Vale
- Principais riscos que a própria Companhia enxerga e assume

Principais riscos da Companhia

Riscos relacionados à Companhia

O setor de mineração está altamente exposto à ciclicidade da atividade econômica global e exige investimentos de capital significativos.

O setor de mineração é, primeiramente, um fornecedor de matéria-prima industrial. A produção industrial tende a ser o componente mais cíclico e volátil da atividade econômica global, o que afeta a demanda por minerais e metais. Ao mesmo tempo, o investimento em mineração requer um valor substancial de recursos, com o fim de repor as reservas, expandir a capacidade de produção, construir infraestrutura e preservar o meio ambiente. A sensibilidade frente à produção industrial, em conjunto com a necessidade de investimentos de capital de longo prazo significativos, são fontes importantes de risco ao desempenho financeiro e perspectivas de crescimento da Vale e do setor de mineração em geral.

É possível que a Companhia não consiga ajustar o volume de produção em tempo hábil ou com bom custo-benefício em resposta às mudanças na demanda.

Nos períodos de alta demanda, a capacidade da Vale de aumentar rapidamente a produção é limitada, o que pode impossibilitá-la de atender à demanda por seus produtos. Além disso, é possível que a Companhia não consiga concluir as expansões de projetos existentes e a implementação de projetos de greenfield a tempo para aproveitar o aumento na demanda por minério de ferro, níquel ou outros produtos. Quando a demanda ultrapassar sua capacidade de produção, a Companhia poderá atender ao excesso de demanda de seus clientes por meio da compra de minério de ferro, pelotas de minério de ferro ou níquel de suas joint ventures ou partes não relacionadas e revendê-los, aumentando seus custos e reduzindo suas margens operacionais. Caso não seja capaz de atender ao excesso de demanda de seus clientes desta maneira, a Vale pode perder clientes. Além disso, operar próximo à plena capacidade pode expor a Companhia a custos mais elevados, inclusive taxas de sobre-estadia (demurrage) devido a restrições na capacidade de seus sistemas logísticos.

Contrariamente, operar com capacidade ociosa significativa nos períodos de demanda fraca pode expor a Vale a custos de produção por unidade mais elevados, já que uma parte significativa de sua estrutura de custos no curto prazo é fixa, devido à necessidade de capital intensivo das operações de mineração. Além disso, esforços para reduzir custos nos períodos de demanda fraca podem ser limitados por normas ou acordos trabalhistas e federais anteriores.

As concessões, autorizações, licenças e permissões estão sujeitas a vencimento, à limitação ou renovação e a vários outros riscos e incertezas.

As operações da Vale dependem da obtenção de autorizações e concessões junto a órgãos reguladores governamentais dos países onde a Vale opera. A Companhia está sujeita às leis e regulamentações de diversas jurisdições, as quais podem mudar a qualquer momento, e tais mudanças podem exigir modificações nas tecnologias e operações da Vale, resultando em despesas de capital inesperadas.

Algumas das concessões de mineração da Vale estão sujeitas a datas de vencimento fixas e só podem ser renovadas por um número limitado de vezes, e por um período limitado. Além das concessões de mineração, é possível que a Companhia tenha que obter várias autorizações, licenças e permissões junto a órgãos governamentais e reguladores para o planejamento, a manutenção e a operação das minas da Companhia, bem como para a sua infraestrutura logística, que podem estar sujeitas a datas de vencimento fixas ou a revisão ou renovação periódicas. Apesar de a Companhia esperar que as renovações sejam concedidas como e quando forem pleiteadas, não há garantia de que tais renovações serão concedidas como usualmente, e não há garantia de que novas condições não serão impostas para tanto. As taxas devidas pelas concessões de mineração podem aumentar substancialmente com o passar do tempo, desde a emissão original de cada licença de exploração individual. Caso isso aconteça, os objetivos de negócios da Companhia podem ser comprometidos pelos custos de manutenção ou renovação de suas concessões de mineração. Dessa forma, é necessário avaliar continuamente o potencial mineral de cada concessão de mineração, especialmente na época de renovação, a fim de determinar se os custos de manutenção das concessões de mineração são justificados pelos resultados das operações futuras e, assim, poder optar por deixar algumas concessões expirar. Não há qualquer garantia de que tais concessões serão obtidas em termos favoráveis à Companhia, ou qualquer garantia a respeito da condução das atividades minerárias futuras estimadas ou das metas de exploração.

Em várias jurisdições onde a Companhia tem projetos de exploração, é possível que a mesma seja obrigada a devolver ao Estado uma determinada porção da área coberta pela licença de exploração como condição para obter uma concessão de mineração. Esta obrigação de retrocessão pode levar a uma perda substancial de parte do depósito mineral originalmente identificado em seus estudos de viabilidade.

Os projetos da Companhia estão sujeitos a riscos que podem resultar em aumento nos custos ou atraso em sua implementação.

A Companhia está investindo para manter e aumentar sua capacidade de produção e de logística e para expandir o portfólio de minerais que produz. A Vale analisa regularmente a viabilidade econômica de seus projetos. Como resultado desta análise, a Companhia pode decidir adiar, suspender ou interromper a execução de alguns deles. Seus projetos estão sujeitos a vários riscos que podem afetar negativamente suas perspectivas de crescimento e lucratividade, inclusive:

> Pode-se deparar com atrasos ou custos maiores do que os previstos na obtenção dos equipamentos ou serviços necessários e na implementação de novas tecnologias para construir e operar um projeto.

> Seus esforços para desenvolver projetos de acordo com o cronograma poderão ser dificultados pela falta de infraestrutura, incluindo serviços de telecomunicação confiáveis e fornecimento de energia.

> Os fornecedores e demais empresas contratadas poderão não cumprir suas obrigações contratuais assumidas perante a Companhia.

> Pode-se enfrentar condições climáticas inesperadas ou outros eventos de força maior.

> A Companhia poderá não conseguir obter, ou vivenciar atrasos, ou ter custos maiores que os esperados na obtenção das permissões e licenças necessárias para construção de um projeto.

> As mudanças nas condições do mercado ou na legislação podem tornar o projeto menos lucrativo do que o esperado na época em que for iniciado o trabalho.

> Pode haver acidentes ou incidentes durante a implementação do projeto.

> Pode-se enfrentar escassez de profissionais especializados adequados.

Problemas operacionais podem afetar negativamente e de forma relevante os negócios e o desempenho financeiro da Companhia.

Uma gestão de projeto ineficiente e falhas operacionais podem levar à suspensão ou redução das operações da Companhia, causando uma redução geral em sua produtividade. Os incidentes operacionais podem acarretar falhas importantes nas plantas e equipamentos essenciais. Não há qualquer garantia de que a gestão ineficiente de projetos ou outros problemas operacionais não venham a ocorrer. Quaisquer prejuízos aos projetos da Companhia ou atrasos em suas operações causados por uma gestão ineficiente de projeto ou incidentes operacionais podem afetar negativa e de forma relevante seus negócios e resultados operacionais.

O negócio da Companhia está sujeito a vários riscos operacionais que podem afetar de maneira negativa os resultados de suas operações, tais como:

1) A ocorrência de condições climáticas inesperadas ou outros eventos de força maior.

2) Condições de mineração adversas podem atrasar ou dificultar sua capacidade de produzir a quantidade esperada de minerais e de atender às especificações exigidas pelos clientes, o que pode desencadear reduções de preços.

