanços tecnológicos que necessitem de investimentos de capital significativo para a manutenção da competitividade ou que, de outra forma, reduzam a demanda por etanol terão um efeito adverso relevante sobre os nossos resultados operacionais e desempenho financeiro.

Adoçantes alternativos podem ter efeitos adversos sobre a demanda por nosso açúcar no Brasil e em outros países.

Acreditamos que o uso de adoçantes alternativos, especialmente os adoçantes artificiais como aspartame, sacarina e HFCS, têm afetado negativamente o crescimento da demanda total por açúcar no Brasil e no resto do mundo. Fabricantes de refrigerantes de muitos países têm substituído o açúcar por adoçantes alternativos, ou aumentado o seu consumo. Além disso, o uso de adoçantes alternativos por parte dos consumidores de açúcar, inclusive fabricantes de refrigerantes, também pode reduzir a demanda por açúcar no Brasil. Uma redução substancial no consumo de açúcar ou aumento do uso de adoçantes alternativos ou artificiais reduziria a demanda por nosso açúcar e pode resultar em uma redução no crescimento de nossas vendas líquidas e do nosso desempenho financeiro geral.

Podemos ser afetados de forma adversa por sentenças desfavoráveis em processos judiciais em andamento.

Estamos envolvidos em um número significativo de processos fiscais, civis e trabalhistas, que estimamos envolver o valor total de R$7.237,6 milhões, e para os quais, em 31 de março de 2012, constituímos provisão no valor total de R$ 1.051,7 milhões, cujos depósitos judiciais totalizavam um valor de R$509,2 milhões. Não podemos prever se obteremos decisões favoráveis nesses ou em outros processos, ou se seremos obrigados a pagar valores significativos, incluindo juros e multa, em relação a nossas obrigações, o que poderia ter um impacto adverso nos nossos negócios e desempenho financeiro.

Financiamentos, principalmente em termos aceitáveis para nós, podem não estar disponíveis para atender às nossas futuras necessidades de capital.

O mercado global e as condições econômicas têm sido, e continuam sendo, perturbadores e voláteis. Os mercados de capital de dívida têm sofrido o impacto de perdas expressivas no setor de serviços financeiros e reajuste de preço de risco de crédito, entre outras coisas. Estes eventos afetaram desfavoravelmente as condições econômicas gerais. Principalmente, o custo da captação de dinheiro nos mercados de capital de dívidas aumentou substancialmente, ao passo que a disponibilidade de fundos provenientes desses mercados diminuiu significativamente. Igualmente, em decorrência das preocupações a respeito da estabilidade de mercados financeiros de modo geral e, especificamente, da solvência de contrapartes, o custo de obtenção de dinheiro dos mercados de crédito aumentou, uma vez que vários mutuantes e investidores institucionais aumentaram suas taxas de juros, aprovaram normas de financiamento mais rígidas e reduziram e, em alguns casos, suspenderam o fornecimento de financiamento a mutuários em termos comercialmente razoáveis ou de forma geral. Se não há financiamento disponível quando necessário, ou se estiver disponível apenas em termos desfavoráveis, pode tornar-se desafiador atender às nossas necessidades de capital ou obter vantagem de outro modo de oportunidades de negócios ou responder a pressões competitivas, o que pode causar um efeito relevante e adverso em nossa receita e nos resultados das operações.

A produção de lubrificantes e o armazenamento e transporte de produtos combustíveis, produtos lubrificantes, são inerentemente perigosos.

As complexas operações de fabricação que executamos em nossa Lubricants Oil Blending Plant (LOBP - Usina de Mistura de Óleos Lubrificantes), envolvem uma variedade de riscos de segurança e outros riscos operacionais, inclusive o manuseio, produção, armazenamento e transporte de materiais tóxicos. Estes riscos podem resultar em danos físicos e morte, graves danos ou destruição de propriedade e equipamentos e dano ambiental. Um acidente relevante em uma de nossas usinas, estações de serviços ou instalações de armazenamento, poderia obrigar-nos a suspender nossas operações e resultar em expressivos custos de reparação e perda de receita. Além disso, recursos de seguros, se disponíveis, podem não ser recebidos de forma oportuna, podendo ser também insuficientes para cobrir todas as perdas, inclusive lucros cessantes. Quebras de equipamentos, desastres naturais e atrasos na obtenção de insumos ou de peças ou equipamentos de reposição necessários também podem ter efeito substancialmente desfavorável em nossas operações de fabricação e, consequentemente, nos resultados de nossas operações.

Não estamos segurados contra interrupção das atividades de nossas operações brasileiras e a maioria de nossos ativos não está segurada contra guerra ou sabotagem. Além disso, nossa cobertura de seguro pode ser inadequada para cobrir todas as perdas e/ou obrigações que possam ser incorridas em nossas operações.

Não mantemos cobertura de nenhum tipo para interrupções de atividades comerciais de nossas operações brasileiras, inclusive interrupções nas atividades causadas por distúrbios trabalhistas. Se, por exemplo, nossos trabalhadores entrarem em greve, as paralisações do trabalho resultantes podem exercer efeito substancial e adverso sobre nós. Além disso, não seguramos a maioria de nossos ativos contra guerra ou sabotagem. Portanto, um ataque ou um incidente operacional que provoque uma interrupção de nossas atividades comerciais pode ter um efeito substancial e adverso em nossa situação financeira ou nos resultados das operações. Nossas operações estão sujeitas a diversos perigos e riscos. Mantemos seguros em níveis que são habituais em nosso setor para nos protegermos contra essas responsabilidades; todavia, nossos seguros podem não ser adequados para cobrir todas as perdas ou responsabilidades que poderiam ser incorridas em nossas operações. Além disso, ficaremos sujeitos ao risco de não conseguirmos manter ou obter seguro do tipo e valor desejado a taxas razoáveis. Se incorrêssemos em uma responsabilidade significativa no tocante à qual não estivéssemos integralmente segurados, isso poderia ter um efeito substancialmente adverso em nossos negócios, na situação financeira e nos resultados das operações.

Na medida em que pagarmos dividendos a nossos acionistas, teremos menos capital disponível para atender às nossas necessidades de liquidez futuras.

Nossa estratégia de negócios contempla um crescimento significativo nos próximos anos e estimamos que tal crescimento exigirá liquidez considerável. Na medida em que pagarmos dividendos de acordo com nossa política de dividendos, montantes distribuídos aos nossos acionistas não estarão disponíveis para financiarmos nosso futuro crescimento e atendermos às nossas outras necessidades de liquidez.

Podemos precisar de recursos adicionais no futuro, os quais podem não estar disponíveis ou podem resultar na diluição da participação de nossos acionistas em nosso capital social.

