CVC Brasil
- Principais riscos que a própria Companhia enxerga e assume

Principais riscos da Companhia

Podemos não conseguir implementar nossos planos de inaugurar e operar novas lojas, ampliar nossa rede de distribuição por meio de lojistas franqueados ou converter agentes independentes em lojistas franqueados.

Uma de nossas principais estratégias de negócio é a ampliação da nossa rede de distribuição por meio da adesão de novos lojistas à nossa rede de franqueados, da inauguração de novas lojas e/ou da conversão de agentes independentes em novos franqueados.

No entanto, a implementação dessa estratégia está sujeita a diversos riscos e incertezas que são alheios ao nosso controle. Nossa capacidade de expansão poderá ser prejudicada se não conseguirmos encontrar pontos de vendas estratégicos em mercados consumidores promissores para a abertura de novas lojas, se o nível de competição no mercado em que atuamos aumentar ou se as condições de mercado afetarem a demanda pelos serviços turísticos que oferecemos.

Em 31 de dezembro de 2013, possuíamos 794 lojas exclusivas CVC, em sua maioria gerenciadas por lojistas franqueados e algumas gerenciadas por agentes exclusivos. No período de janeiro a dezembro de 2013, nossos 10 principais franqueados concentravam 24% das nossas vendas. Podemos perder alguns de nossos principais franqueados ou máster franqueados em função de diversos fatores.

Além disso, não podemos garantir que conseguiremos atrair novos franqueados ou agentes exclusivos com experiência no setor de turismo ou que seremos capazes de manter um relacionamento estável e duradouro com nossos franqueados e master franqueados atuais em função de motivos alheios ao nosso controle.

Caso não tenhamos êxito na implementação de nossas estratégias de negócio em razão dos motivos acima expostos, nossos negócios, nosso resultado operacional, nossa situação financeira e nosso crescimento poderão ser adversamente afetados.

Podemos não ser bem sucedidos em executar as nossas estratégias de crescimento.

Nossa estratégia de crescimento envolve, além do plano de crescimento da rede de distribuição comentada anteriormente, a expansão da nossa oferta de produtos, serviços e destinos de viagem. Não podemos garantir que seremos capazes de executar com sucesso a nossa estratégia de crescimento. Nosso crescimento depende de uma série de fatores incluindo, entre outros, a nossa capacidade de:

a) continuar a oferecer uma gama de produtos e serviços de turismo a preços atraentes e desenvolver novos produtos e serviços de forma a aumentar nossa penetração junto a todas as classes sociais, principalmente junto à classe média brasileira;

b) criar novas fontes de receita;

c) identificar e introduzir novos destinos com alto potencial de exploração;

d) continuar a oferecer aos nossos master franqueados e franqueados uma proposta diferenciada de valor; e

e) diversificar nossos canais de distribuição, principalmente por meio da Internet.

Alguns desses fatores estão alheios ao nosso controle e não há certeza de que teremos sucesso em implementar nossas estratégias. Nosso fracasso em executar essas estratégias de crescimento ou a execução dessas estratégias em condições não satisfatórias poderão afetar de forma negativa nossos negócios, nossos resultados operacionais, a nossa situação financeira e nosso crescimento.

Nossa capacidade de atrair, treinar e manter executivos e profissionais qualificados é essencial para nossos negócios, resultado operacional e futuro crescimento.

Nossos negócios e futuro sucesso dependem em grande parte do trabalho contínuo de nossa alta administração formada por executivos e colaboradores chave, cujo conhecimento de nossas operações e expertise no setor de turismo brasileiro são fundamentais para a tomada de decisões adequadas, a antecipação de oportunidades de negócio a serem exploradas e a condução de nossos negócios. As habilidades específicas que exigimos em nossos negócios podem demandar tempo e ter altos custos para serem adquiridas ou desenvolvidas e, como resultado, essas habilidades são frequentemente difíceis de serem encontradas. A eventual perda dos nossos principais executivos e a nossa incapacidade de atrair, integrar e manter profissionais qualificados podem causar um efeito prejudicial relevante sobre os nossos negócios e resultados operacionais.

Falhas, interrupções ou violações de segurança em nossos sistemas de tecnologia da informação poderão impactar adversamente nossas atividades.