3) Pode haver acidentes ou incidentes durante as operações dos negócios, envolvendo suas minas, plantas, ferrovias, portos ou navios.

4) Pode vivenciar atrasos ou interrupções no transporte de seus produtos, inclusive nas ferrovias, portos e navios.

5) Alguns de seus projetos estão localizados em regiões onde doenças tropicais, a AIDS e outras doenças contagiosas representam um grande problema de saúde pública e impõem riscos à saúde e segurança de seus empregados.

6) Disputas trabalhistas podem interromper suas operações de tempos em tempos.

7) Mudanças nas condições de mercado ou na legislação podem afetar as perspectivas econômicas de uma operação e torná-la incompatível com a estratégia de negócios da Companhia.

A Companhia poderá ter seu negócio afetado negativamente caso suas contrapartes não cumpram suas obrigações.

Os clientes, fornecedores, empresas contratadas e outras contrapartes podem não cumprir os contratos e as obrigações assumidas perante a Companhia, o que pode causar um impacto desfavorável em suas operações e resultados financeiros. A capacidade de seus fornecedores e clientes de cumprir suas obrigações pode ser afetada negativamente em tempos de estresse financeiro ou recessão econômica. Os fornecedores também estão sujeitos a restrições de capacidade em tempos de alta demanda, o que pode afetar sua capacidade de cumprir seus compromissos perante a Vale.

Atualmente, a Companhia opera e tem projetos relevantes de seus negócios de pelotização, bauxita, níquel, carvão, cobre e aço por meio de joint ventures com outras empresas. Partes importantes de seus investimentos em energia elétrica e de seus projetos de petróleo e gás são operados por meio de consórcios. Suas projeções e planos para essas joint ventures e consórcios partem da premissa de que seus parceiros cumprirão suas obrigações em realizar suas contribuições de capital, compra de produtos, de gestão e, em alguns casos, fornecer pessoal competente. Caso quaisquer de seus parceiros não cumpra suas obrigações, a joint venture afetada ou o consórcio poderá não conseguir operar de acordo com seus planos de negócios, ou é possível que a Companhia necessite aumentar o nível de seu investimento para implementar esses planos.

O negócio da Companhia está sujeito a incidentes ou acidentes ambientais, de saúde e de segurança.

A Companhia possui operações que envolvem o uso, manuseio, descarte e deposição de materiais perigosos no meio ambiente e o uso de recursos naturais, e o setor de mineração está geralmente sujeito a riscos e perigos significativos, inclusive o risco iminente de incêndio ou explosão, vazamento de gases, vazamento de substâncias poluentes ou outros materiais perigosos, incidentes com deslizamento de rochas nas operações subterrâneas de mineração, incidentes envolvendo equipamentos ou maquinário móvel. Tais situações podem ocorrer por acidente ou pela violação de padrões operacionais, resultando em um incidente significativo, inclusive danos ou destruição aos ativos minerais ou instalações de produção, lesões ou morte de pessoas, danos ao meio ambiente, atrasos na produção, prejuízos financeiros e responsabilidade judicial.

Desastres naturais podem causar sérios danos às operações e projetos da Companhia nos países onde opera e/ou podem causar um impacto negativo em suas vendas aos países afetados negativamente por tais desastres.

Desastres naturais, tais como vendavais, enchentes, terremotos e tsunamis podem afetar negativamente as operações e projetos da Companhia nos países onde opera, e podem gerar uma redução nas vendas aos países afetados de maneira negativa por esses desastres, dentre outros fatores, podendo resultar também em impactos no fornecimento de energia e na destruição das instalações industriais e de infraestrutura. Além disso, embora os impactos físicos das mudanças climáticas sobre seus negócios permaneçam altamente incertos, a Companhia pode vivenciar mudanças nos padrões de precipitação atmosférica, escassez de água, aumento nos níveis do mar, aumento na intensidade das tempestades e enchentes como resultado de mudanças climáticas, o que pode afetar negativamente suas operações. Alguns dos contratos de fornecimento celebrados pela Companhia com seus clientes contêm cláusula de rescisão em caso de eventos de força maior que persistam por um determinado período de tempo. Em ocasiões específicas nos últimos anos, a Companhia apurou que eventos de força maior ocorreram devido a condições climáticas severas.

A Companhia pode não dispor de uma cobertura de seguro adequada para determinados riscos de negócio.

Os negócios da Companhia estão, em geral, sujeitos a inúmeros riscos e incertezas que podem resultar em danos ou destruição de propriedades minerais, instalações e equipamentos. Os seguros que a Vale mantém contra os riscos que são típicos em seus negócios podem não oferecer a cobertura adequada. Os seguros contra riscos (incluindo responsabilidade por poluição ambiental ou certos perigos ou interrupções de certas atividades de negócio) podem não estar disponíveis a um custo razoável ou em absoluto. Mesmo quando disponíveis, a Companhia pode se auto-segurar ao determinar que tal ato lhe trará um custo-benefício mais apropriado. Em consequência disso, acidentes e outros eventos negativos envolvendo suas instalações de mineração, produção ou logística podem ter um efeito adverso sobre suas operações.

As estimativas de reservas da Companhia podem diferenciar substancialmente das quantidades minerais que podem ser efetivamente recuperadas; suas estimativas de vida útil da mina podem não ser precisas, e as flutuações dos preços no mercado e mudanças nos custos operacionais e de capital podem fazer com que algumas reservas de minério não sejam rentáveis para a mina.

As reservas de minério indicadas nos relatórios da Companhia correspondem a quantidades estimadas de minério e minerais que a Companhia determina que possam ser economicamente mineradas e processadas, de acordo com as condições presentes e previstas para extração de seu conteúdo mineral. Há inúmeras incertezas inerentes à estimativa de quantidade de reservas e à projeção das possíveis taxas futuras de produção mineral, inclusive fatores além do controle da Companhia. Os relatórios de reservas envolvem estimativas de depósitos de minerais que não podem ser medidos com exatidão, e a precisão de qualquer estimativa de reservas decorre da qualidade dos dados disponíveis e da interpretação e julgamento dos engenheiros e geólogos. Assim, não é possível garantir que a quantidade de minério indicada em tais relatórios será efetivamente recuperada ou de que será recuperada nas taxas que a Companhia prevê. As estimativas de reserva e vida útil da mina podem exigir revisões com base na experiência de produção real e outros fatores. Por exemplo, as flutuações nos preços de mercado dos minerais e metais, taxas reduzidas de recuperação ou aumento nos custos operacionais e de capital, devido à inflação, taxas de câmbio, mudanças nas exigências regulatórias ou outros fatores, podem gerar reservas comprovadas e provavelmente não rentáveis à exploração e, assim acabar resultando em uma reformulação das reservas. Tal reformulação pode afetar as taxas de depreciação e amortização e causar um impacto negativo no desempenho financeiro da Companhia.

É possível que a Companhia não consiga repor suas reservas, o que pode afetar negativamente suas perspectivas de mineração.

A Companhia está envolvida em exploração mineral, que é altamente especulativa por natureza, envolve muitos riscos e é, frequentemente, improdutiva. Seus programas de exploração, que envolvem investimentos de capital significativos, podem não resultar na expansão ou reposição das reservas reduzidas pela produção atual. Se a Companhia não desenvolver novas reservas, não será capaz de sustentar seu nível atual de produção para além das vidas úteis remanescentes de suas minas existentes.

Os riscos de perfuração e produção podem afetar de maneira negativa o processo de mineração.