Podemos precisar emitir títulos de dívida ou ações para obter financiamentos adicionais de forma pública ou privada. Os títulos de nossa emissão poderão ter direitos, preferências e privilégios superiores àqueles de nossas ações. Se decidirmos obter capital adicional por meio da oferta de ações ordinárias, a participação de nossos acionistas em nosso capital social poderá ser diluída. Adicionalmente, os recursos adicionais que viermos a precisar no futuro podem não estar disponíveis em condições favoráveis.

O preço de nossas ações está sujeito à volatilidade.

O preço de mercado de nossas ações ordinárias poderá sofrer significantes flutuações relacionadas a diversos fatores, incluindo atuais e previstas variações em nosso desempenho financeiro, perda de executivos chave, quedas econômicas, eventos políticos no Brasil ou em outras jurisdições em que operamos, desenvolvimentos que afetarem as indústrias de etanol e açúcar, mudanças nas estimativas financeiras pelos analistas de títulos, a introdução de novos produtos ou tecnologias por nós ou nossos concorrentes, ou a nossa falha em satisfazer a expectativa de analistas ou investidores.

Nossa controlada indireta Rumo Logística pode não obter o retorno esperado com relação aos contratos firmados com a ALL

Nossa controlada indireta Rumo Logística S.A. celebrou contratos de longo prazo com a ALL – América Latina Logística S.A.tendo por objeto o transporte pela ALL de açúcar a granel e outros derivados com a expansão da capacidade operacional ferroviária da ALL através de investimentos em via permanente, pátios, vagões, locomotivas e terminais a serem realizados pela Rumo na malha da ALL. A Rumo deverá investir em um sistema de transporte ferroviário, apoiado na operação da ALL, sendo (i) a duplicação, ampliação e melhoria da via permanente e pátios do corredor ferroviário Bauru- Santos/SP, possibilitando forte aumento da sua capacidade operacional; (ii) a aquisição de locomotivas e vagões HPT com capacidade de 30 toneladas/eixo; e (iii) na construção e ampliação dos terminais. Em contrapartida a este investimento, a ALL deverá efetuar a prestação do serviço de transporte garantindo (i) curva de volume mínimo, (ii) a prática de tarifas competitivas em relação ao modal rodoviário; (iii) gestão das obras e indicação dos fornecedores de locomotivas e vagões; e (iv) pagamento de aluguel dos equipamentos em valor proporcional ao transporte efetivo de Produto. Caso não consigamos originar volume de açúcar e transportar, não receberemos os honorários contratuais, podendo impactar no retorno sobre o investimento realizado.

Eventos em outros países podem ter um impacto negativo sobre a economia brasileira e o valor de mercado de nossas ações ordinárias

Condições econômicas e dos mercados em outros países, incluindo Estados Unidos, América Latina e outros países de mercados emergentes, podem afetar a economia brasileira e o preço de nossas ações ordinárias. Embora as condições econômicas nesses países possam diferir significativamente das encontradas no Brasil, as reações dos investidores a acontecimentos nesses outros países podem ter um efeito adverso sobre o valor de mercado dos títulos brasileiros. Crises em outros países e do ―contágio‖, como demonstrado pela recente economia Européia e crises financeiras poderiam diminuir o entusiasmo dos investidores por títulos de emissores, incluído os nossos, o que poderia adversamente afetar o preço de mercado de nossas ações ordinárias.

A Companhia pode vir a precisar de capital adicional no futuro, por meio da emissão de valores mobiliários, o que poderá resultar em uma diluição da participação do investidor em suas ações.

É possível que a Companhia tenha interesse em captar recursos no mercado de capitais por meio de emissão de ações e/ou colocação pública ou privada de títulos conversíveis em ações. A captação de recursos adicionais por meio da emissão pública de ações, que pode não prever direito de preferência aos acionistas da Companhia, poderá acarretar diluição da participação acionária do investidor no capital social da Companhia.

A Companhia pode não pagar dividendos aos acionistas titulares de suas ações.

De acordo com seu estatuto social, conforme alterado (―Estatuto Social‖), a Companhia deve pagar aos seus acionistas 25% de lucro líquido anual ajustado da Companhia sob a forma de dividendo obrigatório. O lucro líquido pode ser capitalizado, utilizado para compensar prejuízo ou então retido, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações, podendo não ser disponibilizado para pagamento de dividendos. A Companhia pode não pagar dividendos aos seus acionistas em qualquer exercício social se os administradores manifestarem, e se a assembleia geral de acionistas da Companhia (―Assembleia Geral‖) assim aprovar, ser tal pagamento desaconselhável diante da situação financeira da Companhia. Ademais, parcela relevante dos resultados da Companhia dependem dos resultados de suas subsidiárias, que podem não vir a ser distribuídos. Alguns dos contratos celebrados pela Companhia (e suas subsidiárias) impõem restrições à sua capacidade de distribuir dividendos, contrair dívidas adicionais, ou até mesmo de dar garantias a terceiros ou a novos financiamentos. Dessa forma, caso ocorra qualquer evento de inadimplemento previsto em tais contratos, o fluxo de caixa e as demais condições financeiras da Companhia poderão ser afetados de maneira adversa.

A relativa volatilidade e a liquidez limitada do mercado de capitais brasileiro podem afetar negativamente a liquidez e o valor de mercado de ações da Companhia.

O investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, tal como o Brasil, envolve, com frequência, maior risco em comparação a outros mercados mundiais, sendo tais investimentos considerados, em geral, de natureza mais especulativa. O mercado brasileiro de valores mobiliários é substancialmente menor, menos líquido e mais concentrado, podendo ser mais volátil do que os principais mercados de valores mobiliários mundiais. Embora quaisquer das ações de uma empresa listada possam ser negociadas na BM&FBOVESPA, na maioria dos casos nem todas as ações listadas estão efetivamente disponíveis para negociação pública, sendo uma parte detida por pequenos grupos de investidores, por instituições governamentais ou por um único acionista principal. Além disso, a eventual falta de liquidez no mercado de capitais pode limitar substancialmente a capacidade do investidor de vender as ações na ocasião e pelo preço desejado, o que poderia acarretar impacto negativo sobre o valor de mercado desses valores mobiliários.

Caso novos planos de opções de ações sejam outorgados, os interesses dos administradores e executivos da Companhia podem ficar excessivamente vinculados à cotação das ações de emissão da Companhia.

Mediante aprovação do Conselho de Administração, a Companhia pode oferecer aos seus administradores e/ou empregados que tenham se destacado por contribuir significativamente para o desempenho da Companhia, ou cuja contratação seja de vital importância para a boa execução dos planos e estratégias da Companhia.

