Petrobras
- Principais riscos que a própria Companhia enxerga e assume

Principais riscos da Companhia

Exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas envolvem riscos.

A exploração e produção de petróleo envolvem riscos que são aumentados quando realizados em águas profundas e ultraprofundas. A maior parte de nossas atividades de exploração e produção é realizada em águas profundas e ultraprofundas, e a proporção de nossas atividades em águas profundas permanecerá constante ou aumentará devido à localização de nossos reservatórios do pré-sal em águas profundas e ultraprofundas. Nossas atividades, especialmente em águas profundas e ultraprofundas, apresentam vários riscos tais como o risco de derramamentos, explosões em plataformas e operações de perfuração e desastres naturais. A ocorrência de quaisquer destes eventos ou outros incidentes poderia resultar em lesões pessoais, perda de vidas, graves danos ambientais com as despesas resultantes de contenção, limpeza e reparo, danos a equipamentos e responsabilidade em processos civis e administrativos.

Nossas apólices de seguro não cobrem todas as responsabilidades e o seguro pode não estar disponível para todos os riscos. Não pode haver garantia que incidentes não ocorram no futuro, que o seguro cobrirá de modo adequado todo o escopo ou extensão de nossos prejuízos ou que não sejamos considerados responsáveis pelas reivindicações advindas destes e de outros eventos.

Nossa capacidade de atingir nossos objetivos de crescimento a longo prazo depende da nossa capacidade para desenvolver nossas reservas, sem o que podemos não conseguir alcançar nossas metas de longo prazo para o crescimento da produção.

Nossa capacidade de alcançar nossos objetivos de crescimento a longo prazo, incluindo aqueles definidos em nosso Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, depende muito da nossa capacidade de conseguir um desenvolvimento bem sucedido de nossas reservas existentes, e, a longo prazo, de nossa capacidade para descobrir reservas adicionais. O desenvolvimento de reservatórios significativos em águas profundas e ultraprofundas, incluindo os reservatórios do pré-sal que nos foram cedidos pelo governo brasileiro, exigiu e continuará a exigir investimentos significativos de capital. Um desafio operacional principal, especialmente para o pré-sal, será alocar nossos recursos para construir a infraestrutura necessária em distâncias consideráveis da costa e garantir mão-de-obra qualificada e serviços offshore relacionados ao petróleo para desenvolver reservatórios de tal tamanho e magnitude de  maneira oportuna, um desafio que é especialmente aumentado pelo fato de precisarmos adquirir um nível mínimo de bens e serviços de fornecedores brasileiros. Não podemos garantir que teremos ou que seremos capazes de obter, no período de tempo que esperamos, recursos suficientes para a instalação de infraestrutura, contratação de mão-de-obra qualificada e provisionamento de serviços offshore necessários para explorar os reservatórios em águas profundas e ultraprofundas cuja licença e cessão nos foi cedida pelo governo brasileiro, ou que possa ser licenciado no futuro, inclusive como resultado da promulgação do novo modelo regulatório para a indústria do petróleo e gás no Brasil.

Nossas atividades de exploração nos expõem a riscos inerentes à perfuração, incluindo o risco de que não descubramos reservas comercialmente produtivas de petróleo ou gás natural. Os custos de perfuração são frequentemente incertos, e diversos fatores que estão além do nosso controle (tais como condições inesperadas de perfuração, falhas ou incidentes nos equipamentos e carência ou atrasos na disponibilidade das plataformas de perfuração e a entrega dos equipamentos) podem fazer com que essas operações sejam encurtadas, atrasadas ou canceladas. Estes riscos aumentam quando perfuramos em águas profundas ou ultraprofundas. Além disso, o aumento da concorrência no setor de petróleo e gás no Brasil pode aumentar os custos para obter áreas adicionais em rodadas de licitações para novas concessões. Podemos não ser capazes de manter nossos objetivos de crescimento a longo prazo para derivados do petróleo, a menos que possamos conduzir as atividades de exploração e desenvolvimento de nossos grandes reservatórios de maneira oportuna.

Nossas estimativas quanto às reservas de petróleo e gás natural envolvem certo grau de incerteza, a qual pode afetar negativamente nossa capacidade de gerar receita.

