Souza Cruz
- Principais riscos que a própria Companhia enxerga e assume

Principais riscos da Companhia

Aos setores da economia nos quais o emissor atua

O comércio ilícito na forma de produtos falsificados, contrabandeados e de produtos fabricados no território nacional, porém sem necessariamente o pagamento da totalidade dos impostos devidos, continua a representar uma ameaça significativa e crescente para a indústria do fumo. Atualmente, a ilegalidade do setor, no Brasil, é estimada em 28% do consumo

Os produtos de tabaco estão sujeitos à elevada carga tributária, tanto na esfera federal como na estadual sendo, por suas características, foco constante de eventuais aumentos de carga tributária que objetivam incrementar as receitas governamentais. Em 2011, ocorreu uma mudança no sistema de IPI para cigarros, a vigorar a partir de maio de 2012, que além da parcela específica impõe uma parcela ad valorem, institui um preço mínimo para venda e prevê grave penalização aos infratores, além de trazer previsão de aumentos progressivos nesse tributo até 2016. A Souza Cruz entende que o novo sistema traz um avanço ao introduzir o preço mínimo para a comercialização de cigarros no Brasil, entretanto, a elevação da carga tributária de um produto, que já conta com mais de 60% de impostos associados, é preocupante, uma vez que contribui para o distanciamento dos preços dos cigarros legais frente aos contrabandeados.

O aumento da carga tributária, o cenário econômico mais restritivo e potencial fragilidade na fiscalização pelos órgãos públicos podem estimular mais consumidores a optarem por comprar produtos ilegais, que devido à evasão de impostos podem gerar ganhos significativos a contraventores e, conseqüentemente, afetar o negócio da Companhia.

A Companhia conta com um grupo multifuncional interno para desenvolver estratégias anti comércio ilegal, o qual é suportado por um programa de pesquisa para aprofundar a compreensão da dimensão e do alcance do problema. A Souza Cruz participa de diversos fóruns e entidades como o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) para conscientização sobre os efeitos nocivos do mercado ilegal para economia e sociedade brasileira possibilitando o engajamento a diferentes setores e autoridades de diferentes esferas.

À regulação dos setores em que o emissor atue:

A indústria de tabaco no Brasil como na maioria dos países do mundo, vem operando em ambiente regulatório cada vez mais rigoroso, Adicionalmente é esperado que organizações relacionadas a Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (FCTC) estabelecida pela Organização Mundial de Saúde continuem a exercer pressão, levando legisladores a aumentarem as exigências e restrições regulatórias aos produtos de tabaco, algumas além das estabelecidas no próprio protocolo do FCTC.

Regulamentação rigorosa e restritiva relativa à comunicação das marcas de cigarros, ao ato de fumar em local público e ao conteúdo e design de produtos do tabaco, pode prejudicar a capacidade da Companhia para atender as expectativas do consumidor. assim como para se comunicar com fumantes adultos e com partes relacionadas.

O aumento da regulamentação, sem base cientifica e estudos de impactos econômico e social, pode levar a Companhia a perder vantagem competitiva, ao interferir na sua capacidade de diferenciar seus produtos, levando a incremento dos custos operacionais e a redução de vendas, abrindo, assim espaço para a concorrência desleal.

Um fator agravante para esse risco poderá ser a falta de abertura por parte das autoridades reguladoras quanto a participação da indústria em fóruns de debate em prol de uma regulamentação balanceada.

A Companhia através de estudos e análises busca fortalecer o engajamento entre a indústria, as comunidades científicas e os legisladores em busca do diálogo e de um ambiente regulatório equilibrado, além de acompanhar a evolução e tendências mundiais para a regulamentação de produtos de fumo.

Aos seus clientes

Os resultados da Companhia são influenciados pelo ambiente político, sócio-econômico e concorrencial em que seus negócios estão inseridos. Um possível acirramento do ambiente concorrencial, gerado pela busca de crescimento tático de volume de vendas ou pelo aumento da oferta de produtos oriundos do mercado ilícito ou ainda pela redução de consumo resultante de um cenário macro-Econômico ou regulatório adverso, podem levar a um desequilíbrio na relação de preços e custos com redução das margens e lucros.