O fato dos administradores e executivos poderem receber, como parte de sua remuneração, opções de compra de ações de emissão da Companhia a um preço de exercício eventualmente inferior ao preço de mercado das ações da Companhia pode levar tais pessoas a ficarem com seus interesses excessivamente vinculados à cotação das ações da Companhia.

Somos altamente dependentes de nosso Controlador e de outros membros de nossa administração para desenvolver e implementar nossa estratégia e conduzir nossas operações.

Somos dependentes do Sr. Rubens Ometto Silveira Mello, Presidente do nosso Conselho de Administração, e de outros membros do nosso Conselho de Administração e de nossa Diretoria, especialmente com relação ao planejamento dos negócios, estratégias e operações. Caso qualquer dessas pessoas-chave de nossa administração deixe a nossa Companhia, poderemos sofrer um impacto negativo em nossos negócios e nosso desempenho financeiro. Nossos negócios dependem especialmente do Sr. Rubens Ometto Silveira Mello, que também é nosso acionista controlador de forma indireta. Atualmente, não contratamos seguro de vida para pessoas-chave.

Somos indiretamente controlados por uma única pessoa, que exerce o controle sobre nós e todas as nossas subsidiárias.

O Sr. Rubens Ometto Silveira Mello, nosso acionista controlador e Presidente do Conselho, tem o poder para, indiretamente, nos controlar, inclusive com poderes para:

* eleger a maioria dos nossos conselheiros e nomear nossos diretores, estabelecer as nossas políticas administrativas e exercer o controle geral sobre a nossa companhia e subsidiárias;

* concordar em vender ou transferir de outra forma sua participação controladora em nossa companhia; e

* determinar o resultado de quase todas as deliberações que necessitem da aprovação dos nossos acionistas, inclusive operações com partes relacionadas, reorganizações societárias, aquisições e alienações de ativos e dividendos.

Atualmente, devido à nossa estrutura de capital social, nosso Acionista Controlador é capaz de controlar substancialmente todas as questões submetidas à aprovação de nossos acionistas para aprovação. O controle concentrado limitará a capacidade dos acionistas de influenciar as decisões societárias e, dessa forma, podemos tomar medidas que não sejam consideradas benéficas por nossos acionistas.

Podemos enfrentar situações de conflito de interesses nas operações com partes relacionadas.

Mantemos negócios e operações financeiras com nosso acionista controlador e outros acionistas, que podem gerar conflitos de interesses entre nossa Companhia e esses acionistas. Por exemplo, celebramos contratos de arrendamento de terras com nossas afiliadas, inclusive com a Amaralina Agrícola Ltda, ou ―Amaralina‖, Santa Bárbara Agrícola S.A., ou ―Santa Bárbara‖ e São Francisco S.A., ou ―São Francisco‖. Os saldos de contas a pagar referem-se, principalmente, ao arrendamento de terras agrícolas, que são realizados a preços e condições equivalentes aos preços médios e preços de operações que celebramos com terceiros. As operações comerciais e financeiras realizadas entre nós e nossas afiliadas, mesmo se celebradas em condições de mercado, criar o potencial para conflitos de interesse, ou resultar em conflitos de interesse.

A Petrobrás é a nossa principal fornecedora de nossos óleos básicos e de nossa unidade de negócios de distribuição de combustíveis.

Talvez possa ocorrer uma interrupção significativa em nossas vendas de combustíveis e lubrificantes, caso haja uma interrupção no fornecimento pela Petrobrás. Qualquer interrupção afetaria imediatamente a nossa capacidade de fornecer produtos combustíveis e lubrificantes a nossos clientes. Se não pudermos obter um fornecimento adequado de produtos combustíveis e de óleo básico da Petrobrás em termos aceitáveis, poderemos buscar atender nossas demandas através de compras no mercado internacional. O custo de produtos de combustíveis e de óleo básico no mercado internacional poderá ser superior ao preço que obtemos através da Petrobrásf) Com relação aos clientes da Companhia

Estamos expostos a risco de crédito e outros riscos de contraparte de nossos clientes no curso normal do nosso negócio.

Temos diversas condições de crédito com praticamente todos os nossos clientes industriais atacadistas e varejistas e nossos clientes possuem diversos graus de capacidade para obter crédito, o que nos expõe ao risco de não pagamento ou de outro inadimplemento de acordo com os nossos contratos e outros acordos com eles. Caso um número significativo de clientes substanciais não cumprirem suas obrigações de pagamento, nossa condição financeira, resultados das operações ou fluxos de caixa poderiam ser substancialmente e adversamente afetados.

Os produtos da Raízen Energia de açúcar e etanol são vendidos a uma pequena quantidade de clientes que poderão exercer poder de barganha significativo para negociar preços e outras condições de venda.

Parte substancial da produção da Raízen Energia de açúcar e etanol é vendida a uma pequena quantidade de clientes que adquirem grandes quantidades de nossos produtos e, portanto, poderão exercer poder de barganha significativo para negociar preços e outras condições de venda. Além disso, a intensa concorrência nos setores de etanol e açúcar aumenta ainda mais o poder de barganha de nossos clientes.

Atuamos em setores nos quais a demanda e o preço de mercado dos nossos produtos são cíclicos e são afetados pelas condições econômicas gerais do Brasil e do mundo.

Os setores de etanol e açúcar, tanto mundialmente quanto no Brasil, são historicamente cíclicos e sensíveis a mudanças internas e externas de oferta e demanda. O etanol é comercializado como um aditivo ao combustível utilizado para reduzir as emissões da gasolina, como um estimulador para aumentar o nível de octano da gasolina com o qual é misturado ou como um combustível substituto da gasolina. Dessa forma, os preços do etanol são influenciados pela oferta e demanda da gasolina e nossos negócios e nosso desempenho financeiro podem ser adversamente afetados se a demanda por gasolina ou se seus preços diminuírem. O aumento na produção e venda de veículos flex decorreu, em parte, da menor tributação sobre tais veículos, desde 2002, em relação a veículos movidos a gasolina apenas. Este tratamento fiscal favorável poderá ser eliminado e a produção de veículos flex poderá diminuir, o que poderá impactar de forma adversa a demanda por etanol.

Historicamente, o mercado internacional de açúcar tem passado por períodos de oferta limitada — resultando em aumento dos preços do açúcar e das margens de lucro do setor - seguidos de expansão do setor que resulta em excesso de oferta - causando reduções nos preços do açúcar e nas margens de lucro do setor. Além disso, os preços do etanol e do açúcar podem sofrer flutuações por vários outros motivos, inclusive fatores além do nosso controle, tais como:

* variação no preço da gasolina;

* variações nas capacidades de produção dos nossos concorrentes; e

* disponibilidade de produtos substitutos para açúcar, etanol e derivados que produzimos.