A comercialização de nossos produtos e serviços depende em grande parte de nossos sistemas de tecnologia da informação. Falhas em manter e melhorar a eficiência, confiabilidade e integridade de nossos sistemas de tecnologia da informação poderão levar a interrupções, suspensões, atrasos ou deteriorações no sistema. Qualquer suspensão, interrupção ou atraso em nossos sistemas, ou deterioração em seu desempenho poderá prejudicar nossa capacidade de processar operações e diminuir a qualidade de nossos serviços para nossos clientes. Se as falhas no sistema forem frequentes e persistentes, nossa marca e reputação poderão ser adversamente afetadas.

Se não formos capazes de efetuar os reparos ou as atualizações a tempo e se eventuais falhas ou interrupções se prolongarem, nossas atividades e nossos controles operacionais e financeiros podem ser prejudicados, afetando adversamente nossa reputação e resultados operacionais. Além dos riscos decorrentes da manutenção ou aprimoramento inadequados, nossos sistemas de tecnologia da informação estão sujeitos a danos e prejuízos decorrentes de diversas causas, incluindo:

1) interrupção no fornecimento de energia elétrica, falhas no sistema de computadores, na rede de internet, telecomunicações e rede de dados, erros do operador, dados ou informações perdidos ou corrompidos e outros eventos similares;

2) sabotagem, vírus nos computadores, acesso não autorizado por indivíduos buscando interromper operações ou se apropriar indevidamente de informações e outras quebras, eletrônicas ou físicas, no sistema de segurança;

3) falhas nos sistemas de terceiros, softwares ou serviços nos quais confiamos para manter nossas próprias operações;

4) falhas de segurança relacionada a nossos sistemas de tecnologia da informação podem também expor informações sensíveis ou confidenciais, bem como causar danos à nossa reputação, o que pode afetar adversamente nossas atividades; e

5) desastres naturais, guerras e atos de terrorismo.

Podemos ser responsabilizados na esfera civil por danos causados a consumidores ou a terceiros em razão dos serviços que intermediamos, diretamente ou por meio de nossos franqueados, e/ou que nossos fornecedores oferecem, inclusive por fatos alheios ao nosso controle, o que poderá afetar adversamente a nossa reputação e os nossos resultados operacionais.

No Brasil, a legislação de defesa do consumidor é rigorosa e extremamente protetiva dos interesses dos consumidores. A legislação de defesa do consumidor pode nos responsabilizar por qualquer vício ou defeito nos serviços prestados ou em caso de acidente, de maneira objetiva, isto é, independentemente de existência de culpa. Além disso, em processos desta natureza geralmente ocorre a inversão do ônus da prova, o que significa que somos responsáveis por provar a improcedência da demanda de nossos clientes. Assim, temos em geral a responsabilidade de provar que tais reclamações, demandas ou processos judiciais são improcedentes, colocando-nos em posição de desvantagem em qualquer processo judicial envolvendo relações de consumo.

Ademais, o nosso modelo de negócios se baseia sobretudo no desempenho de nossos franqueados e master franqueados, cujos atos estão muitas vezes fora de nosso controle. Podemos, assim, ser responsabilizados em casos nos quais os atos de fornecedores, franqueados e master franqueados resultem em prejuízo a terceiros e a consumidores, o que pode afetar adversamente nossos negócios, nossa condição financeira, nossos resultados operacionais e nossa reputação. Além disso, estamos expostos a outras demandas, reclamações e processos no curso normal de nossos negócios.

Podemos enfrentar futuros processos judiciais e administrativos relacionados ao período anterior à constituição da Companhia.

Não podemos garantir que não serão iniciados futuros processos judiciais ou administrativos contra nós ou nossos administradores relacionados a fatos anteriores à constituição da CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S.A. Eventuais procedimentos judiciais ou administrativos deste tipo podem desviar o foco de nossa administração, aumentar os nossos custos relacionados à gestão de processos administrativos e judiciais e afetar adversamente o preço das ações de nossa emissão. Além disso, eventuais decisões judiciais adversas com valores relevantes podem ter efeitos negativos sobre nossos negócios ou a execução de nossos planos de crescimento afetando adversamente nossa condição financeira e nossos resultados operacionais.

