Lifemed-Principais Riscos

Os riscos que a própria Companhia enxerga e assume, relacionados as suas atividades

A Companhia poderá não alcançar seus objetivos estratégicos e de crescimento

A Lifemed pesquisa, desenvolve, produz e comercializa produtos e serviços de forma a oferece r soluções para a área de Saúde. A Companhia tem como visão estratégia ser reconhecida como uma empresa de padrão mundial e reconhecida como benchmark nacional e pan-regional,preferida por clientes privados, client espúblicose fornecedores.

A capacidade da Companhia em operacionalizar e implantar as suas estratégias de negócio dependerá de vários fatores, quer internos, quer externos, dentre os quais destacamos os abaixo relacionados:

  • Capacidade de desenvolvimento de novos produtos e serviços, se pretendendo que estes tenham um posicionamento premium no mercadoe que sejam concorrentes diretos, em qualidade e preço, com os pro dutos de grandes players internacionais nesta área de negócio;
  • Obtenção de parcerias estratégicas com terceiros, públicos e privados, para o desenvolvimento de novos produtos e serviços e novos mercados;
  • Obtenção de recursos financeiros para alcançar os objetivosde expansão, quer de novos produtos e serviços,quer para a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos;
  • Relevânciados client es públ icos e da conjuntura polít ico-econômica do Brasil na perspectiva de crescimento da Companhia, com influência em especial na definição dos gastos orçamentários para a área de saúde, não apenas no consumo como t ambém na manutenção dos investimentos;
  • Capacidade de atrair e reter profissionais qualificados e de alta performance, principalmente na área de desenvolviment o de novos produtos e tecnologias;
  • Aumento da utilização da capacidade produtiva da plant a industrial de forma a diluir seu custo fixo.

Os fatores listados acima podem afetar negativamente o cumprimento dos objetivos estratégicos e, consequentemente, o crescimento da Companhia , afetando negativamente seus resultados futuros.

Preços e quantidades de descartáveis

O segmento de infusão, locação de UTl’s e Crit icai Care são os princ ipais negocios da Companhia, respondendo mais de 90% de sua receit a. A Lifemed fabrica as bombas de infusão e os descartáveis, conhecid os como equipos de infusão. As bom bas são colocadas nos clientes, em sua maioria hospitais públicos e privados, sob contratos de aluguel ou comodato. Estes contratos estabelecem também quantidades mínimas e preços pelos quais os equipos deverão ser adquiridos pelos clientes durante o período do contrato. O negócio de locaçãode leitos de UTI compreende o fornecimento em regime de locação de equipa mentos médicos aos clientes (quer sejam públicos ou privados},incluindo também nesta locação os serviçosde instalação,treina mento e assistência técnica. A Lifemed fabrica e importa equipamento de Criticai Care sendo estes: desfibriladores,   mo nit ores   cardíacos e vent il adores pul monares (sendo que a Lifemed fabrica o HRV20}. A Companhia está sujeita ao risco de não obter sucesso no cumprimento contratual, por parte dos clientes, de preços e quantidades mínimas de equipos que viabilizem o investimento realizado na fabricação e locação.

Demanda de capital para manter o ritmo de crescimento da Companhia

Como referenciadono ponto anterior, os principais negócios da Companhia são o de infusão, locaçãode leitos de UTI e Crit icai Care, que são negócios que podemos caracterizar como de capit al int ensivo. Na infusão a Compan hia realiza o investi mento na fabricação das bombas de infusão e o retorno do investiment o ocorre com a venda de equipes que serão consumidos por aquela bomba. No caso das locações de leitos de UTI todo o investimentoem ativos fixos é feito no inicio do contrat o de locação com a instalação e treinamento, ocorrendo o retorno deste investimentonos meses subsequent es com o faturamento das locaçõesme nsais. Desta forma, existe um descasamento de fluxo de caixa entre o investiment o realizado e o retorno gerado na venda dos equipos. Assim, existe uma elevada demanda de caixa para que a Companhia mantenha seu crescimento no segmento de infusão e na locação de leitos de UTI. Nos demais segmentos de atuação , o descasamentode fluxo é significativamente menor, mas ainda assim há demanda para capital de giro e para investiment os. Diante disso, a Companhia está exposta ao risco de não obter os recursosfinanceiros necessários para mant er o ritmo de crescimento esperado.

Decisões adversas em processos judiciais contra a empresa que estão em tramitação

A Companhia é parte em processos judiciais e procedimentos administrativos de natureza cível, trabalhista e tributária, decorrent esdo curso regular de nossos negócios. Em 31 de dezembro de 2020, os processos em que a Companhia figurava no polo passivo rep resentavam,em conjunto, contingênciasde até R$ 86 milhões dos quais R$ 4,7 milhões encontravam-seprov isionados.