Após a descoberta de depósitos minerais, podem ser necessários vários anos entre a fase inicial de exploração e a efetiva produção, durante os quais a viabilidade econômica da produção pode ser alterada. São necessários muito tempo e altos investimentos para:

1) determinar as reservas de minério por meio de perfuração;

2) determinar os processos de mineração e de metalurgia apropriados para a otimização da recuperação do metal contido no minério;

3) obter as licenças ambientais ou outras necessárias;

4) construir instalações de mineração, processamento e criar a infraestrutura necessária ao desenvolvimento de projetos novos (greenfield); e

5) obter o minério e dele extrair os metais.

Caso um projeto se revele economicamente inviável no momento em que a Companhia tiver condição de explorá-lo, esta poderá incorrer em significativas depreciações. Além disso, possíveis mudanças ou complicações com relação aos processos metalúrgicos e tecnológicos que surjam no decorrer da vida útil de um projeto podem traduzir-se em atrasos e custos superiores aos previstos, que podem tornar o projeto economicamente inviável.

A Companhia enfrenta um aumento nos custos de extração ou exigências de investimentos à medida que as reservas minerais são exauridas.

As reservas minerais são gradualmente exauridas no curso normal de uma operação de mineração. À medida que a mineração avança, as distâncias entre o britador primário e os depósitos de dejetos se torna maior, as cavas se tornam mais íngremes, minas abertas se tornam subterrâneas e as operações subterrâneas, mais profundas. Além disso, para alguns tipos de reservas, o grau de mineralização reduz e a solidez aumenta em maiores profundidades. Como resultado, ao longo do tempo, geralmente a Companhia necessita aumentar os custos de extração relativos a cada mina. Muitas de suas minas têm sido operadas por longos períodos e é provável que a Companhia necessite aumentar os custos de extração por unidade no futuro nessas operações em especial.

Ações trabalhistas podem interromper operações da Companhia de tempos em tempos.

A Companhia possui um número substancial de empregados e alguns dos empregados de suas subcontratadas são representados por sindicatos e estão sujeitos aos termos de acordos coletivos ou outros acordos trabalhistas negociados periodicamente.

Além disso, a Companhia está sujeita a investigações periódicas e regulares por parte do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério Público do Trabalho visando ao cumprimento das normas trabalhistas, incluindo as relativas à saúde e segurança no trabalho. Essas investigações podem resultar em multas e processos que podem afetar materialmente e adversamente os negócios, os resultados e as condições financeiras da Companhia.

Greves e outras paralisações trabalhistas em quaisquer de suas operações podem afetar de maneira negativa a operação de instalações da Companhia, o prazo de conclusão e o custo de seus principais projetos. Além disso, paralisações trabalhistas envolvendo partes não relacionadas que podem fornecer mercadorias ou serviços à Companhia também podem a afetar negativamente.

A Companhia pode enfrentar escassez de equipamentos, serviços e pessoal qualificado.

O setor de mineração enfrentou escassez mundial de equipamentos de mineração e construção, peças de reposição, empreiteiras e outros tipos de pessoal qualificado durante períodos de alta demanda por minerais e metais e intenso desenvolvimento de projetos de mineração. A Companhia poderá enfrentar períodos mais longos para o fornecimento de equipamentos de mineração, bem como passar por problemas com a qualidade dos serviços de engenharia, construção e manutenção contratados. A Companhia compete com outras mineradoras em relação à contratação de uma administração e equipe altamente qualificadas com relevante experiência técnica e no setor, e pode não estar apta para atrair e reter tais pessoas. Escassez em períodos de pico podem causar um impacto negativo em suas operações, resultando em maiores custos com investimentos, interrupções na produção, maiores custos com estoque, atrasos no projeto e possível redução na produção e receita.

Os custos mais elevados com energia ou escassez de energia podem afetar de maneira negativa os negócios da Companhia.

Os custos com energia são um componente significativo do custo de produção da Companhia, representando 11,0% de seu custo total de mercadorias vendidas em 2012. Para atender sua demanda por energia, a Companhia depende dos seguintes recursos: derivados de petróleo, que representaram 48% do total das necessidades energéticas em 2012, energia elétrica (21%), carvão (9%), gás natural (15%) e outras fontes de energia (7%), usando números convertidos no equivalente em toneladas de petróleo (“TOE”).

Os custos com combustível representaram 7,8% de seu custo com mercadorias vendidas em 2012. Aumentos nos preços do petróleo e gás afetam negativamente as margens em seus serviços de logística, seus negócios de mineração, pelotização de minério de ferro, fertilizantes e níquel.

Os custos com energia elétrica representaram 3,2% de seu custo total de mercadorias vendidas em 2012. Caso a Companhia não consiga garantir acesso seguro à energia elétrica a preços aceitáveis, pode ser obrigada a reduzir a produção ou pode experimentar maiores custos de produção, ambos podendo afetar de maneira negativa seus resultados operacionais. A Companhia enfrenta o risco de escassez de energia nos países onde tem operações e projetos, devido à demanda excessiva ou a condições climáticas, tais como enchentes ou secas.

A escassez de energia elétrica já ocorreu em todo o mundo, e não se pode garantir que o crescimento na capacidade de geração de energia nos países onde a Companhia opera seja suficiente para atender ao aumento de consumo no futuro. A escassez futura e os esforços governamentais para responder ou evitar a escassez de energia podem causar um impacto negativo no custo ou fornecimento de energia elétrica para as operações da Companhia.

A volatilidade da taxa de câmbio das moedas nas quais a Companhia realiza suas operações em relação ao dólar americano pode afetar negativamente sua condição financeira e os resultados operacionais.

Uma parte substancial da receita e da dívida da Companhia é expressa em dólares americanos, e mudanças nas taxas de câmbio podem resultar em (i) perdas em sua dívida líquida expressa em dólar americano e em suas contas a receber, e (ii) perdas no valor de mercado de seus derivativos monetários, usados para estabilizar seu fluxo de caixa em dólares americanos. Em 2011 e 2012, a Companhia teve perdas cambiais de US$1.915 milhões e US$1.382 milhões, respectivamente; em 2010, a Vale teve ganhos cambiais de US$ 102 milhões. Além disso, a volatilidade da taxa de câmbio do real brasileiro, do dólar canadense e outras moedas em relação ao dólar americano, afeta os resultados da Companhia, uma vez que a maioria de suas mercadorias vendidas é expressa em dólar americano e a maior parte de seus custos, despesas e investimentos é expressa principalmente em real (57% em 2012) e dólar canadense (14% em 2012). A Companhia espera que as flutuações monetárias continuem a afetar sua geração de lucro, despesas e fluxo de caixa.

A volatilidade significativa nas taxas de câmbio das moedas também pode resultar na interrupção dos mercados cambiais estrangeiros e pode limitar a capacidade da Companhia em transferir ou converter certas moedas em dólares americanos e em outras moedas para fins de efetuar pagamentos de juros e principal relativos às suas dívidas tempestivamente. Os bancos centrais e os governos dos países onde a Companhia opera podem instituir políticas cambiais restritivas no futuro e impor tributos sobre operações cambiais.

A integração entre a Companhia e as empresas por ela adquiridas, que são uma parte importante das estratégias da Companhia, pode ser mais difícil do que o previsto.