Os preços de açúcar obtidos por nós dependem, em grande parte, dos preços vigentes no mercado. Tais condições de mercado, tanto no mercado brasileiro quanto no mercado internacional, estão fora do nosso controle. O preço do açúcar no atacado exerce uma grande influência nos nossos lucros. Tal como ocorre com outros produtos agrícolas, o açúcar está sujeito a flutuações de preço em função de condições climáticas, desastres naturais, níveis de safra, investimentos agrícolas, programas e políticas agrícolas governamentais, políticas de comércio exterior e nacional, mudanças na oferta e na demanda aumentando o poder de compra, produção mundial de produtos similares e concorrentes e outros fatores fora do nosso controle. Ademais, uma parcela significativa da produção mundial total de açúcar é comercializada em bolsas e estando, portanto, sujeita à especulação, o que pode afetar o preço do açúcar e os nossos resultados operacionais. O preço do açúcar em particular também é afetado pelo cumprimento dos requisitos de exportação de açúcar pelos produtores e os seus efeitos em relação à oferta para o mercado interno. Como consequência, os preços do açúcar têm sido sujeitos a maior volatilidade histórica quando comparado a muitas outras mercadorias. A concorrência de adoçantes alternativos, inclusive a sacarina e o xarope de milho com alto teor de frutose, conhecido como ―HFCS‖, modificações nas políticas agrícola ou comercial brasileiras ou internacionais, ou desenvolvimentos relacionados ao comércio internacional, inclusive aqueles ditados pela Organização Mundial do Comércio, ou ―OMC‖, são fatores que podem resultar direta ou indiretamente na diminuição dos preços do açúcar nos mercados interno e internacional. Qualquer diminuição prolongada ou significativa nos preços do açúcar pode ter efeitos adversos relevantes no nosso negócio e no desempenho financeiro.

Se não formos capazes de manter as vendas de etanol e açúcar a preços geralmente praticados no mercado brasileiro, ou se não formos capazes de exportar quantidades suficientes de etanol e açúcar de forma a assegurar um equilíbrio adequado do mercado interno, nossos negócios de etanol e açúcar poderão ser afetados adversamente.

Os preços do etanol possuem correlação direta com os preços do açúcar e estão se tornando fortemente correlacionados com os preços do petróleo, de forma que uma redução nos preços do açúcar talvez possa ter um efeito adverso tanto sobre os nossos negócios de etanol como sobre nossos negócios de açúcar e uma redução nos preços do petróleo pode ter um efeito adverso sobre nossos negócios de etanol.

O preço do etanol, em geral, está diretamente associado ao preço do açúcar, e está se tornando fortemente correlacionado com o preço do petróleo. A maior parte do etanol brasileiro provém de usinas que produzem tanto etanol quanto açúcar. Considerando que os produtores conseguem alterar seu mix de produto em resposta às variações relativas do preço de mercado do etanol e do açúcar, os preços desses dois produtos tornam-se fortemente correlacionados, correlação esta que poderá aumentar no decorrer do tempo. Além disso, tendo em vista que os preços do açúcar no Brasil são determinados em função dos preços do açúcar no mercado internacional, há uma forte ligação entre os preços do etanol brasileiro e os preços do açúcar no mercado internacional.

Considerando-se que os veículos flex permitem aos consumidores escolherem entre gasolina e etanol no momento do abastecimento do veículo ao invés de fazê-lo no momento da sua aquisição, os preços do etanol estão se tornando cada vez mais correlacionados com preços da gasolina no mercado brasileiro e, consequentemente, com preços do petróleo. Acreditamos que a correlação entre esses três produtos aumentará no futuro. Dessa forma, uma redução nos preços do açúcar resultará em um efeito adverso no desempenho financeiro dos nossos negócios de etanol e açúcar e uma redução nos preços do petróleo poderá ter um efeito adverso no desempenho financeiro dos nossos negócios de etanol.

Nossas lavouras podem ser afetadas por doenças e pragas que poderão destruir uma parcela significativa de nossas plantações.

Doenças e pragas em nossas lavouras podem ocorrer ocasionalmente e ter um efeito devastador em nossas lavouras, potencialmente inutilizando a totalidade ou parte substancial das lavouras afetadas. Mesmo se somente uma parcela da lavoura for afetada, nossos negócios e situação financeira poderão ser adversamente afetados pelo fato de termos investido uma parcela significativa do custo de produção na lavoura relacionada. Os custos relativos ao tratamento de tais doenças costumam ser altos. Quaisquer incidentes sérios de doenças ou pestes em nossas lavouras, e os custos relacionados, poderão afetar adversamente nossos níveis de produção e, consequentemente, nossas vendas líquidas e o desempenho financeiro geral.

Condições climáticas adversas poderão reduzir o volume e o teor de sacarose da cana-de-açúcar que cultivamos e compramos em determinada safra, e estamos sujeitos à sazonalidade do ciclo de crescimento da cana-de-açúcar.

A nossa produção de açúcar depende do volume e teor de sacarose da cana-de-açúcar que cultivamos ou que nos é fornecida por agricultores localizados nas proximidades das nossas usinas. O rendimento da safra e o teor de sacarose na cana-de-açúcar dependem principalmente de condições climáticas, tais como índice de chuvas e temperatura, que podem variar. Historicamente, as condições climáticas têm causado volatilidade nos setores de etanol e açúcar e, consequentemente, nos nossos resultados operacionais por prejudicarem as safras ou reduzirem as colheitas. Enchentes, secas e geadas podem afetar de forma prejudicial a oferta e os preços das commodities agrícolas que vendemos ou utilizamos em nossos negócios. Condições climáticas futuras poderão reduzir a quantidade de açúcar e cana-de-açúcar que iremos obter em uma determinada safra ou no teor de sacarose da cana-de-açúcar. Adicionalmente, nossos negócios estão sujeitos à sazonalidade de acordo com o ciclo de crescimento da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil. O período de colheita anual da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil começa em abril/maio e termina em novembro/dezembro. Isso cria variações em nossos estoques, normalmente com alta em novembro para cobrir as vendas entre as colheitas (ou seja, de dezembro a abril) e um grau de sazonalidade em nosso lucro bruto, com as vendas de etanol e açúcar significativamente menores no último trimestre do exercício fiscal. A sazonalidade e qualquer redução no volume de açúcar recuperado poderá ter um efeito adverso relevante sobre os nossos resultados operacionais e a nossa situação financeira.

Poderemos ser afetados de maneira adversa por uma falta de cana-de-açúcar ou por altos custos da cana-de-açúcar.