Qualquer falha em manter a imagem de nossa marca “CVC” pode ter um efeito adverso relevante em nossos negócios, em nossa situação financeira e  resultado operacional.

Não há como garantir que seremos satisfatoriamente capazes de manter a imagem de nossa marca ou gerar demanda e ao mesmo tempo administrar, de forma eficiente, nossos custos de publicidade. Se não formos capazes de manter a imagem, confiabilidade e reputação da marca “CVC” junto ao público consumidor, nossa capacidade de competir no mercado de turismo poderá ser negativamente afetada, o que teria um impacto adverso relevante em nossos negócios, resultados e, consequentemente, em nosso crescimento.

Podemos ter que arcar com o pagamento de assentos aéreos contratados junto aos fornecedores de transportes aéreo mesmo sem conseguir vendê-los aos nossos clientes.

Nosso modelo de negócio pressupõe a contratação de assentos aéreos de forma antecipada em número suficiente a garantir a oferta de nossos serviços turísticos aos nossos clientes. A não comercialização de parte ou da totalidade de assentos junto aos nossos clientes poderá afetar adversamente nossa condição financeira e nossos resultados operacionais.

Nosso sucesso futuro depende da contínua atratividade de nossa proposta de valor aos clientes.

Nosso sucesso depende da atratividade do modelo de negócios de intermediação de serviços turísticos prestados aos nossos clientes. Qualquer mudança nas preferências dos consumidores que os distancie de nossa Companhia e do conceito de nossas lojas pode afetar adversamente nosso desempenho financeiro. Qualquer falha de nossa parte em antecipar e reagir às alterações nas preferências dos clientes pode ser prejudicial para nossos negócios e perspectivas de crescimento.

Podemos não ser capazes de manter e estabelecer novos acordos com fornecedores, incluindo companhias aéreas, redes de hotéis, companhias de transporte terrestre, operadoras de cruzeiros marítimos e outros fornecedores estratégicos.

Nosso negócio depende de nossa capacidade de manter relações e acordos com os fornecedores existentes, assim como de nossa capacidade de firmar e manter elações com novos fornecedores. Se não formos capazes de desenvolver novas relações ou de manter aquelas já existentes em termos favoráveis, ou mesmo em quaisquer outros termos, podemos não conseguir oferecer determinados produtos e serviços ou não conseguir oferecer preços e condições competitivos para nossos clientes, o que pode afetar adversamente nossos negócios e resultados operacionais. Mudanças adversas em acordos existentes, incluindo a incapacidade de qualquer fornecedor de cumprir com suas obrigações, o aumento da consolidação do setor ou nossa incapacidade de entrar em novos acordos com essas partes em termos favoráveis, ou mesmo em quaisquer outros termos, podem reduzir a quantidade, qualidade, preço e distribuição dos serviços de turismo que somos capazes de oferecer, o que pode afetar adversamente nossos negócios e desempenho financeiro.

Dependemos de um número pequeno de companhias aéreas para auferir parte relevante de nossa receita e podemos ser adversamente afetados por mudanças na situação financeira, por uma maior consolidação, ou pelo fortalecimento das alianças entre uma ou mais dessas companhias aéreas.

O setor de companhias aéreas no Brasil é altamente concentrado. De acordo com dados da ANAC, duas companhias aéreas, TAM e GOL, controlavam aproximadamente 75% do mercado brasileiro de viagens aéreas em 2013. Se não formos capazes de manter um sólido relacionamento com essas companhias aéreas poderemos não ser mais capazes de oferecer determinados serviços turísticos aos nossos clientes, tais como viagens a destinos específicos, ou poderemos ser forçados a procurar novas parcerias com outras companhias aéreas, o que poderá reduzir a competitividade de nossos preços, acordos comerciais e a diversificação de nossos serviços turísticos. Ademais, companhias aéreas têm, nos últimos anos, sofrido um processo de consolidação e/ou de fortalecimento de suas alianças operacionais, o que pode aumentar o poder de barganha dessas companhias aéreas com as quais negociamos.

Podemos ser afetados negativamente por um movimento de consolidação do mercado hoteleiro.

