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CEB-Principais Riscos

Os riscos que a própria Companhia enxerga e assume, relacionados as suas atividades

  • Captação de recursos.

Além dos recursos decorrentes de suas atividades operacionais, a CEB busca garantir seus investimentos captando recursos no mercado.

  • Eficácia dos controles internos.

A Companhia tem avaliado a matriz de riscos por meio do documento Aplicação do Manual de Riscos, objetivando uma maior eficiência e eficácia dos controles internos administrativos, para colaborar com a redução das possibilidades de fraudes e erros e eliminação de atividades que não agregam valor para a Companhia. Ações de monitoramento permanente têm sido envidadas afim de detectar e corrigir vulnerabilidades que possam  oferecer perdas  à   realização  dos   objetivos   estabelecidos   pela   Administração   da Companhia.

  • Gestão de riscos.

A CEB, por meio de se us atos normativos e de gestão em suas controladas, atua de forma a desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual as empresas  relacionadas ajustam  seus  padrões de riscos às recomendações da Administração.

  • Processos judiciais em tramitação.

As empresas do Grupo CEB, em especial a CEB Distribuição S.A., não raras vezes figuram no polo passivo de demandas judiciais. A natureza das lides envolvidas concentram-se, mais especificamente, em questões  trabalhistas, cíveis e tributárias, sendo certo que todas as ações são  devidamente acompanhadas pelos advogados da Empresa.

  • Greves e/ou paralisações de trabalho poderão ter um impacto negativo sobre o negócio.

Todos os empregados estão abrangidos pela legislação trabalhista brasileira aplicável ao setor privado. Neste sentido, são celebrados acordos coletivos com a entidade sindical representativa da classe .

A Empresa vem adotando a política de aproximação com a entidade sindical, mostrando de forma transparente a situação econômico-financeira da Companhia, buscando evitar paralisações.

Caso haja movimentos dessa natureza, os mesmos poderão impactar de forma negativa os resultados operacionais da Companhia.

  • Risco de crédito.

A controlada CEB Distribuição S.A. está obrigada, por força de regulamentação do setor de energia elétrica e cláusula incluída no contrato de concessão, a fornecer energia elétrica para todos os clientes localizados na sua área de concessão. De acordo com a regulamentação do setor, a concessionária tem o direito de suspender o fornecimento de energia elétrica dos consumidores que não efetuem o pagamento das faturas. Com mais de 75% do faturamento do consumo de energia baseado nos consumidores residenciais, comerciais e industriais, a concessionária bem como o Grupo, apresentam níveis baixos de risco de crédito. Seus maiores devedores continuam sendo os órgãos públicos, responsáveis por mais de 20% do faturamento anual, incluindo consumo de energia e prestação de serviços.

  • Risco de liquidez da Companhia

O Grupo, em especial a CEB Distribuição S.A., tem financiado suas operações com recursos oriundos de suas atividades operacionais e captações no mercado financeiro. A situação econômica e financeira é  constantemente avaliada por meio de informações da área financeira encaminhadas à Administração para tomada de decisões.

Os planos da Administração par a manutenção e desenvolvimento das atividades da Distribuidora passam, entre outros, pela venda de ativos não operacionais;  na rentabilidade dos investimentos em andamento; na capacidade de obter novas linhas de financiamentos.

O Governo do Distrito Federal optou por ter uma  gestão absolutamente técnica que alcançou o Conselho de Administração, a Diretoria Executiva e o próprio Conselho Fiscal. Adicionalmente, fixou objetivos para promover o saneamento econômico-financeiro da CEB Distribuição S.A..

A limitação de pagamentos de dividendos tem ligação direta e exclusiva com o desempenho econômico e financeiro da Companhia. Embora no último exercício tenha apresentado resultado favorável, em decorrência, principalmente, do desempenho de seu maior negócio (a distribuição de energia elétrica), afetada por fatores já explicitados em itens anteriores. Existe, também, a limitação definida estatutariamente para o recebimento  dos  dividendos  por cada classe de ações.

Com uma composição acionaria predominantemente de controle estatal, com o Distrito Federal detentor de 93% das ações ordinárias e 80% do total, inexiste, praticamente, a possibilidade de ”free float”‘ com as ações da CEB.

A quantidade de papel à disposição do mercado não  possibilita volume de negócios suficiente para favorecer a liquidez.

Esse cenário não permite à Companhia usufruir dessa fonte de recursos oriunda do mercado de capitais.

  • Um alto nível de inadimplemento dos consumidores poderá prejudicar os negócios. Para evitar tais situações, a Companhia trabalha com todos os recursos legais e de gestão visando manter os níveis de inadimplência dentro de parâmetros razoáveis.
  • Execução pela CEB do serviço de Iluminação pública no Distrito Federal.

O serviço de iluminação pública de responsabilidade do poder público local (Governo do Distrito Federal – GDF) é atualmente executado pela CEB mediante contratos assinados com a Administração local. Caso  o  direcionamento estratégico do GDF se altere e a Companhia deixe de presta r o referido serviço, a CEB perderá receita operacional própria para se configurar apenas como Companhia holding.

  • O resultado operacional da CEB Distribuição S.A. pode ser impactado negativamente por condições hidrológicas desfavoráveis.

O mercado de Distribuição de energia é influenciado diretamente pelo preço da energia do mercado. Em um cenário de regime hidrológico desfavorável, quando, consequentemente, há elevado despacho de usinas térmicas (mais caras), as distribuidoras são impactadas negativamente por terem a obrigatoriedade de desembolsar montantes significativos para compra de energia. Estes desembolsos farão parte, posteriormente, do reajuste tarifário que ocorre anualmente promovido pelo Órgão Regulado r, porém, o descasamento entre o desembolso maior com compra de energia e a receita oriunda das tarifas, pode causar efeitos adversos no fluxo de caixa  da Distribuidora, podendo, inclusive, reduzir sua capacidade operacional.

  • Os resultados operacionais das empresas geradoras de energia do Grupo dependem das condições hidrológicas.

Os investimentos em geração de energia das empresas controladas e coligadas estão sujeitos a condições hidrológicas imprevisíveis, que podem ocasionar a necessidade de acesso ao mercado de curto prazo de energia para cumprimento dos contratos firmados. Por se tratar de um cenário de escassez, o custo desta energia seria significativamente superior ao  preço recebido  pela sua  entrega. Este descasamento pode impactar, significativa mente, o resultado econômico­-financeiro destas empresas.

Adicionalmente, em um cenário de prolongamento da escassez de recursos hídricos para fornecimento de energia elétrica, há  a  possibilidade  de implantação de ações de redução do consumo pelo  Governo  Federal,  que também podem impactar, negativamente, os resultados das empresas geradoras.

O Governo Federal vem implantando medidas que têm impacto de longo alcance sobre o setor elétrico brasileiro. A estrutura regulatória vem sofrendo diversas alterações ao longo dos últimos anos, sendo as modificações mais recentes inseridas via Medida Provisória nº 579/2012 (convertida na Lei nº 1 2.783), que dispõe sobre a prorrogação das concessões  outorgadas antes da Lei nº  9.07 4, de 7 de julho de 1995. Somadas a estas alterações, condições climáticas adversas ocasionaram  desequilíbrios  importantes  em  todos  os  segmentos   do  setor (Distribuição, Transmissão, Geração e Comercialização de energia). Eventuais alterações regulatórias no setor tem o  potencial  de  impactar significativa mente as empresas do Grupo