É possível que a Companhia não consiga integrar com êxito seus negócios adquiridos. A Companhia aumentou seus negócios em parte por meio de aquisições e parte de seu crescimento futuro pode depender de aquisições. A integração dos negócios adquiridos pode levar mais tempo que o esperado e os custos associados à integração de tais negócios podem ser maiores que os previstos. Além disso, se o foco neste processo de integração após as aquisições causar um impacto no desempenho de seus negócios existentes, os resultados e as operações da Companhia podem ser negativamente afetados. Aquisições concluídas podem não levar ao aumento na receita, economia de custos ou benefícios operacionais que foram previstos no momento de sua concepção. As aquisições podem levar a custos substanciais como resultado de, por exemplo, contingências não previstas decorrentes dos empreendimentos adquiridos, incapacidade de manter uma equipe chave, inconsistências nos padrões, controles, procedimentos e políticas entre a Companhia e o negócio adquirido, o que pode afetar de maneira negativa sua condição financeira e resultados operacionais. Além disso, a atenção da administração pode ser desviada das responsabilidades comuns para as questões de integração.

A Companhia está envolvida em vários processos judiciais que podem afetar de maneira negativa seus negócios, caso as decisões judiciais não sejam favoráveis à Companhia.

A Companhia está envolvida em vários processos judiciais em que as contrapartes reivindicam valores substanciais. Os resultados desses processos são incertos e podem resultar em obrigações que podem afetar de maneira relevante e negativa seus negócios e o valor de suas ações, ADSs e HDSs. Além disso, nos termos da legislação brasileira, um contribuinte com a intenção de contestar determinado tributo em juízo deve normalmente oferecer garantias ao juízo no valor correspondente, a fim de suspender as arrecadações. Em alguns dos casos em que a Companhia questiona a aplicação e/ou cobrança de determinados tributos, é possível que a Companhia seja obrigada a oferecer caução ou alguma forma de garantia ao juízo e, dependendo da natureza, do valor e do escopo de tal caução ou garantia, sua apresentação pode causar um impacto significativo em seus negócios.

Os processos de governança e cumprimento de obrigações da Companhia podem falhar em evitar multas regulatórias e danos à sua reputação.

A Companhia opera em um ambiente global e suas atividades estendem-se por várias jurisdições e estruturas regulatórias complexas, com um aumento em suas obrigações legais em todo mundo. Seu processo de governança e cumprimento de obrigações, que inclui a identificação e mitigação de riscos por meio de controles internos com foco nas informações divulgadas em seus o relatórios financeiros, podem não ser capazes de evitar futuras violações da lei e de padrões contábeis e de governança. A Companhia pode estar sujeita a violações de seu Código de Conduta Ética, de protocolos de conduta nos negócios e ocorrências de comportamento fraudulento e desonesto por parte de seus empregados, contratadas e outros agentes. O descumprimento das leis aplicáveis e de outras normas por parte da Companhia pode resultar em multas, perda de licenças operacionais e prejuízos à sua reputação.

Os investidores podem enfrentar dificuldades para cumprir qualquer decisão judicial emitida fora do Brasil contra a Companhia ou quaisquer de suas coligadas.

Os investidores da Companhia podem estar localizados em jurisdições fora do Brasil e podem entrar com processos judiciais contra esta ou contra seus membros de sua administração nos tribunais de suas jurisdições.

A Companhia é uma companhia brasileira, e a maioria de seus diretores e membros do Conselho de Administração residem no Brasil. A grande maioria dos ativos da Companhia e os ativos de seus diretores e membros do Conselho de Administração provavelmente estão localizados em jurisdições diferentes das jurisdições de seus investidores. Os investidores podem não conseguir efetivar, em suas jurisdições, a citação da Companhia ou de seus administradores residentes fora de suas jurisdições. Além disso, as ordens judiciais do exterior serão exequíveis nos tribunais do Brasil sem uma nova análise de mérito apenas se confirmadas previamente pelo Superior Tribunal de Justiça brasileiro, cuja confirmação será apenas concedida se tal julgamento: (a) atender a todas as formalidades necessárias para sua exequibilidade nos termos das leis do país onde foi emitido; (b) for emitida por um tribunal competente após a devida citação contra a Companhia ou após prova evidente da ausência da Companhia, conforme a lei aplicável; (c) não estiver sujeita a recurso; (d) for autenticada por um consulado brasileiro no país onde foi emitida e acompanhada por uma tradução juramentada para o português; e (e) não for contrária à soberania nacional brasileira, política pública ou bons costumes. Portanto, os investidores podem não obter decisões favoráveis fora de sua jurisdição em relação a processos judiciais movidos contra Companhia ou seus administradores em tribunais de sua jurisdição para os quais houve decisões tomadas nos termos das leis de tais jurisdições.

As regras para transporte marítimo de finos de minério de ferro podem afetar as operações da Companhia.

Uma parcela da produção da Companhia ocorre na forma de minério de ferro não concentrado. Este tipo de minério é ocasionalmente comparado aos finos, que são pequenas partículas de minério. Atualmente, estudos analisam se estes minérios poderiam começar a se comportar como um fluido quando transportados com um alto teor de umidade. Isso pode fazer com que a carga fique menos estável, apresentando riscos potenciais para a navegação. Os riscos operacionais dependem de muitos fatores, incluindo as características dos finos, as circunstâncias em que são estocados, embarcados e transportados e do tipo de embarcação. Para gerir tais riscos, a indústria de transporte marítimo e seguradoras geralmente seguem regras adotadas no Código Marítimo Internacional para Cargas Sólidas a Granel (IMSBC), mas essas regras atualmente não abordam o transporte de finos minério de ferro não concentrado como a Companhia produz em suas minas de Carajás, em seu Sistema Norte. Mudança nas regras vigentes poderá obrigar a Companhia a mudar suas práticas para a manipulação ou transporte da produção, e essas medidas poderiam aumentar os custos, exigirem novos investimentos e até mesmo limitar o volume de exportações desses produtos.

A Companhia está sujeita a duas contingências de natureza tributária que podem impactar adversamente os seus resultados.

Em 14 de novembro de 2013, a Secretaria da Receita Federal lavrou dois autos de infração em face da Companhia, em razão, em síntese, de, respectivamente, (i) alegada ocorrência de omissões e erros nos dados apresentados por meio de arquivos magnéticos relativos aos anos-calendário de 2008, 2009 e 2010, que foram apresentados para comprovar a relação dos documentos fiscais de entradas e saídas que suportariam a apuração do crédito de PIS e COFINS requeridos em pedido de ressarcimento, e (ii) indeferimento de pedido de ressarcimento, relativo a créditos de PIS e COFINS vinculados a operações de exportação no período do 1º trimestre de 2008 ao 4º trimestre de 2010. Esses autos de infração visam à cobrança de multas pela alegada ocorrência de omissões e erros e pelo indeferimento de pedido de ressarcimento, cujo valor total agregado, na data de suas lavraturas, era de R$1,75 bilhão.

A Companhia pretende esgotar essas questões na esfera administrativa e, caso o desfecho dos respectivos processos administrativos seja desfavorável, poderá discuti-las na esfera judicial. Caso a Companhia não tenha sucesso em suas defesas nas esferas administrativa e/ou judicial, isso poderá resultar em significativos desembolsos pela Companhia, o que pode afetar negativamente os seus resultados.

Riscos relacionados ao Controlador ou Grupo de Controle da Companhia

O acionista controlador da Companhia exerce influência significativa sobre a Vale, e o governo brasileiro detém certos direitos de veto.