Uma eventual consolidação do setor hoteleiro aumentaria o poder de negociação das grandes redes de hotéis, o que pode afetar negativamente nossa capacidade de negociação e obtenção de preços e condições comerciais atrativos, afetando negativamente nosso diferencial competitivo de obtenção de tarifas junto a hotéis.

Estamos sujeitos ao risco de falta de disponibilidade de voos fretados para certos pacotes turísticos

Parte de nossos negócios utiliza aeronaves fretadas em nossos pacotes de turismo para determinados destinos. Dessa forma, dependemos da disponibilidade de aeronaves fretadas para oferecermos tais pacotes. A falta de aeronaves para voos fretados pode ocorrer por diversas razões, incluindo:

a) excesso de demanda por voos comerciais regulares;

b) o nível de investimento das companhias aéreas em rotas fretadas;

c) a sazonalidade da indústria do turismo; e

d) a disponibilidade de tripulação de voo devido a exigências de treinamento do governo, limitações nas horas de trabalho e outros fatores alheios ao nosso controle.

Se não formos capazes de encontrar voos fretados disponíveis para nossos pacotes de viagem, poderemos ser forçados a reservar lugares em voos regulares para nossos clientes a um custo maior, o que pode afetar adversamente nossos resultados financeiros e operacionais. Se tais voos regulares não estiverem disponíveis em condições econômicas razoáveis ou mesmo se estiverem indisponíveis, nossa capacidade de acomodar nossos passageiros e oferecer determinados pacotes de viagens a preços competitivos pode ser adversamente afetada.

Dependemos do desempenho de nossos principais fornecedores e parceiros.

Dependemos de vários fornecedores da indústria do turismo para facilitar nossas atividades de intermediação de serviços turísticos. Não possuímos controle direto sobre a atuação dos nossos principais fornecedores e parceiros, tais como companhias de transporte aéreo e terrestre, cadeias hoteleiras e operadores de cruzeiros marítimos. Se alguns desses fornecedores e parceiros apresentarem uma conduta não condizente com os padrões estabelecidos por nós ou em desacordo com a legislação e com a regulamentação aplicável ao nosso setor de atuação, poderemos ter a nossa imagem e reputação prejudicadas no mercado em que atuamos, bem como gerar responsabilidade atribuível a nós pelos atos praticados pelos nossos fornecedores, inclusive na esfera judicial.

Os interesses de nossos acionistas controladores podem ser conflitantes com os interesses de nossos demais acionistas.

Nos termos do nosso acordo de acionistas e do nosso estatuto social, nossos acionistas controladores têm poderes para, entre outros, eleger a maioria dos membros de nosso Conselho de Administração e determinar o resultado de deliberações que exijam aprovação de acionistas, incluindo operações com partes relacionadas, reorganizações societárias, aquisições, alienações de ativos, parcerias e a época do pagamento de quaisquer dividendos futuros, observadas a exigência de pagamento do dividendo mínimo obrigatório, imposta pela Lei das Sociedades por Ações. Por exemplo, nosso acordo de acionistas, em suas cláusulas 2.3 e 3.8, elenca uma série de matérias cuja aprovação dependerá do voto favorável de FIP GJP e de GP7 FIM, conjuntamente, como acionistas (i.e. mudança do objeto social de qualquer controlada) ou do Sr. Guilherme de Jesus Paulus como membro do nosso Conselho de Administração (i.e. estabelecimento de sociedades, joint ventures ou parcerias similares). As demais matérias, não sujeitas a veto do FIP GJP e do GP7 FIM, conjuntamente, ou do Sr. Guilherme de Jesus Paulus ou do Sr. Gustavo Baptista Paulus, serão decididas pelo FIP BTC, detentor da maioria de nossas ações com direito a voto.

Nossos acionistas controladores poderão ter interesse em realizar aquisições, alienações de ativos, parcerias, buscar financiamentos ou operações similares que podem ser conflitantes com os interesses dos nossos acionistas. Além disso, nossos acionistas controladores podem impedir ou adiar certas operações ou estratégias de negócios que nossos demais acionistas minoritários considerem favoráveis.

Futuras emissões de valores mobiliários poderão diminuir o valor de mercado de nossas ações ordinárias além de resultar na diluição da participação dos acionistas em nosso capital social.

