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Unigel Participações-Breve Histórico

Breve Histórico da Companhia

A Proquigel Química Ltda., primeira empresa do nosso grupo, foi fundada em São Paulo em 1966. Seguindo o padrão das maiores companhias de produtos químicos globais, nosso pilar fundamental foi o desenvolvimento da nossa própria tecnologia de propriedade exclusiva para a polimerização de suspensão, nossa produção pioneira de resinas de PMMA e nossa produção de poliestireno.

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Inicialmente, produzimos resinas de PMMA1 e SAN2 em uma pequena instalação em São Paulo. Em 1973, começamos a produzir poliestireno e transferimos nossas operações para uma instalação industrial em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Em 1979, expandimos nossas operações para a Bahia, onde produzimos um vasto portfólio de resinas termoplásticas e intermediários dos produtos químicos. Após décadas de desenvolvimento dos produtos e da tecnologia, começamos a integrar nossas cadeias de produção de acrílicos e estirênicos por meio de diversas aquisições: a Companhia Brasileira de Estireno, em 1984, para a produção de estireno; a Metacril S.A., em 1992, para a produção de MMA e chapas acrílicas; e a Acrinolonitrila do Nordeste S.A., ou Acrinor (a qual foi cindida em 1° de novembro de 2019, sendo incorporada pela Unigel e CBE), em 1997, para a produção de acrilonitrila. Em 1997, começamos a operar uma planta de resina de PMMA no nosso complexo de acrílicos na Bahia, e vendemos todas as nossas operações de resinas de ABS e SAN, na Bahia, para a Bayer. Em 2002, a Companhia foi constituída.

Após uma consolidação bem-sucedida dos nossos negócios de estirênicos e acrílicos, expandimos nosso negócio de acrílicos internacionalmente através da aquisição, em 2006, da Plastiglas, no México, onde atualmente produzimos chapas acrílicas cell cast. Em 2007, também adquirimos nossas plantas de MMA e ácido sulfúrico no México, arrendamos uma planta de sulfato de amônia e nos associamos à Pemex para reativar a sua planta de acrilonitrila e produzir o HCN necessário para suprir nossa unidade de produção de MMA. Em 2008, adquirimos uma planta de estireno da Dow Chemical em Camaçari, Bahia.

Em 2009, adquirimos uma planta de poliestireno em São José dos Campos, São Paulo. Em 2010, concluímos nosso projeto de expansão da capacidade de acrílicos, aumentando a produção de metacrilatos e de sulfato de amônia. Em dezembro de 2010, também adquirimos uma planta de poliestireno situada no complexo petroquímica da Dow Chemical, na cidade do Guarujá, estado de São Paulo.

Após nossos investimentos em crescimento orgânico e a compra de instalações de produção relacionadas, começamos a revisar nosso posicionamento estratégico no ano de 2010, o que resultou no fechamento de algumas de nossas fábricas e desinvestimentos de nossas operações não centrais motivados por oportunidades de baixo custo para promover nossa integração vertical nos anos que sucederam.

Em 2016, concluímos a expansão da nossa planta de cianeto de sódio na Bahia. Em outubro de 2016, paramos nossa produção de MMA no México e começamos a usar o MMA importado das nossas instalações no Brasil nas nossas unidades operacionais mexicanas para a produção de chapas acrílicas. Em 2017, arrendamos e começamos a operar uma planta de látex situada na unidade de petroquímicas da Dow Chemical na cidade do Guarujá, estado de São Paulo. Como parte da nossa redução de dívida, em 2017, paramos de investir na nossa Atividade de Embalagem, tendo descontinuado as atividades de tal segmento após a venda de participação na Polo Indústria e Comércio Ltda.

Em 2018, concluímos um projeto de eliminação de gargalos que aumentou a nossa capacidade de estireno em 30.000 toneladas. Em 2019, convertemos com sucesso nossa planta de MMA no México para produzir EMA.