Em 30 de setembro de 2013, a Valepar S.A. (“Valepar”) detinha 52,7% das ações ordinárias em circulação e 32,4% do total do capital em circulação da Companhia. Como resultado dessa participação acionária, a Valepar elege a maioria dos membros do Conselho de Administração e pode controlar o resultado de algumas ações que requerem a aprovação dos acionistas.

O governo brasileiro detém 12 ações preferenciais de classe especial (golden shares) da Vale, o que lhe confere poder de veto sobre certas matérias envolvendo a Companhia, tais como mudanças na denominação social, a localização de sua sede e seu objeto social, no que se refere à exploração mineral.

Riscos relacionados aos clientes da Companhia

Os negócios da Companhia podem ser afetados negativamente por reduções na demanda por produtos produzidos por seus clientes, incluindo aço (para seus negócios de minério de ferro e carvão), aço inoxidável (para seus negócios de níquel) e commodities agrícolas (para seus negócios de fertilizantes).

A demanda por produtos de minério de ferro, carvão e níquel depende da demanda global por aço. Pelotas de minério de ferro e minério de ferro, que conjuntamente contabilizaram 70,3% da receita operacional da Companhia em 2012, são usados para produção de aço carbono. O níquel, responsável por 8,8% da receita operacional bruta da Companhia em 2012, é usado, principalmente, na produção de aço inoxidável e liga de aço. A demanda por aço depende em grande parte das condições econômicas globais, e depende também de uma variedade de fatores regionais e setoriais. Os preços dos diferentes tipos de aço e o desempenho do setor global de aço são altamente cíclicos e voláteis, e esses ciclos comerciais no setor do aço afetam a demanda e os preços de seus produtos. Além disso, a integração vertical da indústria siderúrgica e o uso de sucata podem reduzir a comercialização transoceânica global de minério de ferro e níquel primário. A demanda por fertilizantes é afetada pelos preços globais das commodities agrícolas. Um declínio sustentado no preço de uma ou mais commodities agrícolas pode causar um impacto negativo sobre os negócios de fertilizantes da Companhia.

Riscos Relacionados aos Setores da Economia nos quais a Companhia atua

Os preços cobrados pela Companhia, incluindo os preços de minério de ferro, níquel e cobre, estão sujeitos à volatilidade.

Os preços cobrados de minério de ferro estão baseados em uma variedade de opções de preços, que geralmente utilizam índices de preços spot como base para determinação do preço ao cliente. Os preços cobrados de níquel e cobre estão baseados em preços informados para esses metais em bolsas de mercadorias, tais como a London Metal Exchange (“LME”) e a New York Mercantile Exchange (“NYMEX”). Os preços dos produtos da Companhia e receita para esses produtos são, consequentemente, voláteis, o que pode afetar negativamente seu fluxo de caixa. Os preços globais dos metais estão sujeitos a flutuações significativas e são afetados por muitos fatores, incluindo as condições macroeconômicas e políticas globais efetivas e esperadas, os níveis de oferta e demanda, a disponibilidade e custo de substitutos, os níveis de estoque, os investimentos por fundos de commodities e outros, e as ações dos participantes nos mercados de commodities.

Riscos Relacionados à Regulação dos Setores em que a Companhia atua

As condições regulatórias, políticas, econômicas e sociais nos países onde a Companhia opera ou possui projetos podem causar um impacto negativo em seus negócios e nos preços de mercado de seus valores mobiliários.

A Vale poderá ter seu desempenho financeiro afetado negativamente por condições regulatórias, políticas, econômicas e sociais nos países onde opera ou possui projetos relevantes. Em muitas dessas jurisdições, a Vale está exposta a vários riscos, tais como renegociação, anulação ou modificação forçada dos contratos existentes, expropriação ou nacionalização de propriedades, controles cambiais, mudanças na legislação, regulamentações e políticas locais, instabilidade política, suborno, extorsão, corrupção, guerra civil, atos de guerra, atividades de guerrilha e terrorismo. A Companhia também enfrenta o risco de ter que se submeter à jurisdição de um tribunal ou arbitragem estrangeiros ou ter que executar uma decisão judicial contra uma nação soberana dentro de seu próprio território.

Suas operações dependem de autorizações e concessões de órgãos reguladores governamentais dos países onde opera. A Companhia está sujeita a leis e regulamentos em muitas jurisdições que podem mudar a qualquer momento, e as mudanças nas leis e regulamentos podem exigir modificações em suas tecnologias e operações, resultando em investimentos de capital inesperados.

Por exemplo, em 12 de novembro de 2013, foi publicada a Medida Provisória nº 627 (“MP 627”), que alterou significativamente a legislação tributária federal em vigor, afetando de maneira ampla a tributação das sociedades brasileiras. As novas regras decorrentes da MP 627 entram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2015, sendo facultativa sua adoção a partir de 1º de janeiro de 2014, desde que a MP 627 seja convertida em lei pelo Congresso Nacional. Além disso, a eficácia de muitas das alterações advindas da MP 627 depende de regulamentação específica pelas entidades responsáveis. A Vale não pode garantir que as alterações promovidas pela MP 627 não impactarão os seus resultados, tampouco pode garantir a sua eventual extensão.

Mudanças políticas ou sociais efetivas ou potenciais e mudanças na política econômica podem minar a confiança do investidor, que poderá dificultar o investimento e portanto, reduzir o crescimento econômico e ainda afetar negativamente as condições econômicas e outras sob as quais a Companhia opera, de forma a afetar de maneira negativa e relevante seus negócios.

Desentendimentos com as comunidades locais onde a Companhia opera podem causar um impacto negativo em seus negócios e reputação.

Podem surgir disputas judiciais periodicamente com as comunidades onde a Companhia opera. Algumas das operações e reservas minerais estão localizadas em terras ou próximas a terras de propriedade ou usadas por tribos indígenas ou aborígenes ou outros grupos. Essa população indígena pode ter direitos de analisar ou participar na gestão dos recursos naturais, e a Companhia negocia com esta a fim de minimizar os impactos das operações ou para ter acesso às suas terras.

Desentendimentos ou disputas judiciais com grupos locais, inclusive com grupos indígenas ou aborígenes, podem causar atrasos ou interrupções nas operações, afetar negativamente a reputação da Companhia ou ainda dificultar sua capacidade de trabalhar nas reservas minerais e conduzir as operações. Manifestantes agiram no passado para interromper as operações e projetos da Companhia, e podem continuar a fazê-lo no futuro. Tentativas futuras de manifestantes para prejudicar as operações podem afetar negativamente seus negócios.

A Companhia poderá ser afetada de maneira negativa por mudanças nas políticas governamentais, inclusive pela imposição de novos tributos ou royalties sobre as atividades de mineração.

A mineração está sujeita à regulamentação governamental na forma de tributos, taxas e demais  contribuições, a exemplo dos royalties sobre as atividades de mineração, o que pode causar um impacto financeiro importante sobre as operações da Companhia. Nos países onde a Companhia opera, os governos podem impor novos tributos, taxas ou contribuições diversas, aumentar as alíquotas existentes de tributos, taxas e contribuições diversas, o que inclui os royalties, ou, ainda, mudar sua base de cálculo de maneira desfavorável à Companhia.