Qualquer emissão de valores mobiliários posterior a oferta inicial de ações, além de diminuir o valor de mercado de nossas ações ordinárias, poderá resultar na diluição da participação de nossos acionistas em nossa Companhia. Poderemos emitir valores mobiliários por diversas razões, incluindo para financiamento de nossas operações e negócios estratégicos, para ajustar nossa relação entre endividamento e capital, para satisfazer as nossas obrigações mediante o exercício das opções em aberto ou outros valores mobiliários, se houver, e por qualquer outra razão.

Os nossos acionistas podem não receber dividendos ou juros sobre o capital próprio.

De acordo com nosso Estatuto Social, devemos pagar aos acionistas, no mínimo, 25% do lucro líquido anual, sob a forma de dividendos ou juros sobre o capital próprio. Podemos optar pelo reinvestimento do restante do nosso lucro líquido, usá-lo para certos pagamentos ou contingências ou retê-lo nos termos previstos na Lei das Sociedades por Ações, o que poderá resultar na não distribuição do restante do lucro líquido em forma de dividendos ou juros sobre o capital próprio.

Adicionalmente, nossa capacidade de pagar dividendos aos nossos acionistas depende do fluxo de caixa, que poderá ser limitado em razão do pagamento do earn out (pagamento vinculado ao desempenho da Companhia) ao FIP GJP e dos resultados tanto da Companhia quanto da CVC Serviços, além da ausência de restrições contratuais ao pagamento de dividendos. Não podemos garantir que nossos resultados e receitas e os da CVC Serviços serão suficientes para realizarmos distribuições de dividendos em determinado exercício social.

Um mercado ativo para nossas ações pode não se desenvolver e a cotação das nossas ações pode flutuar consideravelmente.

Um mercado ativo e líquido de negociação poderá não se desenvolver ou caso se desenvolva, poderá não conseguir se manter. O investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, tal como o brasileiro, envolve um grau de risco maior do que o investimento em valores mobiliários de emissores de países cujos cenários políticos e econômicos são mais estáveis.

O mercado brasileiro de valores mobiliários é consideravelmente menor, menos líquido, mais volátil e mais concentrado do que os grandes mercados de valores mobiliários mundiais. A BM&FBOVESPA apresentou uma capitalização de mercado de R$2,4 trilhões em 31 de dezembro de 2013, e um volume médio diário de negociação no mercado a vista de R$7,1 bilhões ao longo do mês de dezembro de 2013. As dez maiores empresas listadas na BM&FBOVESPA, em termos de capitalização de mercado, representavam, aproximadamente, 52% da capitalização total de mercado de todas as empresas listadas em 31 de dezembro de 2013. Essas características de mercado podem restringir consideravelmente a capacidade dos titulares das nossas ações de vendê-las pelo preço e na data que desejarem, afetando de  modo desfavorável os preços de negociação de nossas ações.

Estamos sujeitos à disponibilidade de crédito para nossos clientes.

No ano de 2013, 82% de nossas intermediações de serviços turísticos foram realizadas no cartão de crédito, por meio de boleto bancário, ou mesmo por meio de cheques, todos de forma parcelada. Dependemos, de instituições financeiras que concedem crédito a maioria absoluta dos nossos clientes continuem a disponibilizar tal crédito. Um aumento nas taxas de inadimplência ou falta de pagamento de nossos clientes pode resultar em taxas menores de aprovação de crédito ou no aumento das taxas para fornecer opções de financiamento aos nossos clientes por tais instituições financeiras. Isso pode afetar adversamente nossa receita e margens.

Ademais, no passado, o governo brasileiro implementou medidas para restringir a demanda doméstica e controlar o crescimento da inflação, impondo restrições de crédito e aumentando a taxa de juros, entre outras medidas. Consequentemente, se a disponibilidade de crédito é reduzida ou se não formos capazes de oferecer opções de financiamento a nossos clientes, nossos resultados operacionais e condição financeira podem ser adversamente afetados.

O setor de turismo é sensível a diminuições no poder de compra do consumidor e a ciclos econômicos.

