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- Principais riscos que a própria Companhia enxerga e assume

Principais riscos da Companhia

A Companhia pode não conseguir executar integralmente sua estratégia de negócios e manter a estabilidade dos resultados operacionais e das taxas de crescimento.

A capacidade da Companhia de implementar uma estratégia de negócio e manter a estabilidade dos resultados operacionais e da taxa de crescimento depende de uma série de fatores, incluindo a habilidade de:

• manter clientes atuais e atrair novos clientes;

• estabelecer e manter parcerias;

• contratar e reter mão de obra capacitada; e

• aumentar a capacidade de atuação em mercados existentes e expandir para novos mercados.

A perda, pela Companhia, mesmo que temporária, de quaisquer dessas habilidades, seja originada por dificuldades competitivas ou fatores de custos, e a eventual incapacidade para equacionar riscos, incertezas e problemas, pode limitar a capacidade da Companhia de executar integralmente a estratégia de negócio e afetar a capacidade de concorrer efetivamente no mercado, impactando negativamente os resultados operacionais da Companhia.

A cobertura de seguros da Companhia pode ser insuficiente para ressarcir eventuais perdas, bem como não abrange danos causados às suas florestas, como incêndios e pragas florestais.

Os seguros da companhia são conduzidos dentro dos melhores padrões empresariais observando as melhores técnicas e praticas internacionais de proteção do patrimônio tendo como balizador a análise técnica dos riscos de cada operação.

As unidades industriais da Companhia estão seguradas por apólices contra incêndio e responsabilidade Civil geral de riscos operacionais. As coberturas dos ativos têm inclusive coberturas para alguns eventos da natureza como vendavais, alagamentos, descargas atmosféricas e queda de aeronaves. Adicionalmente, são contratados seguros para o transporte nacional e internacional dos produtos fabricados pela Companhia e inclusive com responsabilidade civil geral sobre produtos no mercado nacional e no exterior. Outros fatores de risco como deslizamentos, contaminações e desmoronamentos são frequentemente avaliados no processo de análise da viabilidade técnica da sua ocorrência com vistas à contratação ou não de coberturas nesse sentido. Privilegiada pelas condições especificas da sua localização geográfica e em função da natureza de suas atividades, da distribuição das florestas em diversas áreas distintas e das medidas preventivas adotadas contra incêndio e outros riscos da floresta a Companhia concluiu tecnicamente pela não contratação de seguros contra danos causados às mesmas. Portanto, como comprovado ao longo de dezenas de anos, operacionalmente, falando da atividade florestal e a adoção de políticas de proteção da mesma, têm se mostrado altamente eficientes sem que tenha havido qualquer comprometimento às atividades e à condição financeira da companhia.

A Companhia pode ser afetada adversamente por decisões a ela desfavoráveis em processos judiciais e administrativas em curso.

A Companhia é parte em diversas ações judiciais e processos administrativos envolvendo questões fiscais, administrativas, cíveis e trabalhistas, as quais um total de aproximadamente R$1.999.534 mil no exercício social findo em 31 de dezembro de 2011. Desse total, aproximadamente R$99.646 mil encontram-se provisionados, considerados com risco de perda provável, de acordo com os assessores jurídicos da Companhia. A condição financeira da Companhia pode ser afetada parcialmente em virtude de decisões desfavoráveis nessas ações judiciais e processos administrativos.

A atividade da Companhia apresenta riscos operacionais relevantes que se materializados podem resultar na paralisação parcial de suas atividades e impactar adversamente os seus resultados e condições financeiras.

A Companhia tem suas operações sujeita aos riscos associados à utilização na produção de químicos, armazenamento e descarte de resíduos químicos, incluindo explosões, incêndios, desgastes decorrentes do tempo e da exposição às intempéries e desastres naturais, falhas mecânicas, tempo necessário para manutenção ou reparos não programados, interrupções no transporte, correções, vazamento de produtos químicos e outros riscos ambientais. A ocorrência dos eventos mencionados pode resultar em lesões corporais ou morte, danos graves a bens, destruição de máquinas e equipamentos, bem como danos ao meio ambiente, com suspensão das operações e imposição de responsabilidade civil, incluindo obrigação de indenização a terceiros. A cobertura de seguro, mantida pela Companhia não assegura que a ocorrência de qualquer dos eventos acima não impacte negativamente os negócios, as operações, as condições financeiras e as perspectivas futuras da Companhia.

A Companhia pode vir a precisar de capital adicional no futuro e a obtenção de capital adicional por meio da emissão de valores mobiliários poderá resultar na diluição da participação do investidor em seu capital social.

A Companhia pode vir a necessitar de recursos adicionais no futuro e optar pela sua obtenção através de operações de emissão pública ou privada de valores mobiliários. Qualquer captação de recursos através da distribuição pública de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações poderia ser realizada com a exclusão do direito de preferência de seus acionistas, o que poderia afetar o preço de suas ações e resultar na diluição da participação do investidor em seu capital social.

Os detentores das ações de emissão da Companhia podem não receber dividendos ou receber dividendos inferiores ao mínimo obrigatório, definido no Estatuto Social

Os acionistas devem receber, no mínimo, 25% de seu lucro líquido anual, calculado e ajustado conforme Estatuto Social da Companhia, sob a forma de dividendos. Em determinadas circunstâncias, contudo, a Companhia pode não ser capaz de distribuir dividendos ou distribuí-los em valor inferior ao dividendo obrigatório após aprovação na Assembléia Geral Ordinária. Dentre elas:

• caso o lucro líquido seja capitalizado, utilizado para compensar prejuízo ou retido nos termos da Lei das Sociedades por Ações;

• caso a situação financeira da Companhia seja incompatível com, a distribuição de dividendos; e/ou

• caso o fluxo de caixa e os lucros das controladas, bem como a distribuição desses lucros sob a forma de dividendos, não ocorra, fazendo com que o dividendo obrigatório ultrapasse a parcela realizada do lucro líquido do exercício.

Dessa forma, detentores de ações podem não receber dividendos em tais circunstâncias ou receber dividendos inferiores ao mínimo obrigatório.

A volatilidade e falta de liquidez do mercado de valores mobiliários brasileiro poderão limitar substancialmente a capacidade dos investidores de vender os valores mobiliários de emissão da Companhia, pelo preço e na ocasião que desejarem.

O investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, como o Brasil, envolve, com freqüência, maior risco em comparação com outros mercados, isto porque, o mercado de valores mobiliários brasileiro é substancialmente menor, menos líquido, mais volátil e mais concentrado que os principais mercados de valores mobiliários internacionais. Como exemplo, a BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPA”) apresentou capitalização bursátil de aproximadamente R$2,3 trilhões em 31 de dezembro de 2011 e uma média diária de negociação de R$ 6,5 bilhões na mesma data. As dez ações mais negociadas em termos de volume contabilizaram, aproximadamente, 47,2% de todas as ações negociadas na BM&FBOVESPA no ano de 2011. Essa volatilidade e falta de liquidez limitam substancialmente a capacidade dos detentores dos valores mobiliários da Companhia de vendê-las ao preço e na ocasião em que desejem, conseqüentemente, poderão afetar negativamente o preço de mercado dos valores mobiliários emitidos pela Companhia.

Elevações no preço de insumos podem aumentar o custo de produção e reduzir a rentabilidade da Companhia

Podem ocorrer aumentos de preço em insumos em valores superiores àqueles apurados pelos índices de reajustamento dos contratos, causando uma diminuição na rentabilidade da Companhia. Adicionalmente, a ocorrência de alterações na legislação tributária, com alteração de alíquotas de impostos ou criação de novos tributos que venham a encarecer os insumos necessários à produção da Companhia, aumentando o custo final do produto a ser entregue, em valores superiores àqueles que o mercado consumidor possa absorver, gerando assim dificuldades na comercialização dos produtos, ou a diminuição da lucratividade da Companhia, impactando negativamente as atividades, resultados operacionais e sua situação financeira.

A Companhia é a única produtora brasileira que atua no segmento de cartão de embalagem para líquidos (liquid packaging board), as vendas da Companhia se dão para um único cliente da América Latina, que consome a maior parte da produção desse cartão. Essa relação faz com que a Companhia dependa desse cliente para manter-se nesse segmento de mercado.

A Companhia é a única produtora brasileira de cartão de embalagens para líquidos (liquid packaging board) e fornece a totalidade no mercado nacional, há mais de 20 anos, para a um único cliente consumidor dessa linha de produto, sendo o maior cliente da Companhia nesse segmento de mercado e adquire grande parte dessa produção, bem como é a único grande consumidor deste tipo de embalagem no Brasil.

No exercício de 2011, o faturamento para este cliente correspondeu a 20% da receita líquida da Companhia.

Assim, caso este cliente deixe de adquirir a produção de cartões de embalagem de líquidos da Companhia por qualquer motivo, seus resultados operacionais e sua condição financeira poderão ser negativamente afetados de forma relevante.

O setor de papel é altamente competitivo. A Companhia poderá perder participação significativa de mercado caso não seja capaz de manter-se competitiva com relação aos principais fabricantes mundiais.

A Companhia sofre concorrência em todos os segmentos em que atua. No segmento de papéis para embalagens, seus principais concorrentes no mercado interno são Rigesa, Orsa e Trombini. No setor de cartões, excluindo cartões para líquidos, seus concorrentes no mercado interno são Suzano, Papirus, Ibema e Itapagé. No segmento de caixas de papelão ondulado seus principais concorrentes no mercado interno são Rigesa, Orsa e Trombini. No segmento de sacos industriais, seus principais concorrentes no mercado interno são Trombini, Cocelpa, Conpel e Iguaçu.

Muitos dos concorrentes internacionais da Companhia são maiores e têm maior capacidade de produção e acesso ao mercado financeiro e de capitais a custos menores e prazos maiores do que aqueles disponíveis à Companhia, o que lhes confere vantagens competitivas. Os principais concorrentes da Companhia no mercado internacional de papéis e cartões são Mead/Westvaco (América do Norte), Graphic Packaging International (América do Norte), Korsnas (Europa), Stora Enso (Europa) e CMPC (América Latina). No mercado de papel Kraftliner, os principais concorrentes internacionais da Companhia são Smurfit Kappa (Europa), SCA (Europa), Portucel (Europa), Misionero (América Latina), Sappi (África), Weyerhaeuser (América do Norte) e Smurfit Stone (América do Norte).

Adicionalmente, a Companhia sofre a concorrência no Brasil de diversos fabricantes de menor porte. Não há garantias de que a Companhia conseguirá se manter competitiva nos mercados em que atua, tanto no mercado internacional, como no nacional, influenciada por custos e taxas de câmbio. Caso a Companhia não seja capaz de manter sua posição dentre as líderes destes mercados, sua condição financeira e resultados operacionais poderão ser adversamente afetados.

Os preços do papel são cíclicos e estão sujeitos a fatores que estão fora do controle da Companhia. A variação dos preços de papéis de embalagem e cartões para embalagem pode afetar as receitas e os resultados operacionais.

O desempenho do setor de papel tem natureza cíclica, sendo influenciado principalmente pelos períodos de expansão e retração da economia mundial. A expansão da economia faz com que a demanda por papel aumente e os estoques mundiais do produto diminuam, causando o aumento dos preços no mercado internacional. Por outro lado, a retração da economia gera a diminuição da demanda pelo produto e o aumento dos estoques mundiais, resultando na redução dos preços praticados no mercado internacional.

Outros fatores também influenciam os preços dos produtos fabricados pela Companhia, tais como a capacidade de produção mundial, as estratégias adotadas pelos principais produtores mundiais e a disponibilidade de substitutos para tais produtos.

O surgimento de novas tecnologias, produtos concorrentes e novos hábitos de consumo podem levar à substituição dos produtos da Companhia por produtos de menor preço ou tecnologia diferenciada.

O surgimento de novas tecnologias pode fazer com que os produtos da Companhia se tornem obsoletos, acarretando substituição de seus produtos por produtos inovadores, eficientes, de alta qualidade e a preços competitivos, assim como mudança nos hábitos de consumo de seus clientes. Caso a Companhia deixe de antecipar as tendências do setor ou não consiga introduzir ou desenvolver produtos e serviços ao menos no mesmo momento que seus concorrentes, os clientes da Companhia poderão deixar de utilizar seus produtos substituindo-os por produtos concorrentes, o que poderá afetar adversamente a condição financeira e os resultados operacionais da Companhia.

A Companhia poderá incorrer em custos maiores decorrentes do cumprimento da Legislação Ambiental.

A Companhia está sujeita a rigorosas leis e regulamentos ambientais na esfera federal, estadual e municipal. Esse conjunto de regras contém complexas normas de controle ambiental, dentre as quais se destacam as que tratam do armazenamento e descarga de materiais perigosos e da emissão de poluentes líquidos, sólidos e gasosos. O descumprimento dessas leis ou regulamentos, ou a ocorrência de acidentes que afetem o meio-ambiente, pode resultar em sanções de natureza administrativa, civil e/ou criminal com multas, obrigações de indenizar e/ou desembolsos financeiros por parte da Companhia, os quais podem afetar adversamente os seus resultados operacionais e sua condição financeira. Note-se, ainda, que a legislação ambiental está se tornando mais rigorosa no Brasil e internacionalmente, sendo possível que os investimentos e despesas necessários à observância da legislação ambiental aumentem substancialmente no futuro, o que poderá afetar adversamente a condição financeira e os resultados operacionais da Companhia.

Custos de construção e manutenção maiores do que o esperado podem afetar negativamente a condição financeira da Companhia, os seus resultados e os seus resultados operacionais.

A capacidade da Companhia (i) de concluir adequadamente seus projetos de acordo com o cronograma inicialmente estabelecido; e (ii) de obter a eficiência esperada do maquinário empregado na produção de seus produtos, está sujeita, dentre outros fatores, a flutuações no custo de mão-de-obra e matéria-prima, mudanças na economia em geral, condições de crédito e negociais, a inadimplência ou adimplência insatisfatória dos contratados e subcontratados e interrupções resultantes de problemas de engenharia imprevisíveis. Esses fatores podem significativamente aumentar os custos da Companhia e, caso não repasse tais custos a terceiros, os mesmos poderão atrasar a geração de receita da Companhia, afetar o fluxo de caixa da Companhia e, consequentemente, a sua condição econômico-financeira e seus resultados operacionais.

Os negócios e o resultado operacional da Companhia podem ser parcialmente afetados pelo desempenho em certas economias.

No exercício social findo em 31 de dezembro de 2011, as exportações corresponderam a 22% da receita líquida no exercício e tiveram como destino 73 países. Caso a condição econômica dos países seja afetada adversamente, o resultado operacional da Companhia poderá ser parcialmente afetado. Adicionalmente, caso essa situação seja concretizada em algum destino de exportação, a Companhia poderá redirecionar suas vendas para outros destinos.