A cana-de-açúcar é a nossa principal matéria-prima utilizada na produção de etanol e de açúcar. No exercício encerrado em 31 de março de 2012, a cana-de-açúcar adquirida de fornecedores representou 49,9% do total de cana moída. Durante o exercício findo em 31 de março de 2011, a cana-de-açúcar adquirida de fornecedores representou 49,4% dos nossos custos de produtos vendidos e despesas operacionais consolidados. Adquirimos 49,4% da cana-de-açúcar que utilizamos na produção de etanol e açúcar diretamente de mais de mil fornecedores de cana-de-açúcar. Historicamente, aproximadamente 80% das nossas aquisições de cana-de-açúcar têm sido realizadas por meio de contratos de médio e longo prazo firmados com fornecedores de cana-de-açúcar, 5% à vista, e os 15% remanescentes de produtores com os quais mantemos relacionamentos de longo prazo sob condições pré-acordadas, porém sem nenhum contrato formal. Geralmente, celebramos contratos de fornecimento de médio e longo prazos por períodos que variam de três anos e meio a sete anos.Em 31 de março de 2012, tínhamos 68.291 hectares por meio de 10 contratos de arrendamentos de terras com prazo médio de quatro anos. Em 31 de março de 2011, também arrendávamos 394.312 hectares por meio de, aproximadamente, 2.128 contratos de arrendamento de terras com prazo médio de cinco anos. Qualquer redução na oferta de cana-de-açúcar ou aumento nos preços da cana-de-açúcar no futuro próximo, inclusive como resultado da rescisão de contratos de fornecimento ou de arrendamento representando uma redução significativa no volume de cana-de-açúcar disponível para nosso processamento, ou aumento nos preços da cana-de-açúcar, poderá afetar de maneira adversa os nossos resultados operacionais e nosso desempenho financeiro.

As condições econômicas, políticas e outros fatores, bem como as políticas e ações do governo brasileiro em relação a essas condições, podem afetar negativamente nossas atividades e resultados operacionais, bem como o preço de mercado de nossas ações

A economia brasileira tem sido caracterizada por intervenções frequentes e ocasionalmente extensas do governo brasileiro e por ciclos econômicos instáveis. O governo brasileiro tem frequentemente alterado as políticas monetárias, tributárias, de crédito, tarifárias e outras para influenciar o curso da economia no Brasil. Por exemplo, as ações do governo para controlar a inflação já incluíram controles salariais e de preços, bloqueio do acesso a contas bancárias, controles cambiais e restrições à importação no Brasil. Não podemos controlar, ou prever, quais políticas ou ações serão adotadas pelo governo brasileiro no futuro. Nossas atividades, desempenho financeiro e perspectivas, bem como os preços de mercado de nossas ações ordinárias, podem ser adversamente afetados pelos seguintes fatores, entre outros:

 * variações nas taxas de câmbio;

* políticas de controle cambial;

* aquecimento ou desaquecimento da economia brasileira, medida de acordo com os índices de crescimento do Produto Interno Bruto, ou ―PIB‖;

* inflação;

* políticas fiscais;

* outras questões políticas, diplomáticas, sociais e econômicas no Brasil ou que afetem o Brasil;

* taxas de juros;

* liquidez dos mercados domésticos de capital e de empréstimo; e

* instabilidade social e política.

Esses fatores, bem como as incertezas sobre as políticas ou regulamentações que podem ser adotadas pelo governo brasileiro em relação a esses fatores, podem nos afetar adversamente, incluindo nossas atividades e desempenho financeiro, bem como o preço de mercado de nossas ações ordinárias. A Cosan geralmente fatura suas vendas em reais, porém, uma parte substancial das vendas líquidas da Cosan é gerada em atividades de exportação, faturadas em dólares norte-americanos. Ao mesmo tempo, a maioria dos custos da Cosan está denominada em reais. Consequentemente, nossas margens operacionais poderão ser adversamente afetadas quando houver uma valorização do real frente ao dólar norte-americano. Além disso, temos endividamento com taxas pré e pós fixadas e, portanto, estamos expostos ao risco de variações na taxa de juros. Caso haja um aumento nas taxas de juros, nossos resultados financeiros podem ser afetados.

A inflação e as medidas governamentais para combatê-la podem afetar adversamente a economia brasileira, o mercado de valores mobiliários brasileiro, bem como nossos negócios e as operações e os preços de mercado de nossas ações ordinárias.

Historicamente, o Brasil tem apresentado elevadas taxas de inflação. De acordo com o Índice Geral de Preços – Mercado, ou ―IGP-M‖, as taxas inflacionárias no Brasil foram de 7,7% em 2007, 9,8% em 2008, uma deflação de 1,71% em 2009, uma elevação de 11,32% em 2010 e 5,1 em 2011. Adicionalmente, as taxas de inflação medidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, ou ―IPCA‖, publicada pelo IBGE, foram de 4,5% em 2007, 5,9% em 2008, 4,3% em 2009, 5,91% em 2010 e 6,5% em 2011. As medidas do governo brasileiro para conter a inflação têm frequentemente incluído a manutenção de uma política monetária conservadora com altas taxas de juros, restringindo, desse modo, a contratação de financiamentos e reduzindo o crescimento econômico. A inflação, as medidas para combatê-la e as especulações sobre possíveis medidas complementares têm contribuído significativamente para a incerteza econômica no Brasil e para aumentar a volatilidade do mercado de capitais brasileiro.

O Brasil pode apresentar altas taxas de inflação no futuro. Períodos de inflação mais alta podem diminuir a taxa de crescimento da economia brasileira, o que pode reduzir a demanda por nossos produtos no Brasil e diminuir as vendas líquidas. A inflação também poderá aumentar alguns de nossos custos e nossas despesas, aumento este que podemos não conseguir repassar para nossos clientes, reduzindo, dessa forma, nossas margens de lucros e nosso lucro líquido. Adicionalmente, altos índices inflacionários geralmente aumentam as taxas de juros domésticas e, dessa forma, os custos de nossa dívida indexada a taxas flutuantes denominada em reais podem também aumentar, resultando na diminuição do lucro líquido. A inflação e seu efeito nas taxas de juros domésticas podem, adicionalmente, reduzir a liquidez nos mercados de capitais e financeiro domésticos, o que afetaria nossa capacidade de refinanciar nossas dívidas nesses mercados. Qualquer redução em nossas vendas líquidas ou no lucro líquido, bem como qualquer redução em nosso desempenho financeiro, também poderá resultar na diminuição do preço de mercado de nossas ações.

A volatilidade significativa do real em relação ao dólar norte-americano pode prejudicar a nossa capacidade de honrar nossas obrigações.