Nossos negócios e desempenho financeiro são afetados pela conjuntura econômica brasileira, assim como da indústria de viagens em todo o mundo, incluindo qualquer variação na oferta ou preço. Viagens de férias são atividades discricionárias para nossos clientes, o que nos sujeita aos efeitos das condições conjunturais da economia e deteriorações econômicas que podem, em última análise, reduzir os gastos discricionários em viagens.

O desempenho da economia brasileira pode ser afetado por fatores econômicos, políticos ou outras questões que estão além do nosso controle. A indústria de turismo depende de muitos vetores econômicos relacionados ao poder de compra e gastos do consumidor, inclusive taxas de juros, inflação, a disponibilidade de crédito, desvalorização do Real frente a outras moedas, tributos e os níveis de renda disponível do consumidor e confiança do consumidor. Qualquer evolução negativa relacionada a esses fatores, seja real ou percebida, pode afetar negativamente nossos negócios, resultados operacionais e desempenho financeiro.

A desintermediação na indústria de turismo pode ter um efeito adverso relevante em nossos negócios.

Oferecemos a nossos clientes a intermediação de serviços turísticos que são fornecidos ou prestados por nossos fornecedores e parceiros, incluindo rede de hotéis, companhias de transporte terrestre e aéreo e operadoras de cruzeiros marítimos. Caso haja uma desintermediação no setor de turismo e nossos clientes passem a adquirir os produtos e serviços que oferecemos diretamente de nossos fornecedores e parceiros, nosso negócio pode ser adversamente afetado. Tal desintermediação pode ser decorrente de diversos fatores, alguns deles alheios ao nosso controle, incluindo:

1) nossos preços, termos e condições serem menos atraentes e competitivos comparados aos de nossos fornecedores e parceiros;

2) vivenciarmos interrupções na oferta ou fornecimento de nossos produtos e serviços a nossos clientes; e

3) uma alteração no comportamento e nas preferências dos consumidores brasileiros na compra de produtos e serviços.

Qualquer um desses fatores pode contribuir com a desintermediação e afetar adversamente nosso negócio, nossos resultados operacionais e condição financeira.

Nossa indústria está sujeita à sazonalidade, o que pode causar uma variação considerável em nossos resultados operacionais trimestrais.

Nosso setor e nosso negócio experimentam flutuações sazonais. Historicamente, o volume de nossas receitas líquidas anuais reconhecidas nos meses de janeiro, julho e dezembro têm sido mais relevantes em relação aos demais meses, devido, em parte, ao maior volume de viagens durante os períodos de férias escolares. Assim, nossos resultados operacionais estão mais concentrados nos períodos de férias escolares, que pode ser afetado por fatores climáticos e econômicos, dentre outros.

O mercado de operadoras de turismo no Brasil é bastante fragmentado, e se não competirmos efetivamente com os atuais e possíveis novos competidores, inclusive as Online Travel Agencies, nossos negócios podem ser adversamente afetados.

O mercado de operadoras de turismo no Brasil é altamente pulverizado. Competimos com operadoras de turismo pequenas e fragmentadas, assim como com uma pequena parcela da participação de mercado detida por agentes autônomos, os quais não estão vinculados a nenhuma bandeira de operadora de turismo. Competimos igualmente com novos agentes participantes do mercado de operadoras de turismo, dentre elas as Online Travel Agencies.

Ademais, parte de nossos principais concorrentes nas linhas de negócios de passagens aéreas e pacotes de turismo são companhias vinculadas a alguns de nossos parceiros comerciais e fornecedores. O conflito de interesses resultante dessa relação entre concorrente e fornecedor pode afetar negativamente nosso negócio.

Isto pode fazer com que sejamos prejudicados na competição por melhores preços, bem como em nossas negociações com fornecedores e parceiros. Se por qualquer motivo não conseguirmos negociar junto aos nossos principais fornecedores condições vantajosas e não formos capazes de encontrar soluções satisfatórias para concorrer de forma eficaz com tais operadores, nossas vendas e, consequentemente, nossos resultados, poderão ser afetados de maneira adversa.

O Governo Federal exerceu e continua exercendo significativa influência na economia brasileira. A conjuntura política e econômica brasileira pode prejudicar nosso desempenho financeiro e o preço de mercado de nossas ações.