Em 2019, após lograr-se vencedora do certame licitatório n° 001/2019 da Petrobras, a Companhia, por meio de sua controlada Proquigel, realizou o arrendamento industrial de duas plantas de fertilizantes nitrogenados da Petrobras, localizadas no estado da Bahia e de Sergipe, as FAFEN-BA e FAFEN-SE, o

que corresponde a uma capacidade anual instalada de 2,6 milhões de toneladas de produtos nitrogenados (ureia, amônia, sulfato de amônio e ARLA). As plantas são de propriedade da Petrobras e foram arrendadas pela controlada Proquigel por 10 anos, contados a partir da transferência da posse das referidas unidades industriais da Petrobras para Proquigel, que ocorreu em agosto de 2020.

O contrato de arrendamento industrial de FAFEN-BA contém uma cláusula de promessa de subarrendamento do Terminal Marítimo de Amônia (“TMA”) e do Terminal Marítimo de Ureia (“TMU”), que compõe o Terminal de Granéis Sólidos (“TGS“) no Porto Organizado de Aratu-Candeia, em Candeias

– BA, cuja posse, operação e exploração são garantidos a Petrobras por meio do Contrato de Arrendamento n° 031/200l3. Apesar de não ser essencial para as atividades da Companhia e da controlada Proquigel, o subarrendamento do TGS trata-se de uma estratégia comercial para captação de matéria prima, pois essas instalações portuárias serviram de suporte logístico à produção do complexo industrial, para armazenamento e escoamento da amônia e areia – fertilizantes da FAFEN­ BA.

O processo para subarrendamento dos terminais marítimos iniciou em outubro de 2019 e a Companhia das Docas do Estado da Bahia (“CODEBA”), a Coordenação-Geral de Contratos I da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários e a Consultoria Jurídica do Ministério da Infraestrutura (“CONJUR­ Minfra”) opinaram favoravelmente ao pleito do subarrendamento. Com base nas recomendações do CONJUR-MINFRA, as partes prepararam a minuta de Termo Aditivo ao Contrato de Arrendamento n° 031/2001, objetivando o subarrendamento do TMU e TMA. Em 26 de maio de 2021 o Termo Aditivo foi celebrado entra a União, por intermédio do Minfra, a Petrobras e a controlada Proquigel, com a interveniência da ANTAQ e da CODEBA. O subarrendamento terá a mesma vigência Contrato de Arrendamento Portuário n° 031/2001 (até dezembro de 2026, prorrogável por um novo período de 25 anos) ou o dia de encerramento do contrato de arrendamento industrial da FAFEN-BA (agosto de 2030, prorrogável por um período de até 10 anos), o que ocorrer primeiro. Tendo em vista que o Contrato de Arrendamento n° 031/2001, firmado entre a Petrobras e a CODEBA em dezembro de 2001, possui seu termo final em 2026, ou seja, data anterior ao término da vigência inicial do contrato de arrendamento industrial de FAFEN-BA, a partir de 28 de dezembro de 2026, a vigência do subarrendamento ficará condicionada ao deferimento de prorrogação do Contrato de Arrendamento n° 031/2001 pelo Poder Concedente (Minfra).

Também em 2020, expandimos nossa unidade de produção de Ocoyoacac no México, com uma nova planta de chapas acrílicas por extrusão com capacidade de produção de 5.000 toneladas / ano. O equipamento desta planta foi adquirido em 2008, mas não foi instalado até 2020. Em dezembro de 2020, iniciamos a produção em escala piloto nesta planta e pretendemos tê-la integralmente operacional em 2021.

Em janeiro de 2021, a Companhia retomou as atividades da planta de fertilizantes localizada na cidade de Laranjeiras em Sergipe e a partida da planta localizada na cidade de Camaçari na Bahia, em abril deste mesmo ano.

1 Poli(metacrilato de metila) – Acrílico

2 Estireno Acrilonitrilo