Historicamente a moeda brasileira sofreu frequentes desvalorizações. No passado, o governo brasileiro implementou diversos planos econômicos e utilizou uma série de políticas de câmbio, incluindo desvalorizações repentinas e mini-desvalorizações periódicas (durante as quais a frequência dos ajustes variou de diária a mensal), sistemas de taxa de câmbio flutuante, controles cambiais e mercados de câmbio paralelo. As flutuações das taxas de câmbio entre o real e o dólar e outras moedas têm sido significativas.

No exercício findo em 31 de março de 2010, o real valorizou 23,1%, fechando a R$1,781 por US$1,00. No exercício findo em 31 de março de 2011, o real valorizou 8,6%, fechando a R$1,6287 por US$1,00. No exercício findo em 31 de março de 2012, o real desvalorizou 11% fechando em R$ 1,822 por US$ 1,00.

Como a Cosan tem uma parcela significativa da sua dívida em dólares, a desvalorização do real em relação a moedas estrangeiras pode gerar prejuízos em relação às nossas obrigações denominadas em moeda estrangeira, assim como um aumento nos nossos custos de captação de recursos, com impacto negativo sobre a nossa capacidade de financiar nossas operações por meio de acesso aos mercados de capitais internacionais e sobre o valor de mercado das nossas ações. O fortalecimento do real frente ao dólar norte-americano geralmente tem o efeito contrário. Desvalorizações adicionais da moeda brasileira podem ocorrer e afetar nossas atividades no futuro. Esses ganhos ou prejuízos cambiais e monetários podem ser significativos, podendo afetar significativamente nossos lucros de um período para outro. Adicionalmente, a desvalorização do real em relação ao dólar norte-americano poderá (1) resultar em pressões inflacionárias adicionais no Brasil, geralmente aumentando o preço dos produtos e serviços importados e exigindo políticas governamentais restritivas para controlar a demanda e (2) diminuir a confiança do investidor no Brasil e reduzir o preço de mercado das nossas ações. Por outro lado, a valorização do real em relação ao dólar norte-americano pode diminuir a conta-corrente e a balança de pagamentos do Brasil, bem como afetar o crescimento das exportações. Nossa exposição a moedas estrangeiras relativa ao endividamento da Cosan em 31 de março de 2012 era de R$ 2.915,4 milhões. Administramos parte de nosso risco cambial por meio de instrumentos derivativos em moeda estrangeira, mas nossas obrigações de dívida em moeda estrangeira não estão totalmente cobertas por hedge. Além disso, uma desvalorização do real aumentaria as nossas despesas com juros relativos ao nosso endividamento denominado em dólar norte-americano.

Alterações na legislação fiscal podem aumentar os encargos tributários e, dessa forma, afetar adversamente nossa lucratividade.

O governo brasileiro regularmente altera os regimes tributários, o que pode aumentar os encargos tributários da Cosan e de seus clientes. Essas alterações incluem alterações nas alíquotas vigentes e, ocasionalmente, a criação de tributos temporários, cujos recursos são destinados a fins estabelecidos pelo governo. Em abril de 2003, o governo brasileiro apresentou uma proposta de reforma fiscal, desenvolvida principalmente para simplificar os lançamentos fiscais, evitar as disputas internas entre os estados e municípios brasileiros e redistribuir as receitas fiscais. A proposta de reforma fiscal previu alterações nas normas relativas ao Programa de Integração Social federal, ou ―PIS‖, à Contribuição para Financiamento da Seguridade Social federal, ou ―COFINS‖, à Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira federal, ou ―CPMF‖, ao Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços estadual, ou ―ICMS‖, e alguns outros impostos. Os efeitos dessas medidas propostas pela reforma fiscal, bem como quaisquer outras alterações que venham a resultar da promulgação de reformas fiscais adicionais, não foram, e não podem ser, quantificados. Além disso, como uma medida para evitar práticas de concorrência desleal no setor de etanol, o governo federal recentemente promulgou a Lei Nº 11.727/08. De acordo com essa nova lei, a cobrança do PIS e COFINS foi transferida das distribuidoras para as destilaria, aumentando assim o ônus desses impostos cobrados nas destilaria de 25% para 40%. A lei exige ainda a instalação de medidores de vazão nas destilarias para controlar a produção de etanol. Entretanto, algumas dessas medidas podem resultar em aumentos em nosso ônus fiscal geral, o que poderia afetar negativamente o nosso desempenho financeiro geral.

Os movimentos sociais podem afetar o uso de nossas propriedades agrícolas ou causar danos a eles.

Os movimentos sociais como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e da Comissão Pastoral da Terra estão ativos no Brasil e defendem a reforma agrária e redistribuição da propriedade por parte do Governo brasileiro. Invasão e ocupação de terras agrícolas por grande número de pessoas é uma prática comum entre os membros de tais movimentos, e em certas regiões, incluindo aqueles onde atualmente temos investimentos e prevenimos tais como proteção policial ou procedimentos de despejo inadequados ou não-existente. Como resultado, nós não podemos garantir que as nossas propriedades agrícolas não estarão sujeitas a invasão ou ocupação por qualquer de tais movimentos sociais. Qualquer invasão ou ocupação podem materialmente afetar o uso de nossas terras e afetar adversamente nosso negócio, situação financeira e operacional.

A imposição de restrições à aquisição de propriedades agrícolas por não-brasileiros pode restringir materialmente o desenvolvimento do nosso negócio

Em agosto de 2010, o presidente do Brasil aprovou o parecer do Procurador Geral da República do governo federal afirmando a constitucionalidade da Lei n° 5709/71, que impõe limitações importantes na aquisição e arrendamento de terras no Brasil por estrangeiros e por empresas brasileiras controladas por estrangeiros. Segundo esta legislação, empresas que são majoritariamente detidas por estrangeiros não poderão adquirir imóveis rurais acima de 100 módulos de exploração indeterminado (que são as unidades de medida adotada em diferentes regiões do Brasil e variam de cinco a cem hectares). Além disso, projetos de pecuária, agrícola e industrial a serem desenvolvidos exigem a aprovação do Congresso Nacional. Além disso, qualquer aquisição de propriedades agrícolas para além dos limites acima referidos, inclusive requer a autorização do Congresso Nacional. O parecer da Procuradoria Geral afirma que a soma de áreas agrícolas que podem ser de propriedade de estrangeiros ou empresas controladas por estrangeiros não poderá ultrapassar 25% da superfície do município em causa, de que área até 40% podem pertencer a estrangeiros ou empresas controladas por estrangeiros da mesma nacionalidade, o que significa que a soma das áreas agrícolas que pertencem a estrangeiros ou empresas controladas por estrangeiros da mesma nacionalidade não poderão exceder 10% da área de superfície do município. A implementação da Lei n° 5709/71, é provável para impor procedimentos adicionais e aprovações em relação às nossas propostas de aquisições de terras, o que pode resultar em atrasos de material e/ou a nossa incapacidade de obter aprovações necessárias. Além disso, pode ser necessário modificar nossa estratégia de negócios e práticas, a fim de ser capaz de adquirir propriedades agrícolas, incluindo desistir nosso direito de exercer controle sobre as entidades que adquirem tais propriedades. Quaisquer limitações e restrições regulatórias poderiam materialmente limitar nossa capacidade de adquirir propriedades agrícolas ou aumentar os investimentos ou complicar os procedimentos regulamentares necessários para fazê-los, qualquer um que nos poderia afetar material e adversamente e da nossa capacidade de implementar com sucesso a nossa estratégia de negócios.