A fragilidade do sistema de segurança pública em determinadas áreas do país representa um risco para a Companhia, em função da atratividade de seu produto para o mercado ilegal e da capilaridade de vendas e distribuição que atendem diretamente cerca de 300 mil pontos de venda.

A Companhia vem investindo em sistemas e processos na área de segurança para minimizar perdas relativas à sinistro com produto e melhorar a eficiência operacional na distribuição do seu produto.

A Companhia está envolvida em processos judiciaisque têm por objeto pedidos indenizatórios por danos morais e materiais atribuídos ao consumo de cigarros.

Desde 1995, já foram proferidas mais de 600 decisões, de 1ª e 2ª instâncias, rejeitando pretensões indenizatórias dessa natureza. Até o momento, 100% das ações já encerradas com decisões judiciais definitivas são favoráveis aos argumentos de defesa da Companhia.

A empresa conta com um robusto critério de gerenciamento e acompanhamento dessas ações judiciais e aloca os melhores recursos, internos e externos, para defesa dessas causas. Além disso, acompanha as tendências da “indústria indenizatória” no Brasil e no mundo, desenvolvendo teses de defesa com enfoque estratégico, garantindo o alinhamento com os posicionamentos da Companhia.

Vale mencionar que novas regulamentações relacionadas aos produtos derivados de tabaco continuarão a trazer questionamentos judiciais.

A Companhia também está envolvida em processos judiciais relacionados a matéria tributária, que, no caso de uma decisão desfavorável, podem levá-la a enfrentar penalidades financeiras significativas, incluindo multas e juros.

Na Souza Cruz, como na grande maioria das organizações que buscam continuamente obter alta grau de produtividade em seus negócios, os sistemas de tecnologia da informação (TI) têm participação significativa na operacionalização de seus registros, controles e processos internos. Isto serve para garantir sua comunicação interna, relacionamento e comunicação com clientes e fornecedores, assim como para prover informações para processo decisório de sua administração. Como consequência, a interrupção ou falha poderiam afetar temporariamente suas operações.

Outro fator de risco seria a perda ou uso indevido de informações sigilosas, ou sua divulgação a terceiros, incluindo à concorrência e seus parceiros comerciais. Isso pode ter um impacto adverso significativo sobre o negócio e/ou as operações da Companhia e/ou pode dar origem a ações de responsabilidade civil.

 A Companhia, no intuito de manter suas equipes preparadas para enfrentar eventos adversos, mitigando seus impactos, conta com programa de Continuidade de Negócio que gerencia regularmente seus planos de recuperação de ativos, planos de contingência para processos e planos de gestão de crises.

O fumo crú, principal insumo da indústria, como qualquer produto agrícola, está sujeito a riscos climáticos como desastres naturais ou mudanças climáticas relevantes (nas regiões de cultivo de fumo).

A concorrência pelo uso da terra para cultivo de outros produtos agrícolas e as iniciativas da OMS (Organização Mundial de Saúde), para reduzir as áreas dedicadas à cultura do fumo podem trazer riscos à indústria tabagista como um todo.

A Companhia mantém uma gestão integrada da cadeia de suprimento de fumo dando apoio técnico aos produtores de tabaco e, incentivando práticas agrícolas sustentáveis. A empresa conta com cerca de 30.000 produtores de fumo dispersos geograficamente pelos três estados da região Sul e adota um ciclo de planejamento de três anos para possibilitar a identificação e gerenciamento proativo de possíveis faltas de abastecimento.

O Acionista Controlador tem, por maioria, poderes para, entre outros, eleger os membros do Conselho de Administração e determinar o resultado de deliberações que exijam aprovação de acionistas.

Assim, o acionista controlador da Companhia poderá eventualmente ter interesse em realizar aquisições, alienações de ativos, parcerias, buscar financiamentos ou operações similares com partes relacionadas que podem ser conflitantes com os interesses dos nossos investidores.

A companhia é reconhecida por manter robustas práticas de Governança Corporativa, políticas e controles eficazes cuja finalidade é otimizar seu desempenho protegendo os interesses dos acionistas minoritários.