Os valoresprovisionados podemnão ser suficientes para cobrir as despesas envo lvidas nas ações judiciais ou procedimentos administrativos dos quais a Comp anhia é parte . Se ocor rerem decisões adversas em processos ou pro cedimentos dos quais a Comp anhia é parte ou passe a ser parte no futuro e seja condenada a pagar um montante superior às respect ivas provisões estabelecidas ou ocorrer situações em que nenhuma provisãotenha sido feita, o result ado de suas operações e desempenho financeiro poderá ser negativamente afetado.

Problemas de qualidade nos produtos

A Companhia   está sujeita à responsabilização por problemas de qualidade não detectados no processo de produção, o que pode gerar a necessidade de retirada ou substituição dos produtos no mercado (reco /Is). Este risco pode impactar de sobremaneira a reputação da empresa no mercado, questão fundamental no segmento médico hospitalar. Adicionalmente, tais situações poderiam gerar impactos financeiros decorrentes de processos e ou indenizações.

Riscos relacionados à estrutura logística e de transportes

Grande parte dos nossos clientes encontra-se distante do nosso centro de produção em Pelotas. Para fazer com que nossos produtos cheguem até nossos clientes nacionais, utilizamos os serviçosde empresas de logística, que usam o modal rodoviário brasi leiro.

A infraestrutura de transportes no Brasil enfrenta atualment e vários problemas, que embora tenham vindo a ser corrigidos,podemos ainda destacar a falta de investimentosno crescimento e modernização das estruturas rodoviárias, e o precário estado de conservação das rodovias. Além disso, destacam-se como obstáculos a serem superados pelos produtores nacionais possíveis greves e paralisações de servidores públicos e entidades pr ivadas ligadasao setor de transportes.

Esses fatores podem influenciar na capacidade de escoarmos nossa produção, afetando adversamente nosso resultado operacional e desempenho financeiro.

Sucesso da Companhia depende da habilidade de recrutar e reter profissionais capacitados

Nosso sucesso está baseado na capacidade profissional de nossos colaboradores de algum as áreas estratégicas, tais quais, alta administração, P&D, industrial e comercial. Desta forma, dependemos da nossa habilidade de recrutarmos e retermos profissionais capacitados para a condução de nossos negócios. Não podemos garantir que não incorreremos em custos substanciais para contratarmos e mantermos pessoal qualificado.

Como todas as Companhias, existe uma maior dependência em relaçãoà alta administração.Caso algum dos membrosda alta administraçãoou outro profissional-chavedeixe de integrar nosso quadro executivo, poderemos ter dificuldadespara substituí-los, o que poderá prejudicar nossos negócios e resultados operacionais.

Estamos sujeitos a riscos operacionais e a cobertura de nossos seguros pode ser insuficiente para ressarcir eventuais perdas.

A nossa produção está concentrada no nosso parque industrial situado na cidade de Pelotas, no Estado de Rio Grande do Sul. Essa planta pode ser adversamente afetada por desastres naturais, condições climáticas desfavoráveis, erros operacionais, interrupções no fornecimento de energia, danos a bens e equipamentos, danos ambientais e/ou catástrofes imp re visíveis. A interrupção de nossos negócios, seja por estes motivos ou por greves, diminuição dos serviços, atrasos na entrega de materiais e matérias­ primas, ou por qualquer outro motivo não previsto, pode acarretar a perda de receit a e pre juízos relevantes.

Nossas apólices de seguro e de nossa controlada cobrem danos patrimon iaise lucros cessantes em caso de sinistros decorrentes de determ inados fatores a elas elencados. As apólices de seguro por nós cont ratadas podem não cobrir os danos oriundos de alguns dos referidos riscos ou os limites das indenizações podem não ser suficientespara cobrir e ressarcir todas as eventuais perdas. A ocorrênc ia de sinistros que ult rapassemo valor segurado ou que não sejam cobertos pelos seguros contratados, tais como responsabilidade civil relativa à qualidade e desempenho de produto, lucros cessantes e danos ambientais, pode acarretar custos adicionais inesperados e significativos, afetando nosso result ado operacional e desempenho financeiro.

Risco de mercado: é o risco de que alterações nos preços de mercado, tais como as taxas de câmbio e taxas de juros,impactem nos ganhos da Companhia e de sua contro ladaou no valor de suas partic ipações em instrumentos financeiros. O objetivo do gerenciament o de risco de mercado é gerenciare controlar a exposição aos riscos, dentro de parâmetros aceit áveis, e ao mesmo tempo otimizar o retorno.

A Comp anhia está exposta ao mercado externo à medida que adquire matéria-prima e produtos importados. Os resultados da Companhia e de sua controlada estão suscetíveis a sofrer variações,em função dos efeitos da volatilidade da taxa de câmbio sobre os passivos atrelados às moedas estrangeiras, princ i palmente do dólar norte-americano e o euro.