Uma redução na demanda de etanol ou uma mudança nas políticas governamentais em relação à adição de etanol à gasolina poderá causar efeito adverso significativo aos nossos negócios.

Uma redução na demanda de etanol ou uma mudança nas políticas governamentais em relação à adição de etanol à gasolina poderá causar efeito adverso significativo aos nossos negócios. As autoridades governamentais de diversos países, incluindo o Brasil e determinados estados dos Estados Unidos, atualmente exigem que o etanol seja utilizado como aditivo à gasolina. Desde 1997, o Conselho Interministerial do Açúcar e Álcool brasileiro tem estabelecido a porcentagem de etanol anidro a ser utilizado como um aditivo à gasolina (atualmente, em 25% por volume). Aproximadamente metade de todo o etanol combustível do Brasil é usada para abastecer automóveis que utilizam uma mistura de etanol anidro e gasolina, sendo o remanescente usado em veículos flex ou veículos abastecidos somente com etanol hidratado. Cinco distritos na China exigem a adição de 10,0% de etanol à gasolina. O Japão está discutindo a exigência da adição de 3% de etanol à gasolina, aumentando tal exigência para 20,0% em 2030 e nove estados e quatro territórios da Índia exigem a adição de 5,0% de etanol à gasolina. Outros países têm políticas governamentais similares que exigem a mistura de etanol anidro à gasolina. Adicionalmente, os veículos flex no Brasil são atualmente sujeitos a menor tributação que os veículos movidos somente a gasolina, o que tem contribuído para aumentar a produção e venda de veículos flex. Qualquer redução na porcentagem de etanol que deve ser adicionada à gasolina ou aumento da tributação sobre os veículos flex no Brasil, assim como crescimento da demanda por gás natural ou outros combustíveis como alternativa ao uso do etanol, preços mais baixos de petróleo, ou um aumento do consumo da gasolina (em comparação ao uso do etanol), poderá provocar o declínio na demanda por etanol e afetar o nosso negócio. Além disso, os preços do etanol são influenciados pela oferta e procura de gasolina; portanto, uma redução nos preços do petróleo que resulte em uma redução nos preços da gasolina e um aumento no consumo de gasolina (versus etanol), poderão ter um efeito substancial e adverso ao nosso negócio.

Políticas e regulamentações governamentais que afetem o setor agrícola, o setor de combustíveis e setores relacionados poderá afetar de maneira adversa nossas operações e nossa lucratividade.

Políticas e regulamentações governamentais federais, estaduais e municipais brasileiras e estrangeiras, exercem grande influência sobre a produção agrícola e os fluxos comerciais. As políticas governamentais que afetam o setor agrícola, como políticas relacionadas a impostos, tarifas, encargos, subsídios e restrições sobre importação e exportação de produtos agrícolas e commodities, poderão influenciar a lucratividade do setor, o plantio de determinadas lavouras em relação a outras, os usos de recursos agrícolas, a localização e o tamanho das safras, a negociação de commodities não processadas em relação a commodities processadas e o volume e tipos das importações e exportações.

Futuras políticas governamentais no Brasil e no exterior podem causar efeito adverso sobre a oferta, demanda e preços dos nossos produtos ou restringir a nossa capacidade de fechar negócios nos mercados em que operamos atualmente e em mercados em que pretendemos atuar, podendo ter efeito adverso em nosso desempenho financeiro. Os preços do açúcar, assim como os preços de muitos outros produtos básicos no Brasil, estiveram, no passado, sujeitos a controle pelo governo brasileiro. Os preços do açúcar no Brasil não têm sido controlados desde 1997. Entretanto, medidas de controle de preços podem ser impostas no futuro. Adicionalmente, nossas operações estão atualmente concentradas no Estado de São Paulo. Quaisquer alterações nas políticas e regulamentações governamentais em relação ao etanol, açúcar ou cana-de-açúcar no Estado de São Paulo poderão afetar adversamente a nossa companhia. Além disso, o petróleo e produtos derivados do petróleo têm sido historicamente sujeitos a controle de preços no Brasil. Atualmente, não há legislação ou regulamento vigente que forneça ao governo brasileiro o poder de determinar os preços do petróleo, produtos derivados do petróleo, etanol ou GNV. Entretanto, considerando que a Petrobrás, a única fornecedora de combustíveis de óleo básico no Brasil, é uma estatal, os preços do petróleo e dos produtos derivados do petróleo estão sujeitos à influência do governo, resultando em potenciais inconsistências entre os preços internacionais e os preços internos dos derivados do petróleo que afetam o nosso negócio e os nossos resultados financeiros, que não estão vinculados aos preços internacionais.

Incorremos em custos significativos para cumprir com as regulamentações ambientais e poderemos estar expostos a responsabilidades se não cumprirmos com essas regulamentações ou como resultado do manuseio de materiais perigosos.

Estamos sujeitos a extensa legislação brasileira federal, estadual e municipal relacionada à proteção do meio ambiente e à saúde e segurança, que regula, dentre outros aspectos:

* a geração, armazenagem, manuseio, uso e transporte de materiais perigosos;

* a emissão e descarga de materiais perigosos no solo, no ar ou na água; e

* a saúde e segurança dos nossos funcionários.

