Kepler Weber
- Principais riscos que a própria Companhia enxerga e assume

Principais riscos da Companhia

A perda de membros da Alta Administração da Companhia, ou a incapacidade de atrair e manter pessoal adicional para integrá-la, pode ter um efeito adverso relevante sobre a Companhia

A Companhia há anos é administrada por um colegiado. Tanto o Conselho de Administração quanto a Diretoria são formados por vários membros, todos qualificados e capazes de contribuir positivamente para o desenvolvimento de seus negócios. Historicamente a Companhia não enfrentou dificuldades na substituição de membros, nem quando da eleição dos membros do Conselho de Administração (mandato de dois anos), nem da Diretoria (mandato de três anos). A Companhia também trabalha com planos estratégicos formais e de diferentes prazos de execução e revisão. Em caso de perda de membro(s) de sua administração, é possível, mas não provável, ou mesmo remoto que a Companhia não tenha capacidade de atrair profissionais qualificados, na medida em que ocupa posição de liderança no segmento de sistemas de armazenagem de grãos. Também é improvável que possa sofrer um impacto adverso relevante em suas operações ou ter seu resultado afetado pela perda de membro de sua administração.

Riscos associados ao desenvolvimento de produtos e tecnologias

Os equipamentos para o segmento de armazenagem explorado pela Companhia trazem a tecnologia como elemento capaz de distinguir seus produtos. As inovações têm sido alcançadas e são objeto de requerimentos de exclusividade por direito autoral. A Companhia trouxe para o Brasil o conceito de armazenagem em silo metálico, na década de 1970, permanecendo líder do segmento por décadas. Continua sendo a responsável por inaugurar melhorias nos produtos de sua fabricação, fruto de desenvolvimentos, otimizações de engenharia e inovações, nos tipos, modelos e utilidades dos produtos. O desenvolvimento dos exercícios de engenharia aplicada tem mostrado segurança para os pressupostos e critérios que têm sido eleitos para os projetos estruturais dos equipamentos. A evolução técnica dos materiais que têm sido aplicados para a fabricação dos produtos KEPLER WEBER também permitem melhorias técnicas e de competitividade. A falta de norma ABNT para o projeto e construção de silos metálicos tem sido superada pela utilização de normas internacionais associadas a históricos e referenciais técnicos obtidos pela experiência de engenharia (testes, medições, análises de campo e laboratório) que há anos vem sendo acumulada pela Companhia. A segurança alcançada no desenvolvimento de cálculos estruturais permitiu à Companhia projetar e construir equipamentos adequados para instalação em zona sísmica, possibilitando-lhe o desempenho de esforços e a conclusão de vendas no exterior. A Companhia não pode garantir que será capaz de continuar a expandir as linhas de produtos, porém historicamente vem mantendo a posição de liderança no segmento de sistemas completos para armazenagem de grãos. Apesar do rigoroso controle de qualidade, não é descartada a hipótese de algum material (matéria-prima) defeituoso aplicado dar causa a algum incidente estrutural. Por ora, a Companhia não encontra elemento presente ou próximo que possa sugerir alteração da situação técnica e comercial até agora consolidada pelos seus 87 anos de existência.

Riscos associados à cobertura de seguros da Companhia para cobrir eventuais prejuízos em caso de interrupção de suas atividades

A Companhia mantém seguros sobre o seu patrimônio e de sua controlada, seja para máquinas e equipamentos imobilizados, estoque, despesas fixas, vida de colaboradores e administradores, atos de administradores, veículos próprios e alugados, ferramentas, transporte de exportação e importação, garantias contratuais, e de riscos de engenharia durante a montagem dos equipamentos no local de instalação. As coberturas se dão por montantes considerados suficientes para reposição ou indenização a terceiros (quando a apólice tem tal extensão). Estando as hipóteses de sinistro listadas em cada apólice e sendo matéria regulada pelo Instituto de Resseguros do Brasil, a ocorrência de sinistro não coberto ou que exceda a cobertura contratada poderá acarretar custos ou despesas não indenizadas pelo seguro, então afetando adversamente o resultado. Não é descartada a hipótese de que um sinistro de grave extensão, mesmo com cobertura, possa trazer uma suspensão temporária das atividades. Porém é remota a hipótese de trazer a interrupção das atividades da Companhia.

As aquisições futuras da Companhia apresentam riscos de execução e a Companhia pode não alcançar suas metas financeiras e estratégicas

A Companhia não tem intenção de promover tais operações de aquisições futuras, pelo que resta prejudicada a avaliação de risco de execução, e ao mesmo tempo, se reserva o direito de acrescentar informações oportunamente.

Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro)

A estrutura de capital representada basicamente pelo capital social encontra-se adequada para o nível de operações modeladas pelo planejamento estratégico da Kepler Weber. Quando há necessidade a Companhia realiza operações de hedge para evitar exposição do resultado às oscilações cambiais. A Companhia e sua controlada possuem limites de crédito perante instituições financeiras públicas e privadas e vêm monitorado os níveis de endividamento e o cumprimento de covenants previstos em contratos de empréstimos, financiamentos e debêntures. As debêntures que se  encontram em circulação, vêm recebendo os juros mensais, e a partir de novembro de 2010 vêm recebendo juros e amortização. A Escritura de Emissão de Debêntures traz hipóteses de vencimento antecipado (automático ou não) das obrigações da Emissora.

b) ao controlador, direto ou indireto, ou grupo de controle

O grupo de controle é formado pelos acionistas PREVI e BB-BI enquanto signatários de Acordo de Acionistas, conformando 35% das ações ordinárias da Kepler Weber S/A. Tanto a PREVI quanto o BB-BI são reconhecidos investidores institucionais no Brasil e antes de representar risco para a Companhia, consolidam-na institucionalmente pela qualidade das demais empresas nas quais os mesmos acionistas mantém participação. A avaliação de tais fatos pelo “mercado” tende a não representar risco nem à Companhia nem a seus demais acionistas. A PREVI é também grande incentivadora das melhores práticas de governança corporativa, exercendo tal esforço em relação às empresas nas quais tem participação, permitindo que também os acionistas da Companhia aufiram os resultados dessas melhores práticas.

Mesmo sob tais pressupostos institucionais, o grupo de controle pode ter interesses diferentes dos demais acionistas, podendo votar as matérias da ordem do dia de assembleias gerais ordinárias e extraordinárias de forma diversa do voto de outros acionistas, ocasião em que prevalecerá a maioria que restar formada pelos presentes à Assembleia Geral.

Acionistas da Companhia

A reestruturação societária ocorrida a partir de agosto de 2007 dispersou as ações no mercado. A Companhia mantém regularidade perante a CVM, permitindo aos acionistas o acesso às informações e a manutenção da cotação e negociação em bolsa. O preço das ações tem experimentado nos últimos anos oscilações sem que tenham sido conhecidos ou divulgados fatos relevantes. Mesmo com este histórico recente, o mercado brasileiro de valores mobiliários experimenta flutuações de liquidez e volatilidade que acompanham tendências, fatos e eventos nacionais e internacionais. Tal como outros títulos e valores mobiliários, os de emissão da Companhia são afetados por tendências e falta de liquidez do mercado brasileiro de valores mobiliários, que poderão limitar substancialmente a capacidade dos investidores em ações da Companhia de vendê-las pelo preço e na ocasião que desejarem. Isso porque o mercado de valores mobiliários brasileiro é substancialmente menor, menos líquido, mais volátil e mais concentrado do que os principais mercados de valores mobiliários internacionais. Essas características de mercado poderão afetar negativamente o preço de mercado e a liquidação das operações com ações de emissão da Kepler Weber S/A. Caso a Companhia venha a captar recursos no mercado de capitais, por meio de emissão pública de ações e/ou colocação pública ou privada de títulos conversíveis em ações, segundo seu Estatuto Social, poderá não estar previsto direito de preferência aos atuais acionistas. Esta situação poderá acarretar diluição da participação acionária do acionista.

Fornecedores da Companhia

Risco de preço das mercadorias vendidas ou produzidas ou dos insumos adquiridos

Decorre da possibilidade de oscilação dos preços de mercado dos produtos comercializados ou produzidos pela Companhia e sua controlada e dos demais insumos utilizados no processo de produção. Essas oscilações de preços podem provocar alterações substanciais nas receitas e nos custos da Companhia e da sua controlada. Para mitigar esses riscos, a Companhia e sua controlada monitoram permanentemente os mercados locais e internacionais, buscando antecipar-se a movimentos de preços e disponibilidades.