O governo brasileiro tem interferido na economia brasileira e ocasionalmente faz mudanças nas políticas monetária e fiscal, bem como em suas regulações. As medidas do Governo Federal para controlar a inflação e levar a efeito outras políticas envolveram, entre outros, controles de salários e de preços, desvalorizações cambiais, controles do fluxo de capital e certos limites impostos a bens e serviços importados.

Não temos qualquer controle sobre quais medidas ou políticas o Governo Federal poderá tomar no futuro, nem podemos fazer qualquer previsão nesse sentido. Nosso negócio, situação financeira e resultados operacionais, bem como o preço de mercado de nossas Ações poderão ser prejudicados pelas alterações da política pública nas esferas federal, estadual e municipal, com respeito a tarifas públicas e controles cambiais, bem como por outros fatores, tais como:

• flutuação das taxas de câmbio;

• controles cambiais e restrições a remessas ao exterior, tais como aquelas que foram impostas a remessas do gênero (inclusive de dividendos) em 1989 e início de 1990;

• taxas de juros;

• liquidez dos mercados financeiros, creditícios e de capitais nacionais; e

• demais eventos políticos, sociais e econômicos no Brasil ou que o afete.

As taxas de inflação foram 3,85% em 2006, 7,75% em 2007, 9,81% em 2008, (1,71)% em 2009, 11,32% em 2010, 5,1% em 2011, 7,81% em 2012 e 5,53% em 2013, conforme variação do IGP-M. Políticas governamentais e medidas de combate à inflação, juntamente com especulação pública sobre tais políticas e medidas, têm frequentemente causado efeitos adversos à economia brasileira, e contribuído com a incerteza econômica no país e aumentado a volatilidade ao mercado de ações no Brasil. As medidas do Governo Federal para controlar a inflação e levar a efeito outras políticas envolveram, entre outros, controles de salários e de preços, desvalorizações cambiais, controles do fluxo de capital e certos limites impostos a bens e serviços importados. Se a inflação continuar a crescer em uma proporção maior que nossa receita, nossos custos de repasse dos serviços intermediados podem aumentar e nossas margens operacional e líquida podem diminuir.

Outras políticas e medidas adotadas pelo governo brasileiro, incluindo ajuste na taxa de juros, intervenção no mercado de câmbio ou ações para ajustar ou fixar um valor para a moeda nacional podem afetar adversamente a economia brasileira, nossos negócios e o preço de nossas ações ordinárias.

Flutuações do Real frente a outras moedas, particularmente, ao Dólar podem afetar de maneira adversa a demanda por alguns de nossos produtos e serviços, impactando nossos resultados operacionais.

A demanda por viagens internacionais e pacotes de cruzeiros marítimos que oferecemos está diretamente relacionada à valorização do Real perante outras moedas, particularmente o Dólar. Historicamente, em períodos nos quais houve valorização do Dólar frente ao Real, nossas vendas nas linhas de negócios de viagens internacionais e cruzeiros marítimos sofreram diminuições.

Deste modo, caso haja uma desvalorização do Real frente ao Dólar, podemos sofrer reduções de demanda por produtos cujos preços estão atrelados à cotação do Dólar, o que pode afetar adversamente nossos resultados operacionais.

Adicionalmente, os aumentos de custos para companhias aéreas em virtude de uma desvalorização do Real frente ao Dólar podem ser revertidos em aumentos de preços de passagens aéreas, o que pode impactar negativamente nossas vendas e, consequentemente, os resultados das nossas operações.

Flutuações substanciais no preço do petróleo ou a indisponibilidade de quantidades suficientes podem prejudicar nossos fornecedores e, consequentemente, nossos negócios.

O preço do petróleo está sujeito a oscilações com base em questões geopolíticas e na oferta e demanda do produto além de outros fatores alheios ao nosso controle. O custo do combustível afeta significativamente tanto nossas companhias parceiras de transporte aéreo ou terrestre, além de nossas operadoras de cruzeiros marítimos, que podem buscar repassar o custo do aumento do combustível por meio do aumento dos preços e tarifas, o que muito provavelmente levaria ao aumento no preço de nossos produtos e serviços. Se não conseguirmos repassar o reajuste de preço aos nossos clientes ou se tais aumentos impactarem a demanda por produtos e serviços que oferecemos, poderemos ter um efeito adverso relevante em nossos resultados operacionais.