Também somos obrigados a obter licenças emitidas por autoridades governamentais com relação a determinados aspectos das nossas operações. As referidas leis, regulamentos e licenças, com frequência, exigem a compra e instalação de equipamentos de custo muito elevado para controle da poluição ou a execução de mudanças operacionais a fim de limitar impactos reais ou potenciais ao meio ambiente e/ou à saúde dos nossos funcionários. Atualmente, não antecipamos quaisquer reivindicações ou responsabilidades substanciais em decorrência do descumprimento dessas leis e regulamentos. Contudo, quaisquer violações de tais leis e regulamentos ou licenças podem resultar em multas elevadas, sanções criminais, revogação de licenças de operação e/ou na proibição ao funcionamento de nossas instalações. Devido à possibilidade de ocorrerem alterações na regulamentação ambiental e outros desenvolvimentos não esperados, o valor e a periodicidade de futuros investimentos relacionados a questões ambientais poderão variar consideravelmente em relação aos valores e épocas atualmente previstos. De acordo com as leis ambientais brasileiras, podemos ser considerados rigorosamente responsáveis por todos os custos relacionados a qualquer contaminação em nossas instalações atuais ou anteriores, ou nas de nossos antecessores e em locais de descarte de resíduos de terceiros usados por nós ou por qualquer um de nossos antecessores. Também podemos ser considerados responsáveis por todas e quaisquer consequências originadas da exposição humana a substâncias perigosas, tais como pesticidas e herbicidas, ou outro dano ambiental.

Estamos envolvidos em diversos processos administrativos e judiciais por alegado descumprimento de leis ambientais que podem resultar na aplicação de multas, suspensões ou outros efeitos adversos em nossas operações. Não constituímos quaisquer provisões ou reservas para esses processos por acreditarmos que não resultarão em obrigações relevantes para os nossos negócios, operações ou desempenho financeiro. Os custos para cumprir com a legislação atual e futura relacionada à proteção do meio ambiente, saúde e segurança, e as responsabilidades advindas de liberações de substâncias perigosas ou exposição a substâncias perigosas no passado ou no presente, podem afetar adversamente nossos negócios ou desempenho financeiro.

As leis e regulamentações que regem a queima da cana-de-açúcar podem ter um efeito adverso substancial às nossas atividades ou desempenho financeiro.

Aproximadamente 35% da cana-de-açúcar é atualmente colhida por meio da queima da cana-de-açúcar, o que remove as folhas e elimina insetos e outras pestes. O Estado de São Paulo e alguns municípios estabeleceram leis e regulamentações que limitam nossa capacidade de queimar a cana-de-açúcar ou que estabelecem a redução ou a proibição completa da queima da cana-de-açúcar. Atualmente, incorremos em custos significativos para cumprir com essas leis e regulamentações e existe a probabilidade da imposição de regulamentações cada vez mais restritivas relativas à queima da cana-de-açúcar pelo Estado de São Paulo e outros órgãos governamentais no futuro próximo. Dessa forma, os custos para o cumprimento das leis e regulamentações existentes ou que venham a ser impostas provavelmente aumentarão e, assim, nossa capacidade para operar nossas próprias usinas e colher nossas safras de cana-de-açúcar poderá ser adversamente afetada.

O descumprimento dessas leis e regulamentações poderá nos sujeitar a processos legais e administrativos. Esses processos podem resultar em sanções civis ou criminais, incluindo o pagamento de indenizações ou multas, que podem variar de R$50,00 a R$50,0 milhões e podem ser dobradas ou triplicadas no caso de reincidência, e em uma obrigação de fazer investimentos de capital e outros gastos ou em uma obrigação de alterar de forma substancial ou encerrar algumas operações.

A concessão detida por uma de nossas subsidiárias para operar um terminal portuário está sujeita a rescisão por parte da autoridade concedente.

Possuímos e operamos um terminal de carregamento de açúcar no Porto de Santos, no Estado de São Paulo, por meio de nossa subsidiária Rumo Logística S.A., ou ―Rumo‖. Esse terminal portuário resulta da associação de dois terminais anteriores, a Cosan Operadora Portuária S.A., ou ―Cosan Portuária‖ e a Teaçu Armazéns Gerais S.A., ou ―Teaçu‖ (anteriormente pertencente à Nova América). A proximidade das nossas usinas do porto nos permite ter custos de transporte mais baixos. Segundo o contrato de concessão portuária celebrado com a Companhia de Docas do Estado de São Paulo – CODESP, ou ―CODESP‖, a concessão outorgada à Cosan Portuária para operar tal terminal expirará em 2016, podendo ser renovada por mais 20 anos se a Cosan Portuária cumprir suas obrigações nos termos do contrato. Já estamos discutindo com a CODESP a renovação dessa concessão, mas não podemos fornecer garantais de que seremos capazes de renovar a concessão de alguma forma ou em termos favoráveis. A concessão do Terminal Sul (anteriormente Teaçu) foi inicialmente programada para 2016, mas foi prorrogada até 2036. Todas as concessões portuárias poderão ser rescindidas unilateralmente pela autoridade concedente antes de seu vencimento nas hipóteses de:

* expropriação da concessão portuária em nome do interesse público;

* não cumprimento, pela Rumo, de suas obrigações nos termos do contrato de concessão portuária, incluindo o pagamento das taxas de concessão, ou de outras obrigações legais e regulamentares;

* Rumo deixar de cumprir certas determinações da autoridade concedente; ou

* falência ou dissolução da Rumo.

Estamos sujeitos a extensa regulamentação ambiental.

Nossas atividades no Brasil estão sujeitas a extensas leis federais, estaduais e municipais e regulamentos em matéria de proteção ambiental, o que nos impõe várias obrigações ambientais, tais como licença de operação, padrões mínimos para o lançamento de efluentes, uso de agrotóxicos, a gestão de resíduos, proteção de certas áreas (reserva legal e áreas de preservação permanente), e da necessidade de uma autorização especial para utilização de água, entre outros. O não cumprimento de tais leis e regulamentos poderá sujeitar o infrator a multas administrativas, interrupção de atividades obrigatórias e sanções penais, além da obrigação de remediar e pagar uma compensação dos danos ambientais e de terceiros, sem quaisquer limites. Além disso, a legislação ambiental brasileira adota um sistema de responsabilidade solidária e rigorosa por danos ambientais, que faz com que o poluidor responsável, mesmo em casos que não seja negligente e seria responsável solidariamente pelas obrigações de nossos produtores. Se nos tornarmos sujeitos a responsabilidades ambientais, podemos incorrer em quaisquer custos para corrigir possíveis danos ambientais e levaria uma redução nos recursos financeiros que seria, caso contrário, permanecer à nossa disposição para atual ou futuro investimento estratégico, causando assim um impacto adverso sobre nós.

Como as leis ambientais e sua aplicação tornar-se cada vez mais rigorosas, nossos gastos para cumprir tais requisitos ambientais tende a aumentar no futuro. Além disso, a implementação possível de novos regulamentos, mudanças nos regulamentos existentes ou a adoção de outras medidas poderiam causar a quantidade e freqüência dos nossos gastos com a preservação ambiental para variar significativamente em comparação com as estimativas atuais ou custos históricos. Quaisquer despesas futuras não planejadas podem nos obrigar a reduzir ou abrir mão de investimentos estratégicos e, como resultado poderia nos afetar material e adversamente.