O resultado  financeiro  da Companhia  está suscetível  a variações das taxas  de  juros  i ncidentes  sobre aplicaçõesfinanceiras, empréstimos e financiamentos com taxas de juros variáveis, principalmente CDI, TJLPe IPCA.

Risco operacional: é o risco de prejuízos diretos ou indiretos decorrentes de uma variedade de causas associadas a processos, pessoal, tecnologia e infraestrutura da Companhia e de fatores externos, exceto riscos de crédito, mercado e liquidez, como aqueles decorrentes de exigências legais e regulatórias e de padrões geralmente aceitos de comportamento empresarial. Riscos operacionais podem surgir de todas as operações da Companhia.

O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros e danos à reputação da Companhia e de sua controlada e buscar eficácia de custos, além de evitar procedimentos de controle que restrinjam iniciativa e criatividade.

A principal responsabilidade para o desenvolvimento e implementação de controles para tratar riscos operacionais é atribuída à alta administração dentro de cada unidade de negócio. A responsabilidade é apoiada pelo desenvolvimento de padrões gerais utilizados pela Companhia para a administração de riscos operacionais nas seguintes áreas:

  • Exigências para segregação adequada de funções, incluindo a autorização independente de operações;
    • Exigências para a reconciliação e monitoramento de operações;
    • Cumprimento com exigências regulatórias e legais;
    • Documentação de controles e procedimentos;
    • Exigências para a avaliação periódica de riscos operacionais enfrentados e a adequação de controles e procedimentos para tratar dos riscos identificados;
    • Exigências de reportar prejuízos operacionais e as ações corretivas propostas;
    • Desenvolvimento de planos de contingência;
    • Treinament o e desenvolvimentoprofissional;
    • Padrõeséticos e comerciais;
    • Mitigaçãode risco, incluindo seguro quando eficaz.

Concorrência com grandes players multinacionais

Os princ ipais segmentos de atuação da Companhia, nomeadamente infusão e criticai care, são caraterizados por uma forte concorrência com grandes playersmultinaciona is. No segmento de infusão os concorrentes são a Baxter, Hospira, Fresenius e B. Braun. No segmento de criticai care os principais concorrentesno mercadode monitores são a Philips Dixtal, GE/ Omnim,Drager,Zoll, Phisio, e no mercado de desfi br iladores, por sua vez, t emos a lnstra med e a CmosDrake como principais players

Os interesses das acionistas controladoras podem ser conflitantes com os interesses dos investidores.

Em face à diversidade e complexidade dos componentes uti lizados no desenvolvi mento dos produtos Lifemed, existe uma forte dependência em relação aos fornecedores, principalmente   aos fornecedores de componentes eletrônicos importados.

Por outro lado, temos dificuldade no desenvolvimento e homologação de fornecedores nacionais para alguns itens críticos, o que implica em dependência de importação de insumos, partes e/ou peças, aumentando o tempo de logística, o custo e controle cambial.

Ou seja, qualquer dificuldade que exista no relacionamento com os fornecedores, pode implicar diretamente na capacidade de produção e/ou distribuição de produtos.

A distribuição de produtos é dependente da logística associada à cadeia de fornecedores.

Adicionalmente, a Companhia pode ter dificuldade no cumprimento de acordos comerciais, com empresas estrangeiras, por influência de variações cambiais.

A empresa pode ter dificuldade de atendimento pleno dos seus ob jetivos, associados à relação com cliente, pelos motivos abaixo descritos:

  • Cumpr iment o do padrão de qualidade dos produtos, durante sua produção, bem como dos seus prazos de produção;
    • Cumpr iment o do padrão de qualidade dos produtos, bem como dos prazos de distribuição e instalação dos produtos nos clientes;
    • Cumpr iment o pelo cliente do contrato firmado entre empresa e cliente, no que se refere as cláusulascontidas no mesmo;
    • Dificuldades no controle de prazos e qualidade da matéria-prima e demais componentes recebidos de t erceiros (fornecedores);
    • Indisponibilidade de produtos ao cliente em virtude de problemas técnicos decorridos de mau uso ou eventos adversos, causando impactos negativos na Marca, que podem resultar em queda de demanda e receita, mesmo que não exista confirmação de erro ou defeito da empresa ou de seu produto;
    • A não renovação de contratos de locaçãoou comodato com clientes, principalmente daqueles firmados com órgãos públicos, via licitações;
    • Sucesso da equipe de vendas e marketing na apresentação da empresa e do produto aos tomadores de decisão dos clientes;
    • Satisfação do cliente com o produto adquirido e com os serviços prestados pela Companhia ou seus representantes no pós-comercialização;

Aspectos Gerais do mercado de Equipamentos Médicos e Hospitalares

A indústria de equipamentos e materiais médicos, hospitalares e odontológicos – EMH O é um dos mais dinâmicos setores da economia global, pois integra a lógica industrial com a cadeia de serviços de saúde, incorporando plataformas tecnológicas distintas em um mesmo produto. Globalmente, a indústria de EMHO é dominada por grandes empresas transnacionais, que possuem, nos elevados investimentos em P&D e diferenciação de produto, seu principal fator de competitividade.