Os governos que se comprometeram a estabelecer uma tributação ou ambiente regulador estável podem encurtar a duração desses compromissos. Também é possível que a Companhia seja obrigada a atender a exigências internas de beneficiamento em alguns países onde opera, tais como regras de processamento local ou aumento nos impostos de exportação sobre minérios não processados. Tais exigências podem aumentar significativamente o perfil de risco e os custos operacionais nessas jurisdições. A Companhia e o setor de mineração estão sujeitos a um aumento no nacionalismo relacionado aos recursos minerais em determinados países onde opera, podendo afetar suas operações, causar aumento de tributos ou até mesmo expropriações e nacionalizações.

A Companhia poderá ter seus negócios afetados por regulamentações ambientais, de saúde e segurança, inclusive regulamentação relativa a mudanças climáticas.

Quase todos os aspectos das atividades, produtos, serviços e projetos da Companhia espalhados pelo mundo estão sujeitos a regulações ambientais, de saúde e segurança, o que pode expor a Companhia a um aumento na exposição jurídica ou em seus custos. Tais regulamentos obrigam a Companhia a obter licenças ambientais, permissões e autorizações para suas operações, e a realizar avaliações sobre o impacto ambiental, a fim de obter aprovação de seus projetos e as devidas licenças para iniciar suas instalações. Além disso, todas as alterações significativas nas operações existentes também devem ser submetidas ao mesmo procedimento. As dificuldades para obter permissões podem levar a atrasos na instalação dos projetos ou em aumentos nos custos e, em alguns casos, podem levar a Companhia a adiar ou até mesmo abandonar um projeto. A regulação ambiental também impõe normas e controles sobre as atividades relacionadas à pesquisa mineral, mineração, atividades de pelotização, serviços ferroviários e marítimos, portos, decomissionamento, refinarias, distribuição e marketing de seus produtos. Tal regulamentação pode acarretar custos e responsabilidades significativos. Além disso, associações comunitárias e outras partes interessadas podem solicitar o aumento de medidas e práticas de responsabilidade social e sustentáveis, o que pode gerar custos significativos e redução de lucros. Litígios relacionados a essas e outras questões podem afetar negativamente a condição financeira ou prejudicar a reputação da Companhia.

Vale observar que, de acordo com a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (“CONAMA”) nº 237/97, o prazo máximo de validade para as licenças ambientais é de 5 (cinco) anos para licença prévia, 6 (seis) anos para licença de instalação e 10 (dez) anos para licença de operação.

A ausência de licenças ou autorizações dos órgãos ambientais competentes para a construção, a implantação, a modificação, a ampliação e a operação de atividades e/ou empreendimentos potencialmente poluidores e utilizadores de recursos naturais sujeitam o infrator a sanções penais e administrativas que podem resultar em multas de R$500,00 a R$10.000.000,00. Em geral, o valor máximo da multa é aplicado somente quando a falta do licenciamento adequado ocasiona um alto risco ambiental ou pode vir a ocasionar sérios danos ambientais.

Além das multas, o infrator também fica sujeito a sanções como suspensão das atividades, desativação e demolição, entre outras, que também são aplicáveis caso o incorporador do projeto deixe de cumprir com as condições estabelecidas em seu licenciamento ambiental.

A regulação ambiental em muitos dos países onde a Vale opera tornou-se mais rigorosa nos últimos anos, e é possível que mais regulamentos ou a execução mais severa dos regulamentos existentes afetem negativamente a Companhia por meio da imposição de restrições em suas atividades e produtos, criando novas exigências para a emissão ou renovação de licenças ambientais, aumentando seus custos ou obrigando a Companhia se envolver em esforços dispendiosos para a recuperação de áreas. Por exemplo, mudanças na legislação brasileira para a proteção de cavidades subterrâneas obrigaram a Companhia a realizar amplos estudos técnicos e a participar de discussões complexas com órgãos administrativos competentes, que ainda persistem. Assim, a Vale ainda não pode avaliar o impacto final da regulamentação nas suas operações, mas é possível que em algumas operações ou projetos de mineração de minério de ferro haja obrigação de limitar as atividades minerárias ou incorrer em custos adicionais para preservar as cavidades subterrâneas ou para compensar o impacto sobre elas, sendo que as consequências podem ser relevantes para os volumes de produção, custos ou reservas no negócio de minério de ferro da Companhia.

Preocupações a respeito de mudanças climáticas e esforços para cumprir os regulamentos internacionais podem levar os governos a impor limites sobre as emissões de carbono, aplicar tributos sobre as emissões de gases de efeito estufa e estabelecer condições comerciais de emissões aplicáveis às operações da Companhia, podendo afetar negativamente seus custos operacionais ou seus requisitos para investimentos. Por exemplo, em 2012, o governo brasileiro realizou audiências públicas para apresentar e discutir os planos de controle de emissões de carbono para atividades de mineração nos termos da lei sobre emissões de carbono (Política Nacional de Mudanças Climáticas) e o governo australiano apresentou um mecanismo de precificação do carbono que passou a vigorar em julho de 2012 que exige que determinadas companhias, inclusive a Vale, comprem permissões para emissões de carbono. Além disso, a Organização Marítima Internacional está estudando mecanismos, tais como preço do carbono, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa originados do transporte internacional, o que pode aumentar os custos da Companhia com transporte internacional.

Riscos Relacionados aos Países Estrangeiros onde a Companhia atua

Eventos econômicos adversos na China podem causar um impacto negativo na receita, fluxo de caixa e lucratividade da Companhia.

A China tem sido o principal driver das demandas globais por minério e metais nos últimos anos. Em 2012, a demanda chinesa representou 66% da demanda global transoceânica por minério de ferro, 48% da demanda global por níquel e 41% da demanda global por cobre. A porcentagem da receita operacional da Companhia atribuível às vendas a consumidores na China foi de 37,1% em 2012. Uma contração no crescimento econômico da China pode resultar em uma demanda menor pelos produtos da Companhia, levando a uma redução em sua receita, fluxo de caixa e lucratividade. O desempenho fraco no setor imobiliário chinês e o maior consumo de aço carbono na China também podem causar um impacto negativo nos resultados da Companhia.

Riscos relacionados às ADS (American Depositary Shares) e HDS (Hong Kong Depositary Shares) da Companhia

Se os detentores de ADRs ou HDRs trocarem as ADSs ou HDSs, respectivamente, pelas ações subjacentes, eles se arriscam a perder a capacidade de remeter os recursos correspondentes à sua venda ao exterior em moeda estrangeira.

O custodiante das ações subjacentes as ADSs e HDSs da Companhia mantém um registro junto ao Banco Central do Brasil, dando-lhe o direito de remeter dólares americanos para fora do Brasil para pagamentos de dividendos e outras distribuições relativas às ações subjacentes às suas ADSs e HDSs ou mediante a disposição das ações subjacentes. Se um detentor de ADRs ou HDRs trocar suas ADSs ou HDSs pelas ações subjacentes, terá o direito de se valer do registro de custodiante para dólares americanos por apenas cinco dias úteis a contar da data de troca. Após esse prazo, um detentor de ADRs ou HDRs não poderá obter e remeter moeda estrangeira ao exterior mediante a disposição ou distribuições relativas às ações subjacentes, exceto se obtiver seu próprio registro, de acordo com a Resolução n.º 2.689 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite a investidores estrangeiros institucionais qualificados a compra e venda de valores mobiliários na BM&FBOVESPA. Se um detentor de ADRs ou HDRs tentar obter seu registro, ele poderá incorrer em despesas ou sofrer atrasos no processo de cadastro, o que pode atrasar o recebimento de dividendos e outras distribuições relativas às ações subjacentes ou ao retorno do capital em tempo hábil.