O aço é o principal insumo que a Companhia utiliza para fabricar seus produtos. No Brasil, existe um fornecedor principal do tipo de aço estrutural utilizado para a fabricação dos principais equipamentos produzidos pela Companhia e sua controlada. O histórico recente da economia globalizada indica que as flutuações de demanda e do preço do aço no mercado internacional podem influenciar os custos operacionais e os preços de comercialização dos produtos fabricados pela Companhia e sua controlada. O preço do aço no mercado internacional aumentou significativamente nos últimos anos, sobretudo em razão do aumento da demanda mundial, em grande parte impulsionada pelo crescimento econômico da China e poderá continuar a subir. Caso o preço do aço sofra um acréscimo significativo e a Companhia não consiga repassar esse aumento para o preço de seus produtos ou reduzir seus custos operacionais para compensar esse aumento, sua margem operacional e seus resultados poderão ser negativamente afetados.

Clientes da Companhia

A Companhia opera basicamente com vendas sob encomenda de clientes, assumidas através de pedidos e contratos normalmente prevendo pagamentos de acordo com os eventos físicos. Uma significativa porção das vendas no Brasil, em torno de 70 % a partir de 2010, foram alavancadas pelo programa de Sustentabilidade dos Investimentos (PSI), são efetuadas através de linhas de financiamentos do BNDES/FINAME, onde a sua controlada, Kepler Weber Industrial S/A, tem e mantém registro de fornecedor habilitado. Nesses financiamentos o tomador é o próprio cliente adquirente, sendo que os recursos são liberados diretamente à controlada fabricante. O restante da venda no Brasil é realizada mediante pagamento com recursos próprios dos clientes adquirentes, balizada por eventos fixados em cronograma, de forma que até o momento da entrega final o valor total estará quitado, com raras exceções calçadas na rentabilidade e garantia de recebimento. As operações de comércio exterior normalmente são suportadas por cartas de crédito irrevogáveis garantidas por banco de primeira linha, liquidáveis contra documentos de embarque. Quando desacompanhadas de carta de crédito, os valores são antecipados ou quitados até o embarque. O cuidado na eleição do crédito nas operações com recursos próprios pode ser visualizado no fato de que a Companhia e sua controlada não têm histórico de inadimplências, trazendo valores que podem ser considerados baixos para a provisão de devedores duvidosos.

Setor da economia nos quais a Companhia atua

A Companhia e sua controlada Kepler Weber Industrial S/A atuam no segmento de armazenagem de grãos, mantendo assim importante relação com o setor agrícola, enfrentando reflexamente os sucessos e os insucessos da produção agrícola nacional e dos países em que atua no exterior. O comportamento de preço e disponibilidade de commodities agrícolas tendem a refletir na capacidade de investimento dos clientes dos produtos de fabricação e comercialização pela Companhia e sua controlada.

Regulação do setor em que a Companhia atua

Não se aplica à Companhia e sua controlada, na medida em que o setor em que atuam não sofre regulação outra que não as licenças de operação das plantas industriais.

Decisões contrárias em uma ou mais ações judiciais ou procedimentos administrativos nos quais a Companhia é parte podem afetar de maneira adversa seu resultado

A Companhia e sua controlada são partes envolvidas em processos trabalhistas, cíveis, tributários e outros em andamento, e estão discutindo essas questões tanto na esfera administrativa como judicial, as quais, quando aplicáveis, são amparadas por depósitos judiciais. As provisões para as eventuais perdas decorrentes desses processos são estimadas e atualizadas pela Administração, com base na opinião de seus consultores legais externos. Toda decisão contrária à Companhia pode afetar o resultado. As provisões também afetam o resultado, pois são constituídas na medida em que o processo passa a ter uma maior possibilidade de perda.

A Administração acredita que a provisão para contingências constituída é suficiente para cobrir as perdas prováveis com os processos judiciais, mas a Companhia não tem como garantir que os valores provisionados serão suficientes para cobrir todas as despesas envolvidas nas ações judiciais ou procedimentos administrativos dos quais a Companhia é parte. Se ocorrerem decisões adversas em processos ou procedimentos em que a Companhia é parte e esta for condenada a pagar um montante superior às respectivas provisões estabelecidas ou ocorrer situação em que nenhuma provisão tenha sido feita, o resultado de suas operações e desempenho financeiro poderá ser afetado negativamente.

Países estrangeiros onde a Companhia atua

A Companhia atua fortemente na América do Sul. O esforço comercial e a prospecção de negócios em países emergentes, localizados na América do Sul, América Central, Ásia e Oriente têm trazido resultados de vendas realizadas. A lentidão das operações com clientes residentes ou domiciliados nestes países está relacionada com a tentativa de redução de riscos de recebimento do preço, através da confirmação das operações comerciais após emissão de carta de crédito internacional irrevogável, irretratável e incondicionada. A prática de operações com pagamento vinculado a carta de crédito emitida antes do embarque tende a evitar riscos de recebimento do preço.