Eventos extraordinários, tais como guerras, pandemias, catástrofes naturais, instabilidade política ou social ou atos de terrorismo podem impactar negativamente o setor de turismo como um todo e, consequentemente, os nossos resultados operacionais e financeiros.

Acontecimentos imprevisíveis e extraordinários alheios ao nosso controle tais como guerra, pandemias, catástrofes naturais, instabilidade política ou social ou atos de terrorismo podem afetar a demanda por nossos produtos e serviços.

Durante os últimos anos, nossas receitas de intermediações dos serviços turísticos foram impactadas pelos seguintes eventos extraordinários, dentre outros:

a) Erupções dos vulcões na Islândia em abril de 2010 e no Chile em junho de 2011 que ocasionaram a paralisação do tráfego aéreo de vários países da Europa e do hemisfério Sul, respectivamente;

b) Terremoto no Chile, em fevereiro de 2010, o qual ocasionou uma redução nas viagens para tal país;

c) Repercussão mundial da disseminação da gripe H1N1, a qual ocasionou uma diminuição nas viagens para diversos destinos, principalmente na Ásia, no ano de 2009; e

d) Tsunamis no Oceano Índico em 2004.

Quaisquer eventos extraordinários tais como os acima mencionados podem afetar adversamente nossas receitas de intermediação dos serviços turísticos, impactando os nossos resultados operacionais. Adicionalmente, nossos resultados operacionais podem ser ainda mais afetados caso quaisquer acontecimentos imprevisíveis, como os supracitados, ocorram em épocas de grande demanda por turismo, tais como nos meses de julho, dezembro e janeiro.

Deficiências técnicas na infraestrutura brasileira, especialmente no complexo de aeroportos e portos, podem ter um efeito adverso sobre nossos negócios, nossos resultados operacionais e nossas estratégias.

Como operadora de turismo, intermediamos o fornecimento de serviços turísticos que dependem do bom funcionamento e confiabilidade da infraestrutura que atende ao mercado de turismo brasileiro e internacional. Historicamente, os investimentos públicos na construção e no desenvolvimento de aeroportos, portos, estradas e ferrovias têm sido aquém do necessário no Brasil, o que acarreta em uma menor demanda por viagens turísticas domésticas.

Exemplificativamente, o Brasil passou, em 2007, por uma relevante crise no sistema de controle de tráfego aéreo, a qual teve impactos negativos sobre todo o setor de turismo e de viagens aéreas. Ainda, eventos internacionais de grande escala, tais como a Copa do Mundo de 2014, podem impactar no bom funcionamento e confiabilidade da infraestrutura que atende ao mercado de turismo brasileiro.

Se houver uma ausência de novos investimentos públicos e/ou privados em infraestrutura, ou a realização de investimentos insuficientes para a ampliação da infraestrutura portuária e aeroportuária no Brasil, poderemos sofrer uma redução de nossas vendas, ou crescer a taxas menores do que as esperadas, o que pode representar um efeito adverso sobre nossos negócios, nossos resultados operacionais e nossas estratégias.

Mudanças nas leis e regulamentações relacionadas a nós bem como à alteração da regulação tributária podem nos afetar adversamente.

A promulgação e/ou mudanças de leis e regulamentações aplicáveis aos nossos negócios, bem como a mudança da interpretação por parte do sistema judiciário brasileiro e de órgãos da administração pública podem impactar negativamente a nossa situação financeira.

Podemos ser afetados por mudanças nas leis e regulamentos de natureza tributária, que alterem, entre outros, a interpretação das leis e regulamentos fiscais, ou promulgação de novas leis e regulamentos que impliquem em acréscimo da carga tributária a que estamos sujeitos (como, por exemplo, o IOF, IR, CSLL, PIS, COFINS, dentre outros).

A ocorrência de quaisquer das alterações acima referidas podem impactar adversamente os nossos resultados.

Riscos relacionados aos países estrangeiros em que atuamos

Tendo em vista que a Companhia oferece pacotes turísticos para diversos países, a Companhia poderá estar sujeita a eventuais restrições e imposições relativas à permanência ou ingresso de estrangeiros que venham a ser impostas pelas autoridades locais de tais países.