A Companhia não pode garantir aos detentores de ADRs ou HDRs que o registro de seu custodiante ou qualquer registro obtido não será afetado por futuras mudanças legislativas ou por restrições adicionais aplicáveis aos detentores de ADRs ou HDRs, à disposição das ações subjacentes ou que a repatriação dos recursos obtidos com a alienação não serão tributados no futuro.

Os detentores de ADR ou HDR podem não conseguir exercer seus direitos de preferência em relação às ações subjacentes às suas ADSs e HDSs.

Os detentores de ADRs e HDRs podem não conseguir exercer seus direitos de preferência ou outros direitos relativos às ações subjacentes às suas ADSs e HDSs. A capacidade dos detentores de ADRs e HDRs de exercerem seus direitos de preferência não é garantida, especialmente se a lei aplicável na jurisdição do titular (por exemplo, o Securities Act nos Estados Unidos ou o Companies Ordinance em Hong Kong) exigir que uma declaração de registro seja efetivada ou uma isenção de registro seja disponibilizada a respeito desses direitos, como no caso dos Estados Unidos, ou de que qualquer documento que ofereça direitos de preferência seja registrado como um prospecto, como é o caso em Hong Kong. A Companhia não é obrigada a realizar uma declaração de registro nos Estados Unidos, ou a fazer qualquer outro registro a respeito dos direitos de preferência em qualquer outra jurisdição, ou a tomar medidas que possam ser necessárias para fazer isenções a partir do registro disponível e não pode garantir aos detentores que realizará qualquer declaração de registro ou tomará tais medidas. A Companhia também não é obrigada a estender a oferta de direitos de preferência aos detentores de HDRs por meio do depositário.

Os detentores de ADRs e HDRs podem encontrar dificuldades em exercer seus direitos de voto.

Os detentores de ADRs ou HDRs não têm os direitos de acionistas. Eles têm apenas direitos contratuais estabelecidos para seu benefício nos termos dos respectivos acordos de depósito. Os detentores de ADRs e HDRs não têm permissão para participar de assembleias de acionistas, podendo votar desde que fornecendo instruções ao depositário. Caso a Companhia não ofereça ao depositário os materiais de voto em tempo hábil, ou caso o depositário não forneça tempo suficiente para os detentores de ADRs ou HDRs apresentarem as instruções de voto, os titulares de ADRs e HDRs não poderão exercer seus direitos de voto. A respeito das ADSs em caso de não recebimento de instruções, o depositário poderá, sujeito a certas limitações, instituir um procurador designado pela Companhia.

As proteções legais para detentores dos valores mobiliários da Companhia diferem de uma jurisdição para outra e podem ser inconsistentes, não familiares ou menos efetivas em relação às previsões dos investidores.

A Vale é uma companhia global com valores mobiliários negociados em vários mercados e com investidores localizados em muitos países diferentes. O regime legal de proteção aos investidores varia em todo o mundo, algumas vezes em importantes aspectos, e os investidores devem ter conhecimento, no que tange aos valores mobiliários da Companhia, que as proteções e recursos disponíveis a eles podem ser diferentes dos que estão acostumados em seus mercados. A Companhia se sujeita à legislação de valores mobiliários em vários países que têm normas, supervisão e práticas de execução diferentes. A única lei societária aplicável à Companhia é a lei das sociedades por ações brasileira, com suas normas e procedimentos jurídicos específicos e substanciais. A Companhia também se sujeita às normas de governança corporativa em várias jurisdições onde seus valores mobiliários estão listados, porém, como um emissor privado estrangeiro, a Companhia não é obrigada a seguir muitas das normas de governança corporativa aplicadas aos emissores domésticos nos Estados Unidos com valores mobiliários listados na New York Stock Exchange e não está sujeita às normas de voto por procuração dos EUA. Da mesma forma, a Companhia tem recebido dispensas e isenções de certas exigências das normas que regem a listagem de valores mobiliários na Stock Exchange of Hong Kong Limited (HKEx Listing Rules), nos regulamentos sobre Takeovers e Incorporações e Recompras de Ações e o Securities e Futures Ordinance of Hong Kong, que são geralmente aplicáveis aos emissores listados em Hong Kong.

A Companhia tem como prática a análise constante dos riscos aos quais está exposta e que possam afetar seus negócios, situação financeira e os resultados das suas operações de forma adversa. A Vale está constantemente monitorando mudanças no cenário macroeconômico e setorial que possam influenciar suas atividades, através de acompanhamento dos principais indicadores de performance. A Companhia adota política de foco contínuo na disciplina financeira e na gestão conservadora de caixa. Atualmente, a Companhia não identifica cenário de aumento ou redução significativa dos riscos mencionados acima.

Seguem as medidas tomadas pela Companhia para mitigar alguns dos fatores de riscos apresentados acima.

É possível que a Companhia não consiga ajustar o volume de produção em tempo hábil ou com bom custo- benefício em resposta às mudanças na demanda.

A Companhia busca continuamente desenvolver soluções tecnológicas para a excelência no desempenho operacional.

As concessões, autorizações, licenças e permissões estão sujeitas a vencimento, à limitação ou renovação e a vários outros riscos e incertezas.

Para lidar com este desafio, a Companhia busca ser operadora sustentável, sempre buscando ser catalisadora de desenvolvimento local. Especificamente sobre a parte ambiental, a Companhia tem ações para melhorar a eficiência nos processos de licenciamento, como a maior integração entre as equipes de meio ambiente e desenvolvimento de projetos, o desenvolvimento de um Guia de Melhores Práticas para Licenciamento Ambiental e o Meio Ambiente, a montagem de equipes de especialistas altamente qualificados, maior interação com as agências ambientais, e a criação de um Comitê Executivo para agilizar decisões internas

Os projetos da Companhia estão sujeitos a riscos que podem resultar em aumento de custos, ou atrasos que podem impedir o sucesso da implementação.

Como medidas para mitigar riscos dos projetos, a Vale investe na capacitação de seus empregados atuantes no planejamento e execução de projetos, e tomou ações para agilizar o licenciamento ambiental, que vem sendo o principal motivo de atrasos, como por exemplo, a criação de um Guia de Melhores Práticas para Licenciamento Ambiental e o Meio Ambiente. Alem disto, existe a disseminação de informação e campanhas de prevenção na empresa para melhoria dos padrões de saúde e segurança dos colaboradores.

A Vale busca controlar e gerenciar os passivos ambientais em suas unidades. São consideradas áreas contaminadas aquelas em que comprovadamente houve poluição ocasionada pela disposição, pelo acúmulo, pelo armazenamento ou pela infiltração de substâncias ou de resíduos, implicando impactos negativos sobre os bens a proteger. Havendo suspeita de contaminação, a Vale busca elaborar sucessivos estudos ambientais voltados à delimitação da extensão da degradação ambiental e dos riscos potenciais à saúde e ao meio ambiente. A descoberta de contaminação exige providências por parte dos agentes governamentais, das entidades causadoras do dano ambiental e dos proprietários envolvidos. Deverão ser aplicadas medidas corretivas visando estabelecer níveis de qualidade compatíveis com um determinado uso futuro. Dessa forma, detectada a necessidade de remoção da contaminação identificada na área, a Vale busca realizar o Plano de Remediação, de acordo com as normas aplicáveis. Feita a remediação, segue-se o monitoramento dos resultados obtidos por período de tempo a ser definido pelo órgão ambiental. Os resultados do monitoramento indicarão a eficiência da remediação.