No Brasil, a indústria de EMHO é formada, em geral, por pequenas e médias empresas de médio e baixo nível tecnológico, o que vem representando um desafio o para as políticas públicas: conciliar a dimensão econômica do desenvolvimento de uma base industrial diversificada e inovadora com a dimensão social, de atendimento às demandas de saúde.

Esses competidores internacionais podem decidir consolidar ainda mais as suas presenças no Brasil, atuando mais agressivamente e até mesmo investindo no desenvolvimento de canais de distribuição próprios. Adicionalmente, a Companhia pode enfrentar no futuro a competição de produtos importados similares. As margens da Companhia poderão estar expostas a pressões na medida em que competidores internacionais, ou até internos, tentem ganhar participação no mercado brasileiro.

Eventos no setor da saúde podem provocar efeitos adverso relevantes sobre a Companhia.

O segmento de EHMO no Brasil tem cerca de 50% das receitas, direta ou indiretamente, proveniente de vendas para o segmento hospitalar público, ou seja, dependente de investimentos dos governos federal, estadual e municipal. Em virtude da deterioração das contas públicas, os governos têm enfrentado dificuldades em fazer frente à expansão da demanda por serviços médicos de uma população crescente e em processo de envelhecimento. Com o advento da pandemia da COVID-19, houve uma melhora no segmento de hospitais públicos, mas ainda representa um desafio para os governos federal, estadual e municipal.

Uma redução do investimento do Governo Federal no setor brasileiro de assistência à saúde pode resultar em efeito adverso relevante sobre a Companhia. Além disso, qualquer evento ou mudança que afete o setor brasileiro de assistência à saúde pode afetar adversamente a Companhia.

Além do atendimento dos requisitos necessários à constituição e legalização de uma empresa, a LIFEMED deve atender às seguintes legislações e normas específicas:

  • Legislação Sanitária Brasil eira (ANVISA)
    • Autorização de Funcionament o da Empresa (AFE)
    • Registro dos Produtos
    • Certif icaçõesde Boas Práticas de Fabricação e Controle (CBPFC)
    • Inspeções e/ou audit oriasnão previstas
    • Legislação Ambiental
    • Legislação Trabalhista
    • Regulamentação dos Conselhos de Classe
    • Regulamentações e Normas Técnicas – INM ETRO
    • Certificações de Confo rm idad e dos Produtos
    • Atendime nto à Normas específicas, mesmo inerentes ao produto
    • Aprovação em Ensaios em Laboratórios credenciados pelo INMETRO
    • Alteração e/ou publicaçãode Normas
    • Regulamentações e Normas de Segurança – PPCI, PCMSO e PPRA

A legislação está sujeita à interpretação de quem a cumpre e quem a fiscaliza, o que pode acarretar em diversidades no entendimento da comprovação do seu cumprimento que poderão incorrer em não­ conformidade e, por conseguinte, atrasos no cumprimento das Leis e/ou Regulamentação;

O não atendimento de qualquer Legislação supracitada poderá provocar uma sanção administrativa, que após julgado poderá incorrer em medida judicial com sanção administrativa, civil ou penal, que pode resultar em efeitos adversos em várias escalas da empresa, inclusive seu fechamento

As atividades da Companhia estão sujeitas às legislações ambientais e, portanto, suscetível ao acompanhamento e fiscalizações periódicas de órgãos e/ou agências governamentais.

Caso a Companhia descumpra qualquer lei ou decisão emanada por autoridade ambiental, ela poderá ser submetida ao pagamento de multas, penalidades e sanções, podendo chegar até a suspensão das atividades ou embargos em caso de ampliações, comprometendo diretamente a produção e comercialização de seus produtos.

Dentre os riscos associados à questão socioambiental, destacam-se :

  • Danos ao meio ambiente por descarte incorreto de resíduos e efluentes industriais;
    • Dificuldade em homologar fornecedores de serviço de destinação dos resíduos, na região, acarretando em alto custo;
    • Risco associado à logística de descarte por terceiros à distância, em face ao transporte dos resíduos por longas distâncias até seu destino final;

Alteração de políticas ou requisitos de outros países, que poderão exigir adequações na planta fabril ou de processos de fabricação que, até então não são exigidos no Brasil, como por exemplo as Diretivas Europeias ROHS e WEEE.