As reservas provadas de petróleo e gás natural definidas são nossas quantidades estimadas de petróleo, gás natural e líquidos de gás natural cujos dados geológicos e de engenharia demonstram serem recuperáveis a partir de reservas conhecidas sob condições operacionais e econômicas existentes (isto é, os preços e custos das datas em que as estimativas foram feitas) em conformidade com regulamentos pertinentes. Nossas reservas provadas de petróleo e gás natural são reservas que esperamos recuperar através dos poços existentes, utilizando os equipamentos e métodos operacionais existentes. Há incerteza na estimativa de quantidades de reservas provadas em relação aos preços prevalentes do petróleo e gás natural aplicáveis a nossa produção, o que pode nos levar a fazer revisões em nossas estimativas de reservas. As revisões a menor em nossas estimativas de reservas podem nos levar a diminuir a produção futura, o que pode afetar negativamente nossos resultados operacionais e posição financeira.

Podemos ter prejuízos e perder tempo e dinheiro nos defendendo em possíveis processos judiciais e de arbitragem.

Nós atualmente somos parte integrante de uma grande quantidade de processos legais relacionados a ações civis, administrativas, ambientais, trabalhistas e fiscais movida contra nós. Essas ações envolvem quantias substanciais de dinheiro e outras reparações. Várias disputas individuais fazem parte do total de ações movidas contra nós. Caso venhamos a perder os processos que envolvem valores significativos para os quais não temos recursos, ou, caso as perdas estimadas sejam significativamente maiores do que as provisões feitas, o custo agregado das decisões desfavoráveis terá impacto negativo material em nossa posição financeira e nos resultados operacionais. Podemos também estar sujeitos a processos contenciosos e administrativos em relação às nossas concessões e outras autorizações governamentais que podem resultar na revogação de tais comissões e autorizações governamentais. Além disso, nossa administração terá que direcionar seu tempo e atenção para a defesa destes processos, o que poderá prejudicar seu foco em nossos negócios principais. Dependendo do resultado, certos processos contenciosos poderão resultar em restrições às nossas operações e terão impacto material em alguns de nossos negócios.

Estamos vulneráveis a aumentos nas despesas de financiamento resultantes de aumentos nas taxas de juros de mercado e oscilações da taxa de câmbio prevalescentes.

As oscilações na taxa de câmbio, especialmente uma depreciação do real em relação ao câmbio do dólar americano, podem aumentar nossas despesas financeiras, uma vez que a maior parte de nossa receita está expressa em reais, enquanto algumas de nossas despesas operacionais, dispêndios de capital e investimentos e uma parcela significativa de nosso endividamento estão, e espera-se que continuem a estar, expressas ou indexadas em dólares americanos e outras moedas estrangeiras.

A partir de 31 de dezembro de 2011, aproximadamente 55,9% — U.S.$45.905 milhões do total de nossa dívida – consistiam de dívida com taxa variável. Em face de preocupações com custo e análise de mercado, nós decidimos a não firmarmos contratos derivativos ou realizar outros ajustes para nos proteger contra o risco de um aumento nas taxas de juros.

Consequentemente, se as taxas de juros do mercado subirem, nossas despesas com financiamento também subirão, o que pode ter um efeito adverso em nossos resultados operacionais e condição financeira. Além disso, à medida que refinanciamos nossa dívida existente nos próximos anos, o mix de nosso endividamento poderá mudar, especificamente no que se refere ao coeficiente de taxas de juros fixos a variáveis, ao coeficiente de dívida de curto prazo a longo prazo, e às moedas nas quais nossa dívida está denominada ou indexada.

Nós não podemos garantir que tais mudanças não resultarão no aumento de despesas de financiamento pagas por nossa conta.

Não temos seguros contra a paralisação dos negócios de nossas operações no Brasil, e a maioria de nossos ativos não está segurada contra guerra ou sabotagem.

Não mantemos coberturas de seguros contra interrupções dos negócios de qualquer natureza para as nossas operações no Brasil, incluindo as interrupções de natureza trabalhista.

Por exemplo, se nossos trabalhadores entrarem em greve, as interrupções no trabalho poderão nos afetar negativamente. Além disso, não temos seguro para a maioria de nossos ativos, contra guerras ou sabotagem. Desse modo, um ataque ou um incidente operacional que cause a interrupção de nossos negócios poderia ter um impacto negativo relevante em nossa posição financeira ou em nossos resultados operacionais.

Podemos não obter, ou pode ser difícil para nós obter, financiamento para nossos investimentos planejados, o que pode representar um impacto negativo significativo para nós.

Conforme previsto em nosso Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, nós pretendemos investir US$236,7 bilhões entre 2013 e 2017. Além disso, aproximadamente 27% de nossa dívida existente, ou US$22,2 bilhões, irão vencer nos próximos três anos. A fim de implantar nosso Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, incluindo o desenvolvimento de nossas atividades de exploração de petróleo e gás natural nas camadas do pré-sal e do pós-sal e o desenvolvimento de capacidade de refino suficiente para processar os volumes crescentes de produção, nós precisaremos elevar valores significantes de capital de dívida nos mercados financeiros e de capital, incluindo, por entre outros meios, empréstimos e emissão de  títulos de dívida. Nós não podemos garantir que seremos capazes de obter o financiamento necessário para implantar nosso Plano de Negócios e Gestão e rolar a nossa dívida existente em tempo hábil e vantajoso de modo a implantar nosso Plano de Negócios e Gestão 2013-2017.

A Cessão Onerosa que celebramos com o governo federal é uma transação de uma parte relacionada.

A Cessão Onerosa de exploração e produção de petróleo e gás à nós, relativa a áreas específicas do pré-sal, é regida pela Cessão Onerosa, que é um contrato entre o governo brasileiro, nosso acionista controlador, e nós. A negociação da Cessão Onerosa envolveu questões significativas, incluindo negociações em relação à (1) área coberta pela Cessão Onerosa, consistindo de blocos exploratórios; (2) os preços a serem pagos pela Cessão Onerosa; e (3) os termos de uma revisão posterior ao valor do contrato e volume em conformidade com a Cessão Onerosa.

Este contrato inclui cláusulas para uma revisão subsequente dos seus termos, que estão sujeitos aos preços do petróleo e da indústria no momento em que a revisão for realizada. No momento em que o Contrato de Cessão Onerosa foi negociado, o seu preço inicial pago por nós foi baseado no preço Brent estimado do óleo bruto de US$80. Depois que o processo de revisão for concluído nos termos do Contrato de Cessão Onerosa, se ficar determinado que o preço revisado do contrato é maior do que o preço do contrato inicial, nós iremos fazer um pagamento adicional ao governo federal brasileiro ou reduziremos a quantidade de barris de petróleo equivalente e sujeita ao Contrato de Cessão Onerosa. Ao longo do curso de vida do Contrato de Cessão Onerosa, novas questões poderão surgir na implantação do processo de revisão e em outras cláusulas que poderão exigir negociações entre as partes relacionadas.

O governo brasileiro, na qualidade de nosso acionista controlador, poderá nos exigir o alcance de certas metas macroeconômicas e sociais que poderão ter um impacto negativo nos nossos resultados operacionais e posição financeira.

O governo brasileiro, na qualidade de acionista controlador, já alcançou, e poderá alcançar no futuro, alguns de seus objetivos macroeconômicos e sociais através de nossa companhia, conforme seja permitido por lei. A legislação brasileira exige que o governo federal detenha a maioria de nossas ações com direito a voto e, tão logo isto aconteça, o governo federal terá o poder de eleger a maioria dos membros de nosso Conselho de Administração e, através deles, a maioria dos membros da diretoria executiva que são responsáveis pela nossa gestão diária. Como resultado, teremos que entrar em atividades que dêem preferência aos objetivos do governo federal brasileiro em vez de nossos próprios objetivos econômicos e empresariais.

Em especial, continuamos a prestar assistência ao governo federal brasileiro para garantir que o suprimento e o preço do petróleo e derivados no Brasil atendam aos requisitos de consumo dos brasileiros. Assim, podemos fazer investimentos, incorrer em custos e realizar vendas a prazo que poderão impactar negativamente em nossos resultados operacionais e posição financeira. Antes de janeiro de 2002, os preços do petróleo e derivados eram regulados pelo governo federal, que ocasionalmente estabelecia preços abaixo dos predominantes nos mercados mundiais de petróleo. Não podemos assegurar que os controles de preço não serão restaurados no Brasil.

Nosso orçamento de investimento está sujeito à aprovação do governo federal brasileiro, e o descumprimento na obtenção da aprovação de nossos investimentos planejados poderá afetar de forma adversa nossos resultados operacionais e condição financeira.

O governo brasileiro mantém o controle sobre nosso orçamento de investimento e estabelece limites sobre nossos investimentos e endividamento a longo prazo. Como somos uma entidade estatal, devemos submeter nossa proposta de orçamento anual ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Administração, ao MME e ao Congresso Brasileiro para aprovação. Caso nosso orçamento aprovado reduza os investimentos propostos e aquisição de novas dívidas, e não consigamos obter financiamentos que não exijam a aprovação do governo federal, possivelmente não poderemos realizar todos os investimentos que desejamos, inclusive aqueles que concordamos em fazer para expandir e desenvolver nossos campos de petróleo e gás natural. Se não pudermos fazer estes investimentos, nossos resultados operacionais e posição financeira poderão ser negativamente impactados.

O desenvolvimento e a percepção do risco em outros países, especialmente nos Estados Unidos e em países emergentes, podem afetar o preço de mercado dos títulos brasileiros, incluindo nossas ações e recibos, e limitar nossa capacidade de financiar nossas operações.

O valor de mercado dos títulos das companhias brasileiras é afetado em diversos níveis pela condição econômica e de mercado de outros países, incluindo os Estados Unidos, outros países da América Latina e países emergentes. Apesar das condições econômicas desses países diferirem significativamente das condições econômicas do Brasil, as reações dos investidores nesses outros países poderão ter impacto negativo no valor de mercado dos títulos dos emissores brasileiros. As crises em outros países ou suas políticas econômicas podem diminuir o interesse do investidor em títulos de emissores brasileiros, inclusive os nossos. Isto pode afetar negativamente nossas ações e pode limitar nossa capacidade de financiar nossas operações.

A Petrobras possui um grande número de empresas controladas e coligadas, e muitas estão sujeitas a riscos operacionais e de mercado similares aos da Companhia, podendo ter efeitos adversos nos resultados consolidados.

Número expressivo de empresas controladas e coligadas da companhia está sujeito a riscos semelhantes aos riscos a que a companhia está sujeita, tais quais riscos de mercado e operacionais, que podem causar um efeito adverso e relevante em seus resultados individuais, podendo, inclusive, dificultar ou mesmo impedir a distribuição de dividendos à companhia.

Além disso, eventuais efeitos adversos nos resultados de empresas controladas e coligadas podem prejudicar os resultados da companhia e, eventualmente, reduzir o montante que seria distribuído aos acionistas a título de dividendos ou mesmo prejudicá-lo.

Fornecedores da Companhia

A Petrobras tem inúmeros projetos em desenvolvimento e, portanto um grande número de encomendas.

Devido ao perfil da indústria de óleo e gás natural, cuja quantidade de fornecedores para alguns equipamentos de alta tecnologia é limitada, talvez não possamos assegurar o recebimento desses equipamentos que necessitamos para nossos investimentos no tempo requerido, prejudicando as nossas metas de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás.

Clientes da Companhia

Podem ocorrer situações adversas que afetem a capacidade de honrar as obrigações desses ou de outros clientes, impactando nossa receita e nossos resultados.

Os principais clientes da Petrobras são a Petrobras Distribuidora S.A. e a Ipiranga Produtos de Petróleo S.A. e a que tradicionalmente respondem por parcela significativa dos seus resultados. Em conjunto, foram responsáveis por 36% da receita operacional líquida da Petrobras no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011.

Não se pode garantir que os clientes da Petrobras, incluindo a Petrobras Distribuidora e a Ipiranga Produtos de Petróleo ou outras empresas do Sistema Petrobras, honrarão as obrigações assumidas ou que vierem a assumir perante a Petrobras. Podem ocorrer, por exemplo, situações adversas na situação econômico-financeira de clientes que sejam, em conjunto ou isoladamente, representativos para a nossa Companhia. Nesse caso, a receita e os resultados da Petrobras poderão ser adversamente afetados.

Setores da economia nos quais a Petrobras atua

A volatilidade e as quedas substanciais ou prolongadas nos preços internacionais do petróleo, derivados e gás natural, bem como uma depreciação significativa do real em relação ao dólar americano, podem representar um impacto negativo sobre nossas atividades.

A maior parte de nossa receita é oriunda da venda de petróleo e seus derivados e, em menor grau, de gás natural. Não temos e nem teremos controle sobre os fatores que influenciam os preços internacionais para o petróleo, derivados do petróleo e gás natural. As alterações nos preços do petróleo implicam, normalmente, em alterações nos preços dos derivados do petróleo e gás natural. Historicamente, os preços internacionais desses produtos oscilaram muito como resultado de diversos fatores. Estes fatores incluem:

1) desenvolvimentos econômicos, geopolíticos, globais e regionais nas regiões produtoras de petróleo, especialmente no Oriente Médio e África;

2) a capacidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em definir e manter os níveis de produção e de defender os preços do petróleo;

3) a oferta e demanda globais e regionais do petróleo, derivados e gás natural;

4) as crises financeiras globais, tais como a crise financeira mundial de 2008;

5) a concorrência com outras fontes de energia;

6) as regulamentações de governos nacionais e estrangeiros; e

7) condições meteorológicas.

A volatilidade e as incertezas quanto aos preços internacionais do petróleo, derivados e gás natural podem se manter. As quedas substanciais ou prolongadas nos preços internacionais do petróleo podem afetar de forma significativa tanto os nossos negócios quanto os resultados operacionais e posição financeira, bem como o valor de nossas reservas provadas. As reduções substanciais nos preços do petróleo podem nos obrigar a reduzir ou alterar o momento de nossas despesas de capital e nossos investimentos, o que poderá ter impacto negativo em nossas estimativas de produção, a médio prazo, e estimativas de reservas, no futuro. Além disso, nossa política de preços no Brasil deve estar em paridade com os preços internacionais dos produtos a longo prazo. Em geral, não ajustamos nossos preços do diesel, gasolina ou GLP durante os períodos de volatilidade nos mercados internacionais.

Consequentemente, a alta significativa ou prolongada do preço internacional do petróleo e derivados pode resultar em margens com atividades secundárias reduzidas e pode ser que não aufiramos todos os ganhos que nossos concorrentes auferem em períodos de preços internacionais mais altos. Estamos também expostos a este risco durante o período de depreciação do real em relação ao dólar americano, uma vez que vendemos petróleo e derivados no Brasil em reais e os preços internacionais para estes produtos são estabelecidos em dólares americanos. Uma depreciação do real reduz nossos preços em relação ao dólar americano e pode levar a margens reduzidas em dólares americanos.

As condições políticas e econômicas brasileiras têm um impacto direto em nossos negócios e poderão ter um efeito adverso em nossas atividades.

As políticas econômicas do governo federal poderão ter efeitos importantes sobre as companhias brasileiras, inclusive sobre nós, e nas condições de mercado e preços dos títulos brasileiros. Nossa posição financeira e resultados operacionais podem ser impactados de modo desfavorável pelos seguintes fatores e resposta do governo federal a eles:

a) desvalorizações e outras alterações nas taxas de câmbio;

b) inflação;

c) políticas de controle de câmbio;

d) instabilidade nos preços;

e) taxas de juros;

f) liquidez de capital interno e mercados de empréstimos;

g) política fiscal;

h) política regulatória para a indústria de petróleo e gás, incluindo a política de preços;e

i) outros desenvolvimentos políticos, diplomáticos, sociais e econômicos no Brasil ou que venham a afetá-lo.

A incerteza sobre a possibilidade de o governo federal implantar estas ou outras mudanças na política ou regulamentações que possam afetar qualquer um dos fatores mencionados acima ou outros fatores no futuro, poderá gerar incertezas econômicas no Brasil e aumentar a volatilidade do mercado de títulos brasileiro e dos títulos emitidos no exterior por companhias brasileiras, o que poderá ter um impacto negativo significativo sobre nossos resultados operacionais e posição financeira.

Regulação dos setores em que a Petrobras atua

Não possuímos nenhum dos acúmulos no subsolo de petróleo e gás natural no Brasil.

De acordo com a legislação brasileira, o governo federal detém todos os acúmulos no subsolo de petróleo e gás natural no Brasil, e a concessionária fica com o que for produzido a partir desses acúmulos no subsolo de acordo com os acordos de concessão. Temos o direito exclusivo de explorar os volumes de petróleo e gás natural inclusos em nossas reservas em conformidade com os acordos de concessão a nós concedidos pelo governo brasileiro, e são nossos os hidrocarbonetos que produzimos em conformidade com tais acordos de concessão.

O acesso a reservas de petróleo e gás natural é essencial para a produção sustentável e geração de renda de uma companhia de petróleo e gás e nossa capacidade de auferir renda seria impactada de modo negativo caso o governo federal nos restringisse ou proibisse de explorar estas reservas de petróleo e gás natural. Além disso, podemos estar sujeitos a multas aplicadas pela ANP e nossas concessões poderiam ser revogadas, caso não cumpríssemos com nossas obrigações de acordo com nossas concessões.

Nós estamos sujeitos a vários regulamentos ambientais, de saúde e segurança e a normas industriais que estão se tornando mais restritivas e que poderão resultar em elevação nas despesas de capital e operacionais e diminuição da produção.

Nossas atividades estão sujeitas a uma grande variedade de leis, regulamentos e licenças federais, estaduais e municipais relacionadas à proteção da saúde humana, segurança e meio ambiente, tanto no Brasil como em outras jurisdições nas quais operamos, como também às normas industriais e melhores práticas em evolução. Particularmente no Brasil, nosso negócio de petróleo e gás está sujeito a uma extensiva regulamentação por parte das agências governamentais, incluindo ANP, ANEEL, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e a Agência Nacional de Transportes Terrestres.

A não observância dessas leis e regulamentos pode resultar em penalidades que podem afetar adversamente nossas operações. No Brasil, por exemplo, nós estamos expostos a sanções criminais e administrativas, incluindo notificações, multas e ordens de execução por descumprimento a esses regulamentos ambientais, de saúde e segurança, os quais, entre  outras coisas, limitam ou proíbem as emissões ou derramamentos de substâncias tóxicas produzidas em associação com nossas operações. Os regulamentos de eliminação de resíduos e de emissões podem também exigir a limpeza ou o retrofit de nossas instalações a custo substancial que podem gerar obrigações substanciais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a ANP realizam inspeções de rotina em nossas instalações, e podem impor multas, restrições nas operações, ou outras sanções associadas a essas inspeções, incluindo paradas temporárias de produção não programadas.

Além disso, nós estamos sujeitos a leis ambientais que nos exigem incorrer em custos significativos para cobrir dano que um projeto possa causar ao meio ambiente. Esses custos adicionais podem ter um impacto negativo no lucro dos projetos que pretendemos implantar ou poderão tornar esses projetos economicamente inviáveis.

À medida que as regulamentações ambientais, de saúde e segurança se tornam mais restritivas, e que novas leis e regulamentos relacionados à mudança climática, incluindo controles de carbono, se tornam aplicáveis à nossa empresa, e à medida que as normas das indústrias avançam, é provável que nossos gastos de capital e investimentos para atender essas leis e regulamentos e normas industriais aumentem substancialmente no futuro. Além disso, se a observância dessas leis e normas industriais resultarem em significativas paradas de produção não planejadas, isso poderá ter um efeito material adverso em nossa produção.

Nós também não podemos garantir que seremos capazes de manter ou renovar nossas licenças e alvarás caso sejam revogados, ou se os órgãos ambientais relevantes se opuserem ou atrasarem sua renovação ou emissão. Aumentos das despesas a fim de atender as regulamentações ambientais, de saúde e segurança, para mitigar o impacto ambiental de nossas operações ou para restaurar as características biológicas e geológicas das áreas nas quais operamos pode resultar em reduções em outros investimentos estratégicos. Qualquer aumento substancial das despesas a fim de atender as regulamentações ambientais, de saúde e segurança, ou a redução nos investimentos estratégicos e decréscimos significativos em nossa produção devido a paradas não programadas pode ter um efeito material adverso em nossos resultados operacionais ou condição financeira.

Países estrangeiros onde a Companhia atua:

Estamos sujeitos a riscos significativos relativos às nossas operações internacionais.

Operamos em diversos países, particularmente da América do Sul e na África Ocidental, em áreas nas quais pode haver instabilidades políticas, econômicas e sociais. Os resultados operacionais e a posição financeira de nossas subsidiárias, nesses países, podem ser afetados negativamente pelas oscilações nas economias, instabilidade política e ações governamentais locais relativas à economia, incluindo:

1) a imposição de controle de preços;

2) a imposição de restrições nas exportações de hidrocarbonetos;

3) a oscilação das moedas locais frente ao real;

4) a nacionalização de reservas de petróleo e gás;

5) aumentos nas alíquotas do imposto de exportação e do imposto de renda para petróleo e derivados; e

6) mudanças institucionais unilaterais (governamentais) e contratuais, incluindo controles sobre investimentos e limitações para novos projetos.

Caso um ou mais dos riscos acima descritos ocorrerem, poderemos perder parte ou todas as nossas reservas no país afetado, e talvez não consigamos alcançar nossos objetivos estratégicos nesses países ou em nossas operações internacionais como um todo, o que pode impactar de forma negativa em nossos resultados operacionais e posição financeira.