Eventuais restrições de uso decorrentes de contaminação anteriormente existente e que sejam verificadas após a remediação de áreas desativadas devem ser tornadas públicas, por meio da averbação no registro de imóveis competente.

Problemas operacionais podem afetar negativa e de forma relevante os negócios e o desempenho financeiro da Companhia.

Juntamente com o processo de desenvolvimento de projetos, a Companhia adotou uma avaliação integrada de riscos, que antecipa potenciais problemas e permite planos de mitigação. O rigor metodológico promove uma maior qualidade das estimativas, transparência e previsibilidade no desenvolvimento de projetos, assim como assegura a conformidade com as regulamentações ambientais e requerimentos de saúde e segurança, e minimiza os impactos sobre as comunidades.

A Companhia poderá ter seu negócio afetado negativamente caso suas contrapartes não cumpram suas obrigações.

A Companhia sempre busca associar-se a parceiros de alto nível e mantém um relacionamento justo e de parceria ao longo do tempo. Além disto, a Vale busca avaliar a qualidade de crédito de suas contrapartes e delimitar sua exposição com base nesta avaliação.

Desastres naturais podem causar sérios danos às operações e projetos da Companhia nos países onde opera e/ou podem causar um impacto negativo em suas vendas aos países afetados negativamente por tais desastres.

A Companhia adota medidas que incluem planos de continuidade do negócio que contemplam resposta imediata para salvaguardar as pessoas, os ativos e a imagem da empresa, soluções alternativas para a garantia da continuidade do negócio e agilidade na recuperação para retorno ao fluxo produtivo normal e sistemas de monitoramento e previsão das condições meteorológicas. Além disto, a diversificação geográfica de seus ativos e vendas para diferentes países e regiões colaboram para redução deste risco.

A Companhia pode não dispor de uma cobertura de seguro adequada para determinados riscos de negócio.

Para os casos onde há limitação nas coberturas contratadas, a Companhia utiliza suas seguradoras cativas para absorver parte dos riscos. Além disso, busca manter relacionamento de longo prazo com o mercado de seguro e resseguro, e em todas as linhas de seguros trabalha com a diversificação de contrapartes.

É importante ressaltar que a Companhia mitiga apenas parte dos riscos por meio da contratação de seguros, aplicando a metodologia de gestão de risco operacional para priorizar os riscos e, para os mais relevantes, desenvolvendo controles e planos de ação para mitigar os riscos.

A Companhia enfrenta um aumento nos custos de extração à medida que as reservas minerais são reduzidas.

Com relação aos riscos relacionados acima, a Vale busca ter uma base de ativos extensa e de alta qualidade nos negócios em que atua, sem depender única e exclusivamente de determinadas minas, deste modo, diversificando os riscos. A Companhia investe pesadamente na exploração mineral pois, com mais amostragens, o risco de estimação é reduzido. Reabastece continuamente sua base de reservas por meio de novos projetos para evitar o esgotamento das minas. Além disso, tem a presença em diversos minerais e localidades geográficas, o que também ajuda a diversificar os riscos.

Ações trabalhistas podem interromper operações da Companhia de tempos em tempos.

A Companhia considera que as pessoas são uma de suas vantagens competitivas, e busca tratar todos os colaboradores da maneira mais justa possível. A Companhia promove um ambiente de trabalho propício ao diálogo, em que todos os empregados são incentivados a compartilhar com seus colegas e superiores preocupações de quaisquer naturezas.

A Companhia pode enfrentar escassez de equipamentos, serviços e pessoal qualificado.

A Companhia trabalha para integrar cada vez mais o planejamento estratégico, visando antecipar a demanda por equipamentos e mão de obra qualificada, assim como investindo em contratos de aliança estratégica com fornecedores e iniciativas para capacitar técnicos especializados, engenheiros e profissionais de implantação de projetos.

Os custos mais elevados com energia ou escassez de energia podem afetar de maneira negativa os negócios da Companhia.

Para mitigar o risco de custo e/ou falta de energia, a Companhia desenvolve seus ativos de geração de energia com base nas necessidades energéticas atuais e previstas das suas operações de mineração, com o objetivo de reduzir seus custos de energia e minimizar o risco de problemas de abastecimento de energia.

A volatilidade da taxa de câmbio das moedas nas quais a Companhia realiza suas operações em relação ao dólar americano pode afetar negativamente sua condição financeira e os resultados operacionais.

A exposição cambial do fluxo de caixa da Companhia é avaliada em conjunto com as demais exposições a risco de mercado – preços de produtos e insumos e taxas de juros - e mitigada quando considerado necessário para apoiar o plano de crescimento, o planejamento estratégico e a continuidade dos negócios da Companhia.

Diversas formas de mitigação podem ser utilizadas: operações financeiras através do uso de derivativos com objetivo de hedge, linhas de crédito compromissadas garantindo liquidez, ou eventualmente decisões estratégicas com o objetivo de redução do risco de fluxo de caixa.

A integração entre a Companhia e as empresas por ela adquiridas, que são uma parte importante das estratégias da Companhia, pode ser mais difícil do que o previsto.

Para mitigar o risco de integração, a Vale trabalha com amplo foco gerencial nas aquisições e alavanca o conhecimento previamente adquirido.

A Companhia está envolvida em vários processos judiciais que podem afetar de maneira negativa seus negócios, caso as decisões judiciais não sejam favoráveis à Companhia.

As medidas de mitigação incluem a utilização de defesas apresentadas pela Companhia pautadas em pareceres jurídicos, na doutrina pátria consolidada, bem como na jurisprudência dominante nos tribunais superiores. Com base nestas mesmas diretrizes e atendo-se aos fatos apresentados, também é feito todo o trabalho interno de orientação e consultoria.

Os processos de governança e cumprimento de obrigações da Companhia pode falhar em evitar multas regulatórias e danos à sua reputação.

A Companhia possui controles internos e mecanismos para detectar falhas de controle e obter informações sobre os casos de quebra de conduta, especialmente através do Canal de Denúncias.

As regras para transporte marítimo de finos minério de ferro podem afetar as operações da Companhia.

A Companhia está conduzindo um programa de pesquisa para avaliar mais profundamente o fenômeno da liquefação e estudos para assegurar a estabilidade dos navios em diversas situações.

A Companhia poderá ser afetada de maneira negativa por mudanças nas políticas governamentais, inclusive pela imposição de novos tributos ou royalties sobre as atividades de mineração.

Como medidas de proteção, a Companhia realiza o monitoramento sistemático das mudanças previamente mencionadas, para reagir rapidamente, quando aplicável participa de discussões com governo através de entidades representativas do setor de mineração e busca sempre operar da maneira mais sustentável possível.

A Companhia poderá ter seus negócios afetados por regulamentações ambientais, de saúde e segurança, inclusive regulamentação relativa a mudanças climáticas.

A Companhia opera de maneira responsável em todas as localidades que está presente, respeitando as comunidades e o meio ambiente. No compromisso de ser reconhecida globalmente como modelo de excelência em gestão de saúde e segurança, a Companhia vem aperfeiçoando continuamente seus sistemas

Eventos econômicos adversos na China podem causar um impacto negativo na receita, fluxo de caixa e lucratividade da Companhia.

A Companhia mitiga este risco, que se reflete em preços, quando considerado necessário para apoiar o plano de crescimento, o planejamento estratégico e a continuidade de